O que é e como montar um Marketplace de nicho

Os marketplaces são um sucesso no mercado. Empresas como Uber, Airbnb e Amazon alcançaram sucesso utilizando esse modelo de negócios. A boa notícia é que atualmente é possível criar uma plataforma marketplace de nicho de forma rápida e simples.

Neste artigo, você vai descobrir o que são os marketplaces, quais são as suas vantagens e como criar a sua plataforma. 

O que é uma plataforma marketplace de nicho?

Provavelmente você já usou uma plataforma marketplace de nicho no seu dia a dia. Hoje, esse tipo de tecnologia é muito popular e oferece diversas vantagens para empreendedores e clientes.

Um marketplace funciona como um shopping virtual. A plataforma conecta oferta e demanda de produtos ou serviços no ambiente online. Nesse mercado, existem negócios que atuam com um público variado. Por exemplo, a Americanas ou o Magalu, que vendem uma infinidade de itens.

Porém, as plataformas marketplace de nicho são uma grande tendência. Afinal, definir um nicho de mercado possui muitas vantagens. Ao contrário do que muitos pensam, escolher um público específico pode tornar o empreendimento mais rentável! Isso porque fica mais fácil criar estratégias assertivas e segmentadas.

Nesse sentido, é possível criar um marketplace de roupas femininas, produtos para pets, itens para bebês, artigos esportivos, entre muitas outras possibilidades.

Mas qual é a vantagem de lançar um marketplace? Não é melhor vender em plataformas já existentes? Isso depende do seu perfil enquanto empreendedor(a). Se você é um lojista e quer apenas aumentar suas vendas online, é possível vender em marketplaces. Porém, se a sua intenção é ter um negócio escalável e com alto potencial de faturamento, a melhor solução é lançar uma plataforma.

Contratar um programador ou uma plataforma pronta de marketplace?

Muitos empreendedores pensam que, para criar uma plataforma marketplace de nicho, é preciso contratar programadores. Mas, hoje já existem plataformas prontas e customizáveis no mercado. Elas permitem que você lance de forma simples, rápida e acessível. A grande vantagem é que você não precisa de tanto conhecimento técnico para utilizá-las.

No entanto, para poder contratar e gerenciar um programador, você precisa ter um certo conhecimento técnico em programação. Ainda, normalmente o custo de contratação é elevado e o processo de criação da plataforma pode ser demorado. Afinal, é preciso desenvolver, fazer testes, corrigir erros, etc.

Ao contrário, as plataformas prontas, por exemplo, o Ideia no Ar, oferecem agilidade e customização para quem emprende. Dessa forma, você pode focar na estratégia do negócio, em vez de se preocupar com a tecnologia em si.

Modelos de negócios para marketplace

Existem diferentes modelos de marketplace e cada um deles possui vantagens e desvantagens. De forma geral, as plataformas podem ser divididas em duas categorias: produtos e serviços. E, dentro delas, há diversas opções.

Abaixo, veja como cada modelo funciona:

1. Marketplace de produtos

As plataformas de produtos são bastante populares. Vários dos grandes varejistas brasileiros possuem esse tipo de marketplace, como Via Varejo e B2W Digital.

Marketplace de produtos físicos

As plataformas de produtos físicos são as mais tradicionais. Nelas, apesar de a compra acontecer online, os itens são entregues presencialmente aos clientes.

Marketplace de produtos digitais

Muitas pessoas não sabem, mas existem também marketplaces de produtos digitais. Por exemplo, eles podem oferecer games, e-books ou cursos à distância.

2. Marketplace de serviços

Os marketplaces de serviços servem para conectar consumidores com prestadores de serviço. Uber, Airbnb e GetNinjas são exemplos de sucesso dessa modalidade.

Marketplace de serviços por orçamento e negociação

Nesse tipo de plataforma, o prestador de serviços cadastra seu perfil e portfólio. Quando ele recebe o contato de um possível cliente, é realizada uma negociação para acertar os detalhes. Por exemplo, orçamento e prazo.

Marketplace de agendamento de serviços

Nesse modelo de marketplace, o consumidor agenda um um horário para receber o serviço. A grande vantagem é a praticidade para os clientes. Nesse caso, podemos citar o agendamento de serviços com profissionais da área da saúde ou da beleza.

Marketplace de aluguel de espaços ou produtos

Uma plataforma marketplace de nicho focada em aluguel aplica bem os princípios da Economia Compartilhada.

Essa forma de negócio também pode ser utilizada em diferentes nichos. Por exemplo, o aluguel de equipamentos, máquinas, roupas, brinquedos, espaços físicos, entre outros.

Marketplace de venda de leads

Nesse modelo, o prestador de serviços compra um pacote de créditos. Tal pacote corresponde a uma quantidade de leads, ou seja, de contato com potenciais clientes.

Depois de utilizar os créditos, os contatos da pessoa são liberados para o vendedor entrar em contato e tentar fechar negócio.

Perfis de cliente em um marketplace

Assim como em qualquer negócio, os marketplaces podem apresentar diferentes perfis de cliente. Cabe a você, enquanto empreendedor(a), identificar qual é o perfil mais adequado ao seu nicho de mercado.

Marketplace B2C

A plataforma marketplace de nicho B2C é uma das mais comuns. Nesse caso, o perfil é Business to Consumer. Ou seja, as transações acontecem de empresas direto para os consumidores finais.

Dessa forma, podemos citar Americanas, Magazine Luiza e Dafiti. Também existem marketplaces de serviços B2C, como Airbnb e Uber.

Uma dica para lidar com esse perfil de cliente é gerar uma boa experiência ao consumidor e em estabelecer confiança.

Marketplace B2B

marketplace B2B, ou Business to Business, faz transações de empresa para empresa. O Elo7 e o Alibaba são exemplos de sucesso desse modelo.

Aliás, segundo a ABStartups, o número de startups B2B dobrou em dois anos. Algumas das vantagens dos negócios B2B são a fidelização dos clientes e o ticket médio elevado.

Marketplace C2C

Nas plataformas C2C, as transações acontecem de consumidor para consumidor. Por exemplo, como ocorre no Mercado Livre, Enjoei ou OLX.

Normalmente, tais marketplaces trabalham com produtos usados. O modelo tem uma boa adesão, mas exige um investimento mais elevado. Porém, pode ter bastante rentabilidade a longo prazo.

Momento de mercado

O mercado de plataforma marketplace de nicho vêm crescendo há muito tempo. Nos EUA e na China, esse modelo já é responsável pela maior parte das vendas online. No Brasil, a partir de 2020, esse cenário também se repetiu. Neste ano, mais de 70% do faturamento do e-commerce veio apenas de marketplaces.

Além disso, a tendência é que a transformação digital dos negócios se intensifique cada vez mais. Hoje, uma empresa física não dá mais conta da inovação do mercado. Pense só, um negócio digital permite atingir públicos no mundo todo, enquanto as empresas tradicionais ficam restritas a um local.

Vale lembrar que não existe um momento perfeito para empreender. Os negócios de sucesso são aqueles que têm uma boa execução. Por isso, quanto antes você começar, melhor. Afinal, empreender é muito mais sobre colocar a mão na massa do que sobre ter boas ideias.

Mas, alguns períodos do ano são propícios para você criar campanhas específicas no seu marketplace e potencializar as suas vendas. O mês de novembro, com a Black Friday, e dezembro, com o Natal, são alguns exemplos. Inclusive, tempos de crise podem ser propícios para lançar negócios inovadores. O próprio Uber foi criado durante a crise de 2008.

Exemplos de plataforma marketplace

Você já sabe o que é uma plataforma marketplace de nicho e quais são as suas vantagens. Também é importante lembrar que existem diferentes modelos de marketplaces. Por exemplo, focados em produtos, serviços, aluguel ou agendamento.

Agora, vamos conhecer alguns exemplos de sucesso desse modelo de negócios:

Enjoei

O Enjoei é um marketplace de produtos C2C do ramo da moda. Pela plataforma, os usuários podem vender e comprar peças de segunda mão de maneira prática e simples. O marketplace funciona como uma espécie de brechó virtual.

Airbnb

O Airbnb é o maior exemplo de marketplace de aluguel do mundo. Tal plataforma marketplace de nicho conecta hóspedes com anfitriões de maneira segura e eficaz. Os donos do marketplace lucram por meio de comissões cobradas a cada negócio fechado dentro do aplicativo.

Uber

O Uber é um marketplace de serviços no nicho de transporte. Ele conecta motoristas e clientes por meio da plataforma. Assim como o Airbnb, a startup lucra com o modelo de comissão sobre cada transação feita.

