Por que o split de pagamento transacional é ideal para o meu marketplace?

Os marketplaces são conhecidos por proporcionar flexibilidade aos consumidores e vendedores, o que se estende para os meios de pagamento. Além da necessidade de satisfazer os clientes quanto à facilidade e comodidade no checkout, as plataformas precisam receber as taxas cobradas dos lojistas, na mesma medida em que estes esperam pelo montante devido de forma rápida, organizada e confiável. Nesse cenário, o split de pagamento transacional pode ser uma boa solução, já que esse processo se torna totalmente automatizado.

Essa ferramenta permite aos marketplaces dividirem uma mesma transação em diversos pagamentos de forma automática, em tempo real e sem a necessidade de intermediadores. Ou seja, a gestão dos valores a serem recebidos pelas partes envolvidas, bem como os processos em si passam a ser realizados com mais eficiência, precisão e agilidade. 

Os splits de pagamento são divididos em pós transacional e transacional. O primeiro modelo é possível apenas para transações com cartão de crédito e pode ser realizada dentro de um período de 20 dias se o marketplace possuir um regime padrão de pagamentos, o segundo realiza o comissionamento e repasse automaticamente para os agentes da transação, excluindo a figura do marketplace como agente de pagamento.

Split de pagamento e marketplace: um caminho menos complexo para realizar a divisão de pagamentos

Segundo a Ebit|Nielsen, o mercado de marketplace cresceu 52% em 2020, o que gerou um faturamento de R$72,3 bilhões para o segmento. As plataformas estão se tornando cada vez mais robustas, envolvendo um número grande de lojistas, o que por sua vez gera a necessidade de organizar a gestão de processos. Entre eles estão os relacionados à dinâmica de divisão de pagamentos entre os marketplaces e as marcas que lá se encontram.

É dentro dessa realidade que o split de pagamento pode ajudar. Trata-se de uma ferramenta que tem grande valor, tanto para as plataformas de produtos quanto de serviços. Veja nessa representação como ela funciona na prática:

Isso, atrelado a criação de regras personalizadas, coloca o split de pagamento como um recurso que melhora as etapas de compra, gerando mais inteligência e redução de tempo gasto por empreendedores em processos administrativos. 

Entre os benefícios a destacar estão: evitar bitributação, integração mais simples para lojistas, melhor organização de recebimentos e satisfação do cliente final.

As regras do split de pagamento

As regras e o modo de funcionamento do split de pagamento podem ser definidos pela empresa que administra o marketplace. Vale ressaltar que, para atrair cada vez mais vendedores e se tornar uma grande plataforma, é preciso estabelecer taxas e comissões por transação justas e satisfatórias para ambos os lados, conforme o modelo de negócios.

Normalmente, para marketplaces de produtos, a média de taxas de comissionamento fica entre 10% a 20%, variando conforme o ticket médio dos consumidores. Já quando se trata dos marketplaces de serviços, uma porcentagem adequada varia de 15% a 25%. Isso porque serviços geralmente têm uma margem de lucro maior em função de não haver necessidade de comprar produtos para revenda.

Outro aspecto a ser considerado pelos empreendedores é o estorno ou chargeback. Conforme o Art. 49 do Código de Defesa do Consumidor, qualquer pessoa possui o direito de se arrepender de uma compra pela internet e devolver o item comprado em até 7 dias. Se isso ocorre, o marketplace precisa devolver o dinheiro para o cliente.  Ao fazer o estorno, como o gateway já realizou o pagamento, cobrando uma taxa da plataforma, o custo normalmente fica em cerca de 3,5% do valor do produto ou serviço. 

Como esses encargos são inevitáveis, o gestor da plataforma deve decidir quem deverá arcar com os mesmos. Geralmente, o custo é dividido entre marketplace e vendedor. No entanto, é possível ao operador do marketplace arcar com a despesa sozinho, oferecendo como um dos diferenciais. 

Com a evolução do varejo online, os vendedores podem alcançar mais pessoas e contar com processos menos complexos, elemento importante para fazer com que as empresas cresçam.  

O Moip é uma plataforma de serviços financeiros pensada para ajudar varejistas a facilitarem seus processos de pagamento com segurança e inteligência. Para saber mais sobre o split de pagamento e outras soluções, entre em contato com um dos especialistas.

Tudo o que você precisa saber antes de abrir o seu próprio Marketplace

Marketplace é um modelo de negócio em ascensão que vem chamando a atenção de muita gente dentro e fora do território nacional. No Brasil apenas em 2012, as vendas dos marketplaces atingiram cerca de 7 bilhões de reais, estima-se que o faturamento até 2018 consiga bater os R$ 115 bilhões, um crescimento de 130% só nesse período. Números muito significativos, não concorda?

Com uma proposta muito similar à de um shopping físico, esse modelo de negócio surge para unir forças e otimizar o marketing, campanhas e promoções.

Abastecido de forma colaborativa, é conhecido por conectar diretamente cliente e fornecedor, onde ambos têm a possibilidade de conseguir valores mais acessíveis e uma maior margem de lucro.

Um ótimo negócio para quem está começando, ao fechar parcerias com marketplaces, pequenas empresas conseguem unir forças com marcas já escaladas, o que diante de um cenário altamente competitivo pode ser o empurrãozinho necessário para a visibilidade e construção da cartela de clientes.

A monetização acontece a partir de um percentual acordado sobre as transações realizadas que são processadas pelo operador do marketplace.

Existe uma grande diferença entre abrir um marketplace e vender em um. Fazendo parte de um marketplace você se torna um lojista, onde fica responsável apenas pelos seus preços e promoções se beneficiando da estrutura.

Quando pensamos em abrir um marketplace, as responsabilidades são diferentes e existem pontos importantes que todo empreendedor que pensa em investir nesse modelo de negócio precisa se atentar. Se esse é o seu caso, acompanhe o nosso post e fique por dentro de todas as peculiaridades e desafios que esse modelo de negócio possui.

Crescimento sustentável

Todo empreendedor busca estruturar o seu negócio e vê-lo funcionando o quanto antes, porém buscar um equilíbrio entre oferta e demanda é fundamental para o crescimento do seu negócio. Os clientes só sentirão interesse pelo serviço se houver variedade de ofertas. Já os fornecedores buscam oportunidades de crescimento onde existe um mercado a ser explorado.

O grande ponto é gerenciar o crescimento do seu negócio para evitar sustos e filtrar os problemas. Conheça agora alguns tipos de marketplaces bastante aderentes:

Associações / sindicatos

Quando um sindicado toma a iniciativa de ajudar os associados, surge uma possibilidade de crescimento. Os Marketplace de associações e sindicatos existem para usar da força e credibilidade que já possuem para vender produtos, em geral de nichos, já que grande parte dos associados estão voltados a um único segmento, assim, o sindicato possibilita que uma pequena indústria limitada de investimentos consiga desenvolver o seu negócio.

Franquias

Uma grande preocupação entre as franquias é de não promover o conflito de canais aos seus associados nas lojas físicas.

Para evitar esse atrito, as franquias oferecem a possibilidade para que todos os seus franquiados consigam oferecer os seus produtos no mesmo projeto de e-commerce. O e-commerce descentralizado, resolve essa solução quando todos os franqueados são privilegiados.

Marcas/Indústrias

Esse modelo bastante aderente de marketplace, surge quando indústrias responsáveis por inúmeras marcas, decidem agrupa-las em um único modelo de e-commerce.

Essa atitude, facilita a gestão, possibilitando uma visão geral da performance comercial de todas as suas marcas, fazendo com que cada marca some relevância à principal.

Lojas Multi Setores

Esse é o caso de um empreendedor que pensa no marketplace como uma oportunidade de agrupar lojistas de diversos setores e segmento de produtos, proporcionando aos consumidores uma experiência muito próxima ao ambiente físico.

Oferecer um Split de pagamento diferenciado com um único checkout se torna fundamental para esse modelo de maketplace.

Setorizados

Esse segmento é composto por um único segmento de produto. Embora a concorrência entre os vendedores seja mais aparente, já que todos pertencem a um mesmo nicho de mercado, ao mesmo tempo surgem grandes oportunidades. Ganhar relevância, propriedade dentro de um segmento específico pode ser muito importante para escalar um negócio, e é justamente nesse ponto que os marketplaces setorizados se beneficiam.

Conheça agora algumas diferenças entre marketplaces B2B e B2C:

Políticas comerciais

Normalmente no marketplace B2C, todos os consumidores se beneficiam da mesma política comercial onde o modelo comercial de pagamento é único. O cliente final tem a possibilidade de pagar com o boleto à vista ou cartão de crédito e mesmo com o split financeiro, o produto fica disponível para pagamento de diversas formas sem alterar o preço final, podendo assim, padronizar as opções de pagamento a todos os demais clientes.

Já no modelo B2B existem algumas complexidades. Se você pensa em abrir um marketplace saiba que se faz necessário uma tecnologia bastante robusta para atender esse modelo de negócio. As indústrias normalmente vendem com boleto a faturar e diferente do varejo, não pode ser padronizado, cada empresa possui suas particularidades. Alguns pontos como análise de crédito e um checkout onde o boleto a faturar seja personalizado às necessidades da empresa, são fundamentais para que o negócio se torne palpável.

Limite de produtos

No marketplace B2B se faz necessário um limite mínimo de produtos para justificar a lucratividade da operação. Existe também uma tabela de preços distinta para cada produto e perfil de clientes, definidos de acordo com o volume do pedido. Bem diferente do varejo onde não são feitas exigências de quantidade de produtos e não existe variação de preço.

Impostos

O Brasil possui particularidades na tributação dos impostos como o ICMS que precisam ser gerenciados quando se pensa em abrir um marketplace.

Ao finalizar uma compra em um marketplace B2B é importante disponibilizar o cálculo de substituição tