Por Leonardo Ramos

 A taxa de desemprego no Brasil bateu novo recorde e chegou a 13,2 no primeiro trimestre de 2017, atingindo mais de 14 milhões de trabalhadores. Com o mercado de trabalho cada vez mais escasso, muitos brasileiros estão investindo no empreendedorismo digital para driblar a crise e conseguir uma renda. Mas é possível entrar no comércio eletrônico sem gastar muito?

De acordo com o especialista em comércio eletrônico, Frederico Flores, a resposta é sim. Uma alternativa segura para quem está começando a empreender na internet é optar pelas vendas em marketplaces, como o Mercado Livre, Lojas Americanas e Submarino, por exemplo. “Iniciar uma loja dentro dos marketplaces pode ser a solução mais segura e prática para quem busca uma renda em meio ao desemprego, mas é preciso ter dedicação e estratégias para fazer a loja decolar. Além disso, o investimento inicial para empreender na internet é baixo e algumas ferramentas gratuitas já disponíveis no mercado podem ajudar no início de negócio”, explica.

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O especialista listou alguns caminhos para quem deseja começar a vender em marketplaces:

1º: entenda o que é um marketplace

Os marketplaces são plataformas de e-commerce colaborativas, que funcionam como um shopping virtual conectando lojistas e prestadores de serviços a compradores. Existem marketplaces de nicho, que são focados em determinados públicos e vendem apenas alguns segmentos de produtos. Estude as regras e os custos de cada um para avaliar qual faz mais sentido ao seu negócio.

2º: conheça as taxas e comissões

Alguns marketplaces cobram taxas de 5 a 25% por cada venda efetuada ou até mensalidades fixas para disponibilizar os serviços nos sites. Antes de começar a vender, procure saber qual é a porcentagem da plataforma escolhida

3º: prepare os produtos:

Escolha seu nicho de mercado e prepare o estoque dos seus produtos – que podem ser usados ou novos. No início, foque em apenas um segmento, seja ele moda, games, eletrônico e etc., vender de tudo pode atrapalhar a fidelização dos clientes e dificultar seu controle de estoque.

4º: título dos anúncios:

Ao fazer uma busca no Mercado Livre, por exemplo, o primeiro passo para chamar a atenção do cliente com certeza é o título, portanto, abuse dos caracteres permitidos e deixe seu anúncio o mais atraente possível. Ficar ligado nas tendências de busca da categoria, usando as palavras mais pesquisadas é um tiro certeiro.

5º: fotos dos produtos:

Para atrair mais clientes, o ideal é fazer as fotos com fundo branco e apostar na alta definição. Imagens com aspecto amador não passam uma boa impressão aos clientes e, por este motivo, é imprescindível divulgar ótimas fotos.

6º: frete e pagamento:

Oferecer aos usuários diversas formas de pagamentos e opções de fretes é essencial para quem quer ter sucesso nos marketplaces. Pesquisas apontam que um dos principais motivos para o “abandono de carrinho” é o alto valor do envio. Então procure oferecer frete grátis para seus produtos – mesmo que você tenha que aumentar o preço um pouquinho nesses casos.

7º: atendimento ao cliente:

Oferecer uma boa experiência de compra ao seu cliente passa diretamente pelo atendimento. Portanto, retorne os e-mails e dúvidas dos usuários rapidamente e seja claro nas respostas. Estatisticamente, quem responde às perguntas primeiro, aumenta suas chances de vender – mesmo com preço mais alto. Essa é uma boa oportunidade de fazer valer a qualidade e agilidade do seu serviço.

8º: automatize sua loja:

Administrar todas as etapas de vendas em marketplaces exigia tempo e um investimento que nem todos os lojistas possuíam. Porém, hoje já existem soluções gratuitas para ajudar no gerenciamento das lojas digitais – desde o recebimento de um pedido até sua entrega. A Becommerce Lite, por exemplo, é uma ferramenta que gerencia todas as etapas de vendas no Mercado Livre. Por meio da plataforma é possível controlar os anúncios, responder as perguntas dos possíveis clientes e fazer a qualificação dos usuários de forma automática – facilitando a vida do lojista e permitindo aumento significativo nas vendas.

Fonte: Segs 

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