DoctorAlia

Já o DoctorAlia é um marketplace de agendamento de serviços, cujo foco é o nicho de saúde. No marketplace, os clientes podem encontrar profissionais de saúde na sua região e realizar o agendamento online.

Como criar uma plataforma marketplace de nicho?

Agora que você já sabe qual é o potencial de criar uma plataforma marketplace de nicho, vamos te mostrar os principais passos sobre como fazer isso. Vamos lá?

1. Pesquise o seu nicho de mercado

O primeiro passo é definir um nicho de mercado. Aqui, é muito importante pensar em um setor que tenha potencial de crescimento e apresente uma quantidade razoável de possíveis clientes.

Além disso, se possível, opte por nichos em que você já tem experiência e networking. Também é fundamental realizar uma pesquisa de mercado. Para isso, você pode utilizar ferramentas como o Google Trends e o Google Keyword Planner. Ainda, acompanhar notícias e levantamentos do nicho pretendido pode te ajudar.

2. Escolha o seu modelo de negócios

Em seguida, é necessário escolher o seu tipo de marketplace. Isso porque ele pode ser focado em serviços, produtos, agendamento ou aluguel.

Nessa etapa, também é preciso definir pontos estratégicos, como a sua proposta de valor, sua persona e os canais de aquisição de clientes. Para isso, você pode contar com o apoio da ferramenta marketplace canvas

3. Faça a prospecção da oferta de produtos ou serviços

Então, chegou a hora de atrair vendedores para a sua plataforma marketplace de nicho. Para isso, você deve definir a persona dos seus lojistas ou prestadores de serviço. A partir disso, fica mais fácil saber em quais canais, seja online ou offline, você pode encontrá-los.

Lembre-se de evidenciar as vantagens que eles podem ter ao se cadastrar na sua plataforma. Por exemplo, você pode usar o modelo de receita de comissão sobre transação. Nele o vendedor só paga para a plataforma caso feche negócio, ao contrário do modelo de assinatura.

4. Atraia clientes com uma estratégia de marketing

Também é fundamental atrair uma quantidade relevante de possíveis clientes para a sua plataforma. Afinal, os vendedores precisam de um canal de vendas que tenha visibilidade.

Para isso, é essencial investir em estratégias de marketing eficientes. Aqui, a dica é testar diferentes canais aos poucos, avaliar os resultados e intensificar as ações que deram certo.

5. Escolha a sua plataforma

Por fim, você precisa escolher uma plataforma de marketplace de qualidade. Na hora da escolha, verifique como é o suporte, além das funcionalidades e os benefícios. Algumas empresas, apesar do preço acessível, não oferecem um acompanhamento próximo e constante para apoiar o seu negócio.

Conclusão

Criar uma plataforma marketplace de nicho é uma grande oportunidade para quem quer empreender um negócio escalável e com alto potencial de faturamento. Nesse mercado, existem diferentes modelos, perfis de cliente e nichos que você pode atender.

O melhor é que atualmente há plataformas de marketplace prontas e customizáveis, que são acessíveis e permitem um lançamento rápido. Você pensa em criar um marketplace? Agende já uma consultoria gratuita com a nossa equipe. O Ideia no Ar é uma plataforma de marketplace que já lançou mais de 400 clientes desde 2013.

Split de pagamento - Conheça as vantagens

MUMA | Entrevista com Matheus Ximenes, CEO e Fundador

Essa semana batemos um papo com o Matheus Ximenes, CEO e fundador da Muma, que é um marketplace voltado para móveis de design assinado e peças de decoração.

A Muma é cliente Moip e o Matheus contou pra gente sobre como nasceu a Muma e como eles se preparam para uma data como a Black Friday!

1. Conte um pouco sobre a Muma?

A MUMA é uma loja online de móveis de design assinado e peças decoração, com duas Guide Shops (em São Paulo e em Recife), que operam para complementar a experiência proporcionada ao cliente nos canais de venda online. Nosso diferencial é criar uma experiência de compra em que se forma um vínculo entre clientes, designers, produtos e nossa equipe.

Todos os produtos comercializados pela plataforma possuem design exclusivo, de alta qualidade e são criados por designers famosos ou emergentes, de todo o mundo, mas com foco especial no DNA brasileiro.

A MUMA liderou no formato de estabelecer o caminho mais curto e barato entre clientes e designers e inovou na forma de chamar a atenção para os designers e peças de design.

2. Como surgiu a ideia da Muma?

A MUMA nasceu da minha inquietação com a forma como o mobiliário era vendido no Recife, minha terra natal. Só era possível encontrar peças de design muito caras voltadas para um público AA, em lojas tradicionais. Eu mesmo trabalhava em escritório de arquitetura para o mercado de luxo, mas mesmo esse público seleto optava por viajar para comprar fora do Brasil. Aquilo me incomodava porque eu estava na quinta maior cidade do país, com muita gente legal, produzindo peças incríveis. Alguma coisa não estava certa. Então decidi criar uma loja para remodelar esse sistema.

3. Qual o desafio de se preparar junto com os sellers para a black Friday? Como o Moip ajuda nisso?

É um grande desafio a Black Friday e ao mesmo tempo o melhor momento de vendas para a Muma. Esse ano, devido à Pandemia, a Black Friday se tornou mais desafiadora. Muitos fornecedores venderam tanto que ficaram sem produtos para fornecer. Outros, que trabalham com produtos importados, tiveram que aumentar o valor dos produtos devido à alta do dólar. Para a Muma, antes da pandemia a regra sempre foi não aumentamos preços depois de agosto, mesmo que os fornecedores aumentem, para que o consumidor não tenha a sensação que na Black Friday aumentamos primeiro para depois dar um desconto. Mas como tudo que houve esse ano, não foi possível cumprir essa filosofia. Nossos fornecedores tiveram que subir muito o preço e a Muma não conseguiu segurar. Mesmo assim, temos áreas que conseguiremos ter descontos incríveis.

Nessa Black Friday quase tudo na loja vai ter desconto. O menor desconto será de 10% e algumas peças de decoração conseguimos negociar 60%.

A participação do Moip sempre foi fundamental. Pois a experiência de compra não pode existir se o pagamento não acontecer de fato. O que torna o Moip ainda melhor, do nosso ponto de vista, é o consumidor consegue pagar muito rapidamente, com muita segurança e com a certeza de que os dados dele serão bem cuidados. Afinal de contas, temos um ticket médio bastante alto entre nossos clientes, precisamos trabalhar com parceiros que ofereçam alto nível de segurança.

4. Como é a preparação de logística? Fazem ações em conjunto com os Sellers?

Sim, todas as ações são feitas em conjunto com os fornecedores da Muma. Começamos a trabalhar negociações de Black Friday em Agosto, desde produção até prazos de entrega, valores, tudo o que podemos negociamos. Os nossos fornecedores são super parceiros, entram junto conosco sempre e o grande beneficiado é nosso consumidor.

5. Como vocês se preparam para a Black Friday? Como trabalham a divulgação? Quais os formatos favoritos para consumir esse tipo de conteúdo?

Temos o DNA Digital. A Muma nasceu da venda por e-commerce. Nossas lojas são grandes showrooms e nos ajudam a dar confiança em alguns produtos. A Black Friday é para nós imperdível. Durante essa data, trabalhamos muito para oferecer o menor prazo de entrega possível, o menor custo possível e a maior qualidade.

Divulgamos nas nossas redes sociais, por meio de nossa assessoria de imprensa e também compramos algumas palavras chaves na data. Além disso, temos nossos clientes e fazemos uma comunicação direcionada para eles. Aliás, esse na Black Friday é sempre o melhor caminho, a abordagem do seu cliente para que ele compre um novo produto. Temos um marketing muito bem estruturado e que nos apoia para personalizar ao máximo nossa comunicação com o nosso público alvo.

5. Quais práticas utilizadas para aumentar a conversão de vendas durante a Black Friday? Como vocês lidam com a forte concorrência dessa data?

É um misto de coisas. Temos que ter um bom produto e um bom desconto. Também é necessário mostrar nas chamadas os produtos com mais descontos e é preciso que o site esteja todo redondo, não pode falhar em nenhuma página e deve carregar em poucos segundos. Aumentamos nosso potencial tecnológico para nos mantermos no ar mesmo que tenhamos um acesso simultâneo de muitas pessoas e, também, procuramos ter uma equipe pronta para responder dúvidas. O atendimento de chat e telefones faz muita diferença na hora da decisão por um produto de alto valor. Normalmente não nos preocupamos com o que a concorrência está fazendo, pois se cada um fizer a sua parte, o consumidor sempre ganha e todos saem felizes. Existe mercado para todo mundo.

6. Como é o relacionamento com os sellers da Muma antes da Black? Que tipo de estratégias você já usa para atrair novos sellers durante o pré Black Friday?

O relacionamento é de parceria. Fazemos tudo o que podemos para beneficiar o consumidor com produtos de qualidade e bons descontos.

A Black Friday não costuma para nós atrair novos fornecedores. Isso é uma prática diária da Muma. Sempre selecionamos novos fornecedores, desde que eles estejam dentro dos padrões de qualidade que temos e sejam móveis assinados por designers.

7. Como você espera que o Moip dê suporte nos próximos passos do seu negócio? O que vocês precisam do Moip pra isso?

Nossa expectativa é que vocês continuem fazendo o brilhante trabalho de não aparecer rsss. O melhor meio de pagamento é aquele que o consumidor nem percebe que existe. Sinal que foi absolutamente fluida a experiência, sem barreiras e sem problemas. Perfeita. O Moip tem sido um bom parceiro. O que nos ajuda sempre é ter taxas menores para que possamos repassar em benefício para os consumidores.

LGPD e e-commerce: entenda o que muda para o comércio eletrônico com a nova lei

A expectativa da maioria dos empresários era que, por conta da pandemia do coronavírus, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) fosse adiada para 2021. Só que isso não aconteceu e ela entrou em vigor em setembro de 2020. Com isso, as empresas precisam agilizar o seu processo de adequação interna. Porém, na prática, quando o assunto é LGPD e e-commerce, quais são as medidas a serem tomadas?

É para responder essa pergunta e tirar outras dúvidas sobre essa nova legislação que estamos aqui. Então, siga com a gente e entenda tudo o que precisa ser feito para o seu e-commerce ou marketplace não sofrer as penalidades previstas na LGPD.

Do que trata a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais

A LGPD veio para regulamentar o tratamento de dados pessoais de clientes e usuários por parte de empresas públicas e privadas em todo o território nacional. O objetivo dessa ação é proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade de qualquer cidadão, independentemente de etnia, cor, classe social, religião, gênero, entre outras características.

Segundo a lei, tratamento significa toda operação realizada com dados pessoais, como as que se referem a coleta, produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição, processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação, transferência, difusão ou extração.

Basicamente, quer dizer que as empresas vão precisar seguir novas regras na hora de coletar e usar as informações pessoais de seus clientes. A principal delas é que esses dados somente serão manipulados mediante o consentimento e a autorização explícitos dos usuários. Além disso, ainda é necessário deixar claro para qual finalidade os dados serão usados e como isso ocorrerá.

O que pode e o que não pode quando o assunto é LGPD e e-commerce

Diante do que falamos até aqui, já deu para perceber que a LGPD afeta diretamente os e-commerces e marketplaces, uma vez que os dados são a matéria-prima para as estratégias de marketing e vendas desses negócios, certo? Mas não encare isso como uma notícia ruim, não! Agora no início pode dar um pouco de trabalho fazer todas as adequações necessárias. Porém, depois, será possível colher os frutos desse ambiente mais transparente e seguro criado tanto para a empresa quanto para o cliente.

Só há um ponto que é totalmente desaconselhado: obrigar o cliente a ceder seus dados. Então, deixar um formulário com campos obrigatórios para exigir um consentimento geral está vetado. A nova lei proíbe a obrigatoriedade de informar dados pessoais para acessar serviços e produtos. Dados essenciais para o uso do serviço, como e-mail para fazer o login ou endereço para receber o produto, são uma exceção.

Mas se, por exemplo, o formulário de cadastro obriga o consumidor a colocar o estado civil para comprar, isso deve ser alterado para opcional ou ser retirado, pois não interfere diretamente no negócio. Da mesma forma, se o seu e-commerce ou marketplace tem um aplicativo gratuito, não será mais possível exigir que o usuário compartilhe a privacidade para acessar as funções do app.

Também é importante ficar atento aos Termos de Uso e à Política de Privacidade da sua empresa. Esses documentos continuarão sendo essenciais, mas, mesmo com todas as informações disponíveis neles, ainda será proibido forçar a aceitação do usuário no que diz respeito aos dados pessoais.

Como adequar o e-commerce à LGPD

Já que citamos os Termos de Uso e a Política de Privacidade, fazer a atualização desses dois documentos é um bom ponto de partida para começar a adequar o e-commerce ou o marketplace à LGPD. Desse modo, você pode deixar claro como o seu negócio está lidando com a nova lei e como vai ser feito o tratamento de dados a partir de agora, dando total transparência ao processo.

Outro procedimento que deve ficar mais claro é a utilização de cookies. Se você ainda não indicava o uso dessa ferramenta, agora precisa fazê-lo e também pedir a permissão do usuário para usá-la. É interessante que essa solicitação venha com explicações de como os cookies funcionam, assim pode ficar até mais fácil para o usuário dar uma resposta afirmativa.

Além desses procedimentos iniciais, ainda tem mais algumas medidas que precisam ser tomadas conforme os usuários avançam no relacionamento com o seu e-commerce ou marketplace. O que você precisa ter em mente é que, sempre que pedir para um cliente deixar uma informação no site, ela deve ser realmente necessária e precisa ser autorizada.

Para que nada passe batido, fizemos um checklist com o que você precisa implementar no seu e-commerce para se adequar à LGPD:

  • Criar uma autorização para tratamento de dados pessoais separada das outras cláusulas contratuais. Será mais um documento que precisará ser aceito pelo usuário;
  • Incluir na autorização se os dados pessoais serão transmitidos para outras empresas, mesmo que coligadas ou pertencentes aos mesmo grupo econômico;
  • Fazer um pop-up de consentimento na hora de finalizar o pedido ou o cadastro de um cliente. Informar que os dados serão coletados e processados para questões de faturamento é suficiente;
  • Pedir a autorização para se comunicar com o usuário por e-mail, SMS e WhatsApp e lembrá-lo, sempre que enviar uma mensagem, que ele já autorizou tal ação. No entanto, é importante disponibilizar uma opção para que usuário deixe de recebê-las quando desejar;
  • Implementar uma estrutura para responder aos usuários que passarão a ter o direito de consultar qualquer empresa para saber se ela possui dados referentes a eles, quais são esses dados e como foram obtidos. As informações deverão ser repassadas via internet ou fisicamente, a critério do usuário;
  • Além da estrutura para responder, é preciso manter uma equipe para atender aos pedidos de exclusão, pois o usuário poderá requerer à empresa que exclua seus dados pessoais após a satisfação das obrigações (pagamento, entrega, troca, entre outros).

É importante ressaltar a necessidade de contratar um colaborador, ou fornecedor, com a autoridade para garantir a proteção de dados para sua empresa. Fica sob responsabilidade dessa pessoa, denominada Data Protection Officer, ou DPO, assegurar que todas as decisões tenham um embasamento legal e uma fiscalização assertiva. É ele quem deve fazer a ponte entre as empresas e a  Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), o órgão regulador da lei.

LGPD e e-commerce: fiscalização e penalidades

Paralelamente à nova legislação, também está sendo estruturada a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Entre suas funções está a de zelar pela proteção dos dados, elaborar diretrizes para a Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade e aplicar as penalidades em caso de tratamento de dados feito de modo ilícito.

Falando em penalidades, elas são bastante rigorosas, em especial para aqueles que forem reincidentes. Além de valores que podem desestabilizar qualquer fluxo de caixa, quem cometer uma falha prevista na LGPD terá que fazer um comunicado público sobre ela, ou seja, terá que expor o nome da empresa e explicar qual foi o problema que aconteceu.

Confira a lista completa das penalidades:

  • Advertência, com indicação de prazo para adoção de medidas corretivas;
  • Multa simples, de até 2% do faturamento da empresa, limitada a R$ 50 milhões por infração;
  • Multa diária, limitada ao teto de R$ 50 milhões;
  • Publicização da infração após devidamente apurada e confirmada a sua ocorrência;
  • Bloqueio dos dados pessoais a que se refere a infração até a sua regularização;
  • Eliminação dos dados pessoais a que se refere a infração;
  • Suspensão parcial do funcionamento do banco de dados a que se refere a infração pelo período máximo de 6 meses, prorrogável por mais 6 meses, até a regularização da atividade de tratamento;
  • Suspensão do exercício da atividade de tratamento dos dados pessoais a que se refere a infração pelo período máximo de 6 meses, prorrogável por igual período;
  • Proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas ao tratamento de dados.

As punições começam a ser aplicadas a partir de 1º de agosto de 2021. Então, por mais que o prazo para fazer as adequações tenha ficado curto, por enquanto o seu e-commerce ou marketplace não receberá uma multa ou qualquer outra pena. As advertências serão no sentido de educar e orientar a forma correta de implementar a LGPD.

Conte com a Wirecard

Em um primeiro momento, a LGPD pode parecer algo bastante complexo, mas, na verdade, ela é muito mais trabalhosa do que difícil, como vimos ao longo do texto. O que o seu e-commerce precisa fazer agora é montar um planejamento rápido e ágil para deixar tudo conforme exige a legislação. Se necessário, peça o auxílio de um advogado, assim, não haverá risco de algo ficar fora do padrão.

E, claro, conte sempre com o apoio da Wirecard, estamos aqui para continuar ajudando você com as melhores soluções de pagamento para o seu e-commerce e marketplace. Nossa equipe está sempre a postos para atendê-lo!

Marketplace para pequenos negócios: Como juntar esforços e criar um

Como criar um marketplace para pequenos negócios juntando essas empresas em um projeto comum? Pode ser que você já tenha feito essa pergunta e, considerando o momento atual, em que a criatividade para continuar vendendo é uma característica valiosa, a resposta a ela pode significar uma grande oportunidade!

Só para você ter uma ideia: no primeiro semestre de 2019, os marketplaces somaram um crescimento de 13%, enquanto a média dos e-commerces brasileiros ficou em 12%, segundo dados de uma pesquisa Ebit/Nielsen. Segundo o levantamento, esse canal é visto com bons olhos pelos consumidores, que consideram os marketplaces locais adequados para comparar preços, conseguir boas promoções e acessar outros benefícios fundamentais para quem consome pela internet.

É vantajoso vender em um marketplace?

Sem dúvidas que sim! Principalmente se seu e-commerce não tem um tráfego muito relevante e o seu negócio nem mesmo tem volume de recursos suficiente para melhorar esses resultados na velocidade que você espera. E para quem ainda não tem um e-commerce, essa é uma oportunidade de marcar presença no mundo das vendas digitais.

Entretanto, é claro que isso precisa ser feito com planejamento e critério. Em geral, há exigências de volumes específicos de vendas, bem como a lucratividade pode ser menor. Tem ainda o custo de vender nessa plataforma, além da perda de identidade, já que a marca no alto da página não é da sua loja.

No caso de empreendimentos que precisam aumentar a margem de lucro, especialmente em um momento de crise como o que vivemos, vale aproveitar a boa recepção que o público tem em relação aos marketplaces para colocar em prática uma ideia mais lucrativa e ousada. Essa ideia pode ser juntar os empreendedores da sua região e criar um marketplace para pequenos negócios.

Por que unir forças para criar um marketplace para pequenos negócios

A proposta de juntar pequenos negócios para criar um marketplace não é nenhuma invenção da roda. Você já viu aquelas redes de supermercados que se juntam só para negociar com os fornecedores? Elas costumam estocar as compras em um centro de distribuição comum e dividir as mercadorias conforme o valor investido. Assim, conseguem fazer frente a grandes varejistas.

Este é só um exemplo para você entender como a ideia dá certo. A diferença é que, em vez de uma união em prol do estoque, o marketplace para pequenos negócios é focado na venda. Unidos, podem custear todos os investimentos para colocar na rede essa estrutura e dividir o orçamento de desenvolvimento, publicidade e assistência técnica.

Mas nem tudo são gastos, porque a união para tornar real um marketplace para pequenos negócios gera uma economia no desenvolvimento de um e-commerce próprio. Desse modo, todos dividem custos em benefício de um objetivo comum. Inicialmente, esse marketplace pode servir exclusivamente ao grupo de empresas que tomou a iniciativa, por exemplo.

Porém, com o tempo, é possível atrair outros vendedores e expandir as fontes de receita. Dessa maneira, muitas oportunidades podem ser criadas: ampliam-se os canais de venda para aumento do faturamento, encontra-se uma oportunidade de vendas com custos compartilhados e, adiante, cria-se um novo negócio em benefício de todos os pioneiros da ideia.

Como juntar pequenos negócios para criar um marketplace

O primeiro cuidado é conhecer o mercado para identificar os pontos centrais de oportunidades. Essa avaliação vai permitir que a iniciativa atenda às demandas dos clientes. Nesse esforço, talvez seja necessário que as partes envolvidas ajustem algumas práticas dos seus negócios de modo a se tornarem mais atrativas para o público.

É preciso verificar tendências, oportunidades e fazer esses ajustes com base no resultado dessas pesquisas, para ter a certeza de que o projeto vai atingir os consumidores esperados. Aqui é relevante estabelecer a persona que se quer alcançar, o que é benéfico para o desenvolvimento de toda a estratégia.

Em seguida, é necessário fazer a organização interna. Como será a divisão de custos para gerar receita a esse marketplace para pequenos negócios? Lembre-se que ele precisa ser uma empresa independente e, como tal, tem de ser saudável financeiramente, ainda que esteja a serviço de todos os que se uniram para tornar a ideia possível.

Duas opções para essa divisão de custos são o comissionamento da transação, em que uma porcentagem das vendas vai para o marketplace, e outra é a mensalidade, em que cada loja paga um valor preestabelecido para custear as operações. Esse ganho deve ser revertido em investimento em infraestrutura e publicidade. O lucro de cada loja vem da porcentagem que pertence a elas.

Depois, chega a hora de definir a plataforma. É possível desenvolver uma do zero. Mas, já há várias existentes no mercado. Por exemplo, o Ideia no Ar, que permite lançar de forma simples, rápida e sem depender de programadores. Por último, mas tão importante quanto todas as etapas anteriores, vem a definição da tecnologia para processamento dos pagamentos.

E é aqui que a Wirecard pode ajudar! Nossa solução é altamente adaptável às características de cada plataforma, incluindo, claro, um marketplace para pequenos negócios. A ele, certamente nós podemos oferecer o que for preciso para atender a todas as demandas para que a venda online seja um sucesso!

Além das alternativas comuns para quem vende em uma estrutura como essa, ainda temos o link de pagamento e a ferramenta de pagamento online, capazes de permitir que — como uma forma de fazer um esforço adicional de vendas — os vendedores das lojas físicas (se você tiver uma) façam abordagens virtuais aos clientes e indiquem essas formas de pagamento para quitar a operação.

Para que tudo isso dê certo, nós oferecemos conciliação financeira facilitada (o que é muito importante para um negócio que conta com vários envolvidos), cadastro facilitado dos lojistas e uma solução em conformidade com a regulamentação vigente. 

Entre em contato conosco e descubra como podemos ser parceiros ativos e estratégicos nessa iniciativa. Se preferir, fique à vontade para deixar seu comentário no espaço abaixo.

Como atrair parceiros para o seu marketplace

As vendas em marketplaces tiveram aumento de 13% no primeiro semestre de 2019, número maior do que o aumento das vendas em todo o e-commerce, que cresceu 12% no mesmo período. O dado demonstra a importância desse segmento para todo o comércio eletrônico, o que abre oportunidade para empreendedores que estão pensando em investir na criação de um marketplace.

E um dos primeiros passos para a abertura de um negócio como esse é atrair os sellers, uma vez que é a partir desse processo que o marketplace pode começar, de fato, a fazer vendas, a atrair clientes e assim sucessivamente. Mas como, afinal, conquistar parceiros para o marketplace? Se essa é a sua dúvida, continue acompanhando o nosso artigo de hoje!

Como atrair sellers para marketplace

O primeiro passo para começar o processo de atração de sellers para marketplace é definir quem, de fato, você quer atrair. Ou seja, quem é a persona do seu negócio. São profissionais autônomos? Lojas em expansão? Comércios já consolidados? Estabelecer o perfil dos seus potenciais sellers é essencial para saber onde eles estão e como se comunicar corretamente e eficientemente com eles.

Essa avaliação deve ser profunda, isto é, não basta apenas ter em mente que você procura pequenos produtores de artesanato, por exemplo. É preciso detalhar mais esse perfil, pensando sobre a renda, o gênero, a idade, os hábitos, as necessidades, as preferências, entre outras características desse público que você deseja atrair.

Outra questão importante é entender onde está esse público que pode ser seu seller. Dependendo de quem são seus possíveis parceiros, você pode encontrá-los em grupos no Facebook ou em outras redes sociais. Já em outros casos, é preciso fazer uma busca em canais diferentes, como é o caso de indústrias (B2B), lojas e outros tipos de estabelecimentos. 

Ao definir essas duas coisas, você já está preparado para abordar os seus sellers. Antes disso, porém, ainda precisa definir o seu discurso de vendas. Esse discurso nada mais é que do que a união de todos os argumentos que você tem para convencer os seus possíveis sellers de que é realmente um bom negócio se associar ao seu marketplace.

Ele pode abranger diversos aspectos. O marketing, por exemplo, é um deles. Como gerenciar essas ações é uma das responsabilidades dos marketplaces, é interessante para os possíveis parceiros saber que você investe de forma adequada e eficiente em ações de comunicação para garantir ainda mais visibilidade para a sua empresa e, consequentemente, para os vendedores.

Outra coisa que pode fazer parte do seu discurso de vendas são as informações sobre a plataforma que você utiliza no seu negócio. Quanto mais segura, rápida e eficaz ela for, melhor para os sellers. Por isso, vale investir em uma boa plataforma de vendas e, além disso, evidenciar esse aspecto ao argumentar com os seus potenciais vendedores.

Nesse sentido, outra ferramenta que você pode ressaltar é o meio de pagamentos. Como os valores recebidos devem ser divididos entre os lojistas, conforme as vendas, é preciso que essa solução faça a divisão de forma correta e segura. Assim, se você conta com uma ferramenta eficiente como a do Moip, lembre-se de destacar isso ao falar com os seus potenciais sellers.

E por falar em pagamentos, a negociação sobre taxas e comissões também é muito importante nesse processo. Faça boas propostas e tenha cuidado para que elas não acabem deixando você no prejuízo ou não sejam atrativas o suficiente para os parceiros. Nesse caso, equilíbrio é fundamental para atrair e conquistar os seus novos sellers.

Por fim, reúna todos os dados sobre o seu marketplace que ajudem a demonstrar como ele pode ser valioso para a estratégia dos sellers. Número de visitantes e de vendas, dados sobre o tráfego no site, entre outras informações, são importantes para mostrar que o seu negócio pode ser um diferencial para a operação dos sellers. Já se você está começando agora, use suas projeções para isso.

Seja seletivo ao atrair selles para marketplace

Quanto mais sellers melhor para o seu marketplace, certo? Não necessariamente. É importante que você seja seletivo ao firmar essas parcerias. Às vezes, a busca desenfreada por vendedores para atrair clientes acaba fazendo com que você feche negócio com parceiros que não são estratégicos para o negócio, ou pior, que prejudiquem as suas operações.

Por isso, antes de fazer a prospecção com seus potenciais sellers, verifique se eles realmente se encaixam na sua persona, se são confiáveis, se mantêm operações seguras e eficientes e se vendem bons produtos ou serviços. Tudo isso faz com que o seu marketplace seja reconhecido pela qualidade, atraindo cada vez mais consumidores e vendedores.

E por falar em qualidade, você também precisa conhecer a solução de pagamentos do Moip para marketplaces. Ela conta com um split de pagamentos capaz de incorporar qualquer regra negociada entre o seu negócio e os lojistas, oferecendo mais facilidade, segurança e eficiência para o seu dia a dia.

Além disso, você pode gerenciar as suas vendas em um único local, o que promove praticidade na gestão financeira. O cadastro prático e rápido dos sellers e a conciliação financeira facilitada são outros benefícios dessa ferramenta que está inteiramente em acordo com a regulamentação.

Quer saber mais sobre a solução do Moip para marketplace? Acesse o nosso site e descubra tudo sobre esse meio de pagamentos que pode trazer ainda mais assertividade para a sua rotina!

Split de pagamento - Conheça as vantagens

Como criar um marketplace e melhorar sua performance com sucesso

Os marketplaces, ou shoppings virtuais, são plataformas que viabilizam a união de diversos lojistas dentro de um mesmo site. Segundo a Associação Brasileira de Startups (ABS), 8% dos modelos de startups de sucesso já são marketplaces. Esse crescimento gradativo é um comportamento natural do mercado, porque saber como criar um marketplace de sucesso e melhorar sua performance não é nada fácil. 

Para deixar claro, quero que você saiba que não existe uma fórmula mágica para crescer e alcançar a sustentabilidade. O que existe são estratégias aplicáveis que vão ajudar a criar um marketplace cada vez mais escalável, gerar mais receita e atrair mais sellers e compradores para dentro do seu negócio.

E se você busca aprender essas técnicas de como criar um marketplace de sucesso, apresentaremos algumas dicas que você pode aplicar gradualmente no seu negócio para otimizar seu desempenho e garantir a continuidade da empresa. Mas antes, vale a pena estabelecermos um comparativo entre e-commerce e marketplace, principalmente em relação aos desafios operacionais de cada um.

E-commerce x marketplace: eis a questão!

Percebemos que muitos empreendedores se perguntam: Devo abrir o meu e-commerce ou apostar em um marketplace? Com o crescimento exponencial do varejo online no Brasil, que segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), deve avançar mais 18% em 2020, podemos afirmar que essa é uma pergunta muito relevante a se fazer antes de investir.

Sabemos que para montar um e-commerce, não basta criar um site, disponibilizar os produtos e esperar que os pedidos cheguem. É necessário dedicar tempo investindo em marketing, logística e muito mais. Cada etapa tem um prazo e demanda dinheiro do lojista. Por isso precisa ser bem pensada.

Sobre isso, nos referimos aos e-commerces. Mas quando falamos sobre marketplaces, a situação é um pouco diferente. Os investimentos em marketing, por exemplo, são responsabilidade do próprio marketplace, já que quanto mais tráfego for gerado para o site, e quanto mais vendas os sellers fizerem dentro da plataforma de marketplace, maior será a receita.

Por isso que investir em marketplaces é mais desafiador. Porque cabe a ele ser uma grande vitrine virtual que viabiliza e gerencia a disponibilidade de diversos produtos ou serviços em um único ambiente online. E para que isso aconteça você vai precisar de recursos financeiros, os quais podem vir por meio de fundos de investimento, aceleradoras de startups e investidores anjos, por exemplo.

Captando investimentos para o marketplace

Antes de falarmos sobre como atrair investimentos para a sua startup, é preciso que você entenda o que é e como funcionam os fundos de investimentos e as aceleradoras. Esses grupos são os responsáveis por aplicar dinheiro em determinados projetos de startup, analisar suas performances no mercado e concluir se o investimento foi, ou não, satisfatório para então investir mais ou captar investimento de outras formas.

As aceleradoras, como a Startup Farm, Wow e Ace,  dão um aporte inicial em troca de uma participação no projeto. Ou seja, as aceleradoras seriam como “sócias” da startup, ajudando aquelas que se encontram em uma fase de escalar.

Já os fundos de investimento, como a Monashees, Redpoint Eventures e Astella por exemplo, são grupos que reúnem recursos financeiros de diversos investidores com o objetivo de obter algum ganho sobre a aplicação desses recursos em startups. Lembrando que tanto as aceleradoras quanto os fundos de investimento não investem em startups que não possuem uma tração inicial.

Ou seja, para que você consiga captar investimentos a fim de melhorar a performance do seu marketplace, por meio de aceleradoras de startups e fundos de investimento, é necessário ter um MVP (Minimum Viable Product – Produto mínimo viável) rodando. Isto é, você precisa ter um negócio rodando que tenha uma quantidade mínima de sellers, o que gera algum resultado interessante para os investidores.

Mas para atrair esses investimentos, você precisa mostrar que a sua ideia é realmente boa e que ela possui um bom potencial de crescimento (escala). Talvez, para chamar a atenção dos investidores, você precise até mesmo mudar o seu modelo de negócio, o que poderá levar um certo tempo de adequação. (Vamos explicar melhor daqui a pouco sobre pivotar seu business model.)

Uma boa ideia é o suficiente?

Lembrando que tanto as aceleradoras quanto os fundos de investimento não investem em startups que não possuem uma tração inicial. E além de ter um MVP e uma boa ideia, você também precisará analisar alguns KPIs (Key Performance Indicators – Indicadores chave de performance), ou seja, mensurar alguns números importantes que indiquem que o seu projeto de marketplace está no caminho certo.

Mas quais seriam esses KPIs? A resposta para isso é: depende. Esses indicadores podem estar associados tanto às estratégias de marketing para marketplace, como campanhas de divulgação, quanto ao volume de sellers retidos dentro da plataforma em um determinado período de tempo.

A Accel, um dos maiores fundos de investimento do mundo, elaborou uma lista com os 10 KPIs mais importantes para um marketplace após um estudo com diversas startups que seguem esse modelo de negócio. A seguir separamos em ordem de prioridade cada um deles:

  1. Escalabilidade
  2. Margem
  3. Sazonalidade
  4. Atividade
  5. Engajamento
  6. Retenção
  7. Concentração
  8. Aquisição
  9. Retorno sobre Investimento (ROI)
  10. Dinheiro

Cada um deles precisa ser considerado e devidamente mensurado para provar o potencial do negócio. De maneira geral, você precisa estipular quais serão os KPIs mais importantes para a fase atual do seu projeto, mensurá-los constantemente e corretamente, identificando se os resultados são bons ou não. Investidores amam identificar novas oportunidades com grande potencial.

Então busque provar que a sua ideia possui esse potencial por meio de alguns identificadores de performance. Desse modo, você pode atrair investimentos para o seu projeto com sucesso.

Mas onde encontrar os investidores e gerar contato com os fundos de investimento? Simples…movimente-se! Esteja presente em eventos que atraem os investidores. Além disso, você pode utilizar o LinkedIn para prospectar essas pessoas e criar uma boa rede de networking. Chegar até os fundos de investimento sendo apresentado por alguém da rede de contatos no Linkedin é muito melhor do que chegar diretamente. 

E para qualquer marketplace atingir um bom nível de maturidade, existem alguns requisitos importantes que grandes negócios, como Uber, Airbnb, Ebay e Netshoes, apostam para melhorar suas operações. Você verá quais são essas características no próximo tópico desse post.

Melhorando as operações no marketplace: como os grandes estão fazendo?

Do Buscapé até o Uber, os marketplaces (tanto de produtos quanto de serviços) se provaram hábeis o suficiente para aproveitar a tecnologia e conectar vendedores e compradores, sem intermediários, atraindo cada vez mais a atenção de investidores nacionais e internacionais.

E para melhorar sua performance, os grandes players desse mercado buscam encontrar diferenciais competitivos dentro do segmento de mercado em que atuam.

A seguir, separamos alguns requisitos importantes para que você os aplique na estratégia de crescimento do seu negócio. Garantimos que, se você priorizar o investimento neles, o seu marketplace atingirá uma maturidade diferenciada em relação aos demais concorrentes. Confira!

Garanta um bom volume de sellers dentro do seu marketplace

O seu marketplace possui compradores e vendedores suficientes para que todo o site funcione, sem sofrer prejuízos financeiros? Marketplaces desequilibrados seriam como o serviço do Uber sem possuir motoristas o suficiente, fazendo com que os passageiros (clientes) perdessem a fé no serviço e buscassem outros que atendam suas demandas.

Portanto, atrair cada vez mais sellers para o seu marketplace é fundamental para a sobrevivência do negócio. E você verá ao longo desse texto que grande parte do sucesso de um marketplace vai depender do volume e da qualidade dos fornecedores que atuam dentro da plataforma.

Preço alto não foi feito para os marketplaces

É aqui que muitos pecam. Os marketplaces devem ser mais baratos do que os outros fornecedores no mercado, proporcionando comissões que sejam suficientes para que a empresa gere uma boa receita. Veja marketplaces como o Ebay e Expedia, por exemplo. Eles oferecem produtos e serviços que são mais baratos do que nos e-commerces ou nas lojas offline.

Em marketplaces de produtos, como o Buscapé, por exemplo, existe um espaço especial para os sellers que oferecem um bom preço para os seus produtos. Esse espaço se chama buybox, e segundo a Amazon (o maior marketplace do mundo), 80% das vendas dentro de um marketplace de produtos são feitas na buybox

A decisão de quem aparece na buybox ou não fica por conta do próprio marketplace, e os critérios para que isso aconteça são quatro: preço, frete, estoque e reputação.

Priorize a velocidade na entrega de valor do seu marketplace

É possível obter um produto ou serviço do seu marketplace em um tempo que seja satisfatório? Se o seu marketplace não se diferencia em termos de velocidade de entrega em relação às ofertas atuais, há uma boa chance do seu negócio não decolar. Então busque sempre ser ágil quanto a entrega do seu produto ou serviço.

Além de gerar mais credibilidade para os compradores do seu marketplace, a agilidade também beneficia os sellers, que buscam atuar dentro de uma plataforma eficiente que viabilize vendas ágeis.

Dê espaço aos menores: fragmente seus sellers

Os marketplaces com operações mais escaláveis possuem muitos vendedores, os quais são agregados dentro do site, como você viu anteriormente. Mas muitos empreendedores que buscam construir um marketplace focam apenas em trazer grandes sellers para dentro da plataforma, que tragam uma boa receita para o negócio.

Entretanto, eles esquecem que focando apenas em sellers grandes, fica muito mais difícil a negociação de taxas favoráveis para o marketplace, já que eles conseguem ser mais agressivos e diretos em relação às margens que estão dispostos a pagar.

Portanto, em um marketplace fragmentado, com diversidade de sellers em termos de TPV (Total Product Value – volume financeiro transacionado dentro do site), você consegue gerar mais competitividade, em vez de depender de apenas um vendedor que traga uma boa receita para o site.

Então busque variar os seus sellers. Busque atrair vendedores de todos os tamanhos. Além de gerar mais oportunidades dentro do ecossistema, você consegue criar uma rede diversa de preços, beneficiando muito mais os compradores finais que estão buscando produtos ou serviços dentro do site.

Ofereça uma experiência aprimorada

O seu marketplace deve buscar investir sempre nas melhores tecnologias disponíveis para oferecer uma experiência muito melhor do que a que está sendo oferecida pelos seus concorrentes. Veja o exemplo do Uber: ele permite que você solicite um motorista particular com apenas um toque no seu smartphone, sem precisar fazer o pagamento em dinheiro. Outro bom exemplo é o marketplace Vaniday, que viabiliza a reserva de um cabeleireiro sem precisar fazer ligações.

Mas é claro que o uso de tecnologias que ofereçam uma experiência aprimorada vai depender de como está o seu budget atual. Se você está com pouco dinheiro para investir, comece focando nos elementos básicos, como a atração e retenção de sellers, que pode ser feita por meio de uma boa negociação de margens.

Estabeleça um sistema de confiança mútua

Conforme você atrai mais sellers para o seu site, para efetuar mais vendas, o marketplace precisa oferecer uma maneira de demonstrar confiança nos produtos ou serviços que oferece. Um jeito de fazer isso é disponibilizar um sistema de avaliações no marketplace. Assim, o comprador que estiver fazendo pesquisas de preço encontrará as avaliações que irá ajudá-lo na decisão de compra.

Estabelecendo um sistema de avaliações dentro do seu marketplace, você consegue reduzir o número de dúvidas de possíveis clientes que estão buscando por um produto específico, pois facilita o processo de compra do usuário. Pode parecer pouco, mas esse fator pode ajudar muito a escalar o seu marketplace.

Crie o seu networking virtual

Grandes marketplaces sempre geram muito networking. Quanto maior for o marketplace, maior deverá ser o seu networking dentro do mercado em que está inserido, dificultando o surgimento de uma concorrência igualmente competitiva. Pense comigo: se um marketplace oferece muitas opções de produtos para os compradores, por que eles escolheriam outra opção com menos ofertas?

Faça da coleta de feedbacks sua melhor amiga

No livro “A Startup Enxuta” (The Lean Startup), o autor Eric Ries aborda os principais pontos necessários para escalar qualquer projeto de startup. Em um capítulo específico, ele fala sobre a importância da coleta de feedbacks para o crescimento de um negócio.

E em um projeto de marketplace, coletar feedbacks é essencial para o desenvolvimento do projeto. Nesse modelo de negócios, a coleta de feedbacks é bilateral, ou seja, tanto os compradores quanto os sellers do marketplace têm muito a oferecer.

Essa coleta de feedbacks pode ser feita de várias formas, como questionários no site, disparo de e-mails automáticos com fins de pesquisa, reuniões ou conferências com os seus sellers. Enfim, existem várias maneiras de coletar essas informações.

Mas o mais importante nesse processo é a interpretação desses feedbacks. Lembre-se sempre que eles serão um indicador de performance do seu negócio. Então se há algo prejudicando o seu marketplace, busque soluções práticas que resolvam os problemas sem acarretar outros.

Se há uma alta taxa de clientes insatisfeitos com o serviço do seu marketplace, ou muitos sellers estão reclamando das margens, há muitos feedbacks disponíveis que precisam ser interpretados cautelosamente.

E não se esqueça: como já diria o autor Eric Ries, teste! Você pode não acertar na primeira vez, mas é preciso entender qual foi o fator prejudicial do início para que a segunda vez seja certeira. E para identificar esse fator prejudicial, nada melhor do que coletar feedbacks. No próximo tópico, você verá como pivotar em cima dos feedbacks que o mercado forneceu.

Mude sua estratégia se necessário: pivote!

Os empreendedores de startups utilizam muito o verbo pivotar. Inclusive o já citado autor, Eric Ries, usa bastante esse verbo em seu livro, que tem um capítulo exclusivo sobre o assunto. De maneira geral, pivotar significa mudar o rumo de um negócio até encontrar a melhor proposta de valor para o mercado.

Então, quando um empreendedor decide alterar o seu plano de negócios, depois de testar um modelo específico que não trouxe bons resultados, ele pivota o negócio.

Por exemplo, o dono de um e-commerce que oferece aulas online de inglês para crianças pode pivotar o seu negócio ao criar um marketplace que forneça espaço para vários professores disponibilizarem seus conteúdos.

Esse tipo de ação é muito comum entre os donos de startups, que costumam mudar suas estratégias com mais frequência, já que acabaram de criar o negócio. Por esse motivo, isso é muito comum em aceleradoras e incubadoras de startups.

Portanto, pivotar pode ser uma etapa importante para quem deseja escalar as operações de um marketplace. Mas essa fase é totalmente dependente da coleta de feedbacks, que vimos no tópico anterior.

Então, após identificar os pontos fortes e fracos do seu projeto de marketplace por meio da coleta de feedbacks, não tenha medo de mudar sua estratégia. Lembre-se de buscar novas estratégias após perceber que a anterior não era adequada. Não vou dizer que é algo fácil, mas com certeza é necessário para fazer o projeto decolar.

Foque na melhoria do seu produto em vez do lucro no marketplace

O grande objetivo de uma startup, seja ela um marketplace ou não, é conseguir crescer o máximo em um curto período de tempo. Por isso é muito importante que você esteja constantemente pensando em como a tecnologia pode ser utilizada para agregar em eficiência, remover atritos e reduzir custos operacionais.

Porém, é preciso saber que isso está totalmente ligado ao volume financeiro negociado dentro do seu site, à recorrência de vendas e ao valor médio das transações e das comissões. Marketplaces como o Ebay ou o Uber, por exemplo, possuem uma alta recorrência de volume comercializado, com um baixo valor de ticket. Portanto, esses serviços estão focados em desenvolver e aprimorar cada vez mais os seus produtos.

E uma vez que você sabe o que está agradando os seus clientes, pois coletou os feedbacks do seu público, e quais etapas são necessárias para concluir uma transação dentro do marketplace, o próximo passo é investir na melhoria dessas etapas.

Assim como dissemos no início do artigo, a velocidade de entrega de valor para o público é um dos pontos mais importantes quando falamos sobre como criar um marketplace. E para entregar esse valor, nada melhor do que focar uma boa parte dos recursos no desenvolvimento de um serviço capaz de oferecer um espaço online que seja adequado tanto para a compra quanto para a venda.

Por isso que, em um projeto inicial de marketplace, dedicar tempo focando no lucro não é a melhor opção. Mais vale focar no aprimoramento do seu produto do que no lucro. Essa é a dica de ouro que quero que você lembre. 

Bom, saber como criar um marketplace não é algo fácil, e esse post deixou isso muito claro. Com certeza, muitos investimentos financeiros e análise de dados precisarão ser feitas para que as operações sejam cada vez mais escaláveis. A boa notícia é: uma vez que você descobrir o que funciona para o seu marketplace, por meio da coleta de feedbacks, fica muito mais fácil entender o que precisa ser ajustado.

Espero que esse artigo tenha te ajudado a gerar alguns insights interessantes para o seu projeto, e fique livre para deixar seu comentário abaixo. Aproveite também para conhecer a solução de pagamento da Wirecard para marketplaces, que conta com o split de pagamento mais maduro e eficiente do mercado!


Com o split de pagamento do Wirecard, você consegue fazer a divisão de pagamentos entre os seus sellers além de contar com um dashboard intuitivo, facilitando a conciliação financeira dentro do seu marketplace. E integrando o split de pagamento da Wirecard, o seu marketplace fica alinhado com a regulamentação do BACEN para marketplaces.

Moip e a solução pioneira de split payment para marketplaces no Brasil

Já falamos em outras oportunidades sobre as vantagens de se investir em um marketplace próprio e facilitar a livre oferta de produtos a preços extremamente competitivos. Mas antes de tudo, é preciso avaliar como será o processo de pagamento e recebimento de valores transacionados nesse ambiente.

Pensando em facilitar a rotina do marketplace, sellers e compradores, vale a pena considerar a automatização desse processo, através do split de pagamento para marketplace, uma funcionalidade presente em boa parte das soluções de pagamento do mercado.

Split payment é uma funcionalidade da solução de pagamento para marketplace que permite ao consumidor realizar um único pagamento, diante da compra de produtos de diferentes vendedores. Depois realiza a divisão desse valor, conforme o preço de cada.

O split de pagamento para marketplace funciona assim: o comprador realiza a compra na loja de um ou mais lojistas presentes no marketplace. Diante da autorização do pagamento pela administradora do cartão de crédito ou banco, o split de pagamento para marketplace fará a divisão dos valores de acordo com a regra determinada pelo marketplace, no momento da contratação do serviço.

O marketplace recolhe seu percentual por venda finalizada e repassa o valor excedente ao lojista. Cabe ao marketplace definir de quem será cobrado o frete pelo envio do produto ao comprador, se do percentual dele ou do lojista.

A indicação é de que o marketplace assuma esse percentual sempre, a fim de atrair, cada vez mais, uma base maior (e já mencionamos anteriormente a importância dessa base). A divisão de valor é automática e os lançamentos são realizado por meio do split de pagamento para marketplace, sem intervenção manual, reduzindo assim as possibilidades de erro.

Viu como tudo é feito para evitar ao máximo preocupações e oferecer credibilidade, já que esse processo garante a segurança não só de quem está comprando, mas também de quem está vendendo?

Wirecard para marketplaces

Muita gente se pergunta o que é Wirecard e o que nós fazemos. Então, antes mesmo, de apresentar a nossa ferramenta voltada a marketplaces, vamos explicar o que fazemos.

A Wirecard é uma solução de pagamentos para e-commerces, marketplaces e assinaturas que realizam cobranças recorrentes. Se a gente monta um marketplace? Não! =)

Somos apenas a plataforma de pagamentos mais completa do mercado que propõe funcionalidades capazes de otimizar a rotina do seu negócio, mas podemos indicar alguns parceiros que criam o layout e desenvolvem o marketplace.

Com a ferramenta Wirecard para marketplaces (Wirecard split payment ou split de pagamenta Wirecard) é possível facilitar transações entre compradores e vendedores, cobrar por isso e ter todo o controle, de maneira fácil para você e para os usuários do seu serviço.

Qual a experiência que o marketplace quer oferecer para seu vendedor?

Conta da Wirecard clássica:

Quando a conta do vendedor é criada pela API de cadastro, a Wirecard envia automaticamente uma mensagem para que ele crie sua senha. Nesse modelo, o vendedor faz todo o controle financeiro através da página Wirecard. Todas as dúvidas relacionadas ao pagamento são de responsabilidade da Wirecard.

Conta da Wirecard transparente:

O vendedor faz todo o controle financeiro através do ambiente do marketplace que, por sua vez, deverá desenvolver uma interface dentro da sua plataforma espelhando as informações da Conta da Wirecard em seu ambiente. Ele também é responsável por toda a comunicação e dúvidas relacionadas ao pagamento, pois nesse modelo, a Wirecard só tem relacionamento direto com o marketplace, e o próprio marketplace escolhe quem paga a tarifa.

Relatórios e conciliação financeira no marketplace:

Muito mais flexibilidade e facilidade para extrair relatórios e realizar gerenciamento de fluxo de caixa, através de um dashboard intuitivo que fica na Conta da Wirecard.

Bom, é isso! A expectativa é que esse conteúdo tenha ajudado a você a entender o que é a Wirecard e a tomar a melhor de decisão quanto a solução ideal que oferece split de pagamento para marketplace. Convencido? Vamos investir em um marketplace? Conte conosco!

Se quiser agendar sua consultoria com o nosso time de marketplace, clique nesse link para podermos entrar em contato com você. Será um prazer para nós te ajudar a bombar o seu marketplace.

O que você precisa saber antes de decidir vender em um marketplace

Ganhar espaço em um mercado altamente competitivo é um dos maiores desafios dos lojistas que ainda estão começando a vender pela internet. Pensando nisso, muitos logo consideram o cadastro em marketplaces. De fato, são muitas as vantagens de se apostar nessa tendência, mas existem também alguns cuidados a serem ponderados. Que tal então se preparar? Acompanhe e fique por dentro:

Concorrência

Já imaginou abrir um comércio bem ao lado do seu principal concorrente? Pois isso acontece com bastante frequência no marketplace, afinal são vários lojistas buscando visibilidade e vendas. Para não competir por preço e ter sua margem de lucro reduzida, o ideal é oferecer produtos exclusivos, de nicho, evitando eventualmente topar com muitos concorrentes no mesmo lugar. Acredite: caso saiba aproveitar o potencial de seus produtos, certamente não terá que se preocupar com isso.

Visibilidade

Os consumidores são atraídos pelo marketing feito pelo próprio marketplace, que promove sua marca e não a de seus parceiros de negócio. Em um primeiro momento, esse detalhe pode até pesar na sua decisão de vender em um shopping virtual, mas cabe a você fazer um bom planejamento de marketing para alavancar suas vendas em seu próprio e-commerce (se tiver um, é claro!), ao mesmo tempo em que aproveita as vantagens do marketplace para atrair, cada vez mais, consumidores para sua loja virtual.

Lucro

Quando você se alia a um marketplace, deve definir uma margem de lucro competitiva e, ao mesmo tempo, preocupar-se com as comissões a serem pagas a ele a cada venda. Para faturar, então, será preciso ganhar na quantidade de produtos vendidos. Aproveite todo o potencial do marketing digital para fazer com que as pessoas conheçam sua marca e invista também em uma logística de excelência, garantindo que o produto chegará na casa do cliente com total segurança, fator que poderá fomentar novas compras.

Conteúdo

Na internet, quem copia conteúdo de outros sites é penalizado pelos sistemas de buscas, perdendo posicionamento nos resultados. Assim, se o marketplace usa o mesmo texto que você na descrição dos produtos pode acabar prejudicando seu e-commerce mesmo sem querer. Por contar com um posicionamento melhor e um investimento maior em Search Engine Marketing (SEM) – conjunto de técnicas de Marketing na Internet que visam promover um site nas páginas de resultado de busca, através do SEO (busca orgânica) e links patrocinados (PPC ou mídia paga) – o marketplace acaba sendo visto como dono do conteúdo original, refletindo em você a responsabilidade pela duplicidade.

Quer evitar essa situação? Simples! Procure criar conteúdos originais para o site da sua loja virtual e preste atenção na descrição dos produtos desenvolvida pelo marketplace que a sua loja está inserida. É importante que ela sempre seja diferente daquela que você utiliza para tornar seus produtos mais vendáveis e atrair clientes.

Lembre-se de destacar os diferenciais que sua marca oferece e trabalhar bem suas estratégias de SEO, assim você conquista um bom posicionamento nos mecanismos de busca.

Responsabilidade

Quando as vendas ocorrem normalmente, é o marketplace que tem a imagem fortalecida, com o consumidor dificilmente se lembrando que havia um outro fornecedor em jogo. Entretanto, quando algo de errado acontece (como o atraso em uma entrega, por exemplo), a administração do marketplace provavelmente responsabilizará o e-commerce pela falha. Para evitar qualquer tipo de problema nesse sentido, basta cuidar muito bem de todo o processo de logística da sua loja virtual, zelando pelos produtos que estão no seu estoque, conferindo os detalhes antes de enviá-los, tendo bons parceiros para a entrega e certificando-se de que os clientes ficaram satisfeitos ao oferecer um atendimento de pós-venda impecável.

Marketing

marketing de grandes marketplaces (como Amazon e B2W, por exemplo) é simplesmente gigantesco, o que faz com que essas empresas estejam sempre bem posicionadas em mecanismos de busca. E como o marketing é somente sobre elas, você perde a chance de construir sua marca com muito mais proximidade dos clientes. É por isso que você nunca deve deixar de investir em marketing digital por conta própria. Assim, conforme vai se tornando conhecido pelas vendas no marketplace, também constrói sua reputação à parte, estabelecendo uma relação de confiança com os consumidores e fomentando as vendas tanto no e-commerce (se você tiver) quanto no marketplace.

Viu como optar por vender em um marketplace deve ser uma escolha bem pensada? Comente aqui e compartilhe suas impressões conosco! E se quiser explorar melhor as potencialidades do seu e-commerce, não deixe de assinar nossa newsletter para se manter sempre informado sobre esse universo!

Marketplaces ou lojas próprias: qual a melhor opção?

O desenvolvimento de novos modelos de negócio resultou na popularização e no avanço de práticas simplesmente revolucionárias de comércio eletrônico. Tanto que, hoje em dia, adentrar o universo do e-commerce com sucesso se tornou o sonho de milhares de empreendedores ao redor do mundo. Já está familiarizado com marketplaces e lojas virtuais próprias?

A lógica é simples: assim como a loja virtual própria, o marketplace é uma forma de comercialização online que tem como objetivo vender pela internet. O que então os diferencia? Mais simples ainda! A loja virtual é um site criado por uma empresa, possuindo layout e design customizados, URL própria e somente produtos daquela marca.

Já o marketplace não é um endereço exclusivo, configurando-se como um território compartilhado, ambiente em que os produtos se encontram lado a lado, concorrente com concorrente, em uma espécie de feirão virtual.

E então, já sabe qual é a melhor opção para vender seus produtos? Será que um modelo é mesmo melhor que o outro? Pois acompanhe o paralelo que preparamos para o post de hoje e tire suas próprias conclusões.

Visibilidade

Começando pelo marketplace, agora que você já conhece vagamente seu conceito, é de se imaginar que, como os produtos ficam expostos em sites de amplo conhecimento do público, os fregueses do anfitrião passem a ser também seus fregueses, certo? Por isso, o investimento no que diz respeito à divulgação se torna muito pequeno, consequentemente proporcionando um alto retorno.

Em contrapartida, a fidelização do consumidor acontece com o portal de anúncios e não especificamente com sua marca, que acaba se tornando dependente da estratégia do novo modelo de negócio.

Em relação às lojas virtuais, fazer com que sua página ganhe visibilidade dentre as toneladas de sites que existem por aí acaba sendo um desafio constante, que precisa de investimentos. Nesse caso, além de levar tempo e demandar boas estratégias de marketing, o custo de investimento tende a ser um pouco mais elevado.

Por outro lado, o cliente reconhece o valor da sua marca, cogitando a possibilidade de compras futuras e passando pelo processo de fidelização. E esses definitivamente são benefícios compensatórios que garantem a consolidação de seu espaço no mercado.

Reputação

No marketplace, boa reputação é requisito obrigatório. Afinal de contas, as ferramentas de recomendações e de comentários se tornaram muito sofisticadas ao longo do tempo, de modo que os consumidores, especialmente quando insatisfeitos, acabam sendo bastante enfáticos nessas plataformas. E a verdade é que, se sua reputação não estiver das melhores, você corre o risco de ser expulso.

Na loja virtual própria, por sua vez, é possível rever suas falhas com mais tranquilidade. Seguindo a máxima de que errar é humano e sabendo que principiantes realmente tendem a cometem erros, se você não tem que se reportar a ninguém não só fica mais fácil como há mais tempo para se aprender com os erros e saná-los, evitando assim que o nome da sua marca seja detonado na rede.

Lucro

Na prática, por todas as facilidades que oferece aos usuários, as taxas do marketplace costumam ser bem altas. E por mais que cada portal adote uma política diferenciada, de maneira geral todos cobram taxas calculadas sobre seu faturamento. Nesse sentido, algumas cobranças podem superar a casa dos 20%, diminuindo bastante o lucro real da marca.

E nesse caso também não adianta querer superfaturar, já que a concorrência é muito acirrada. Assim, em alguns casos, acaba sendo preciso vender em quantidades muito grandes para compensar.

Com uma loja virtual própria, por sua vez, o lucro realmente é só seu, mas há diversas despesas que não podem ser ignoradas. Aí entram a manutenção do site, a constante necessidade de implantar novas funcionalidades, a contratação de sistemas de pagamentos, hospedagem, investimentos em divulgação e a integração com transportadoras para o frete, por exemplo. Assim, apesar de ser seu, você ainda depende dos outros, tendo, de alguma forma, que colocar a mão no bolso.

Por tudo isso e muito mais, não acha que, em vez de escolher apenas um, não seria mais sensato trabalhar com ambos os modelos? Então pense grande e aproveite as oportunidades imperdíveis que os meios modernos oferecem!

Entendeu direitinho quais são as vantagens e as desvantagens de cada modelo de negócio? Comente aqui e divida suas impressões conosco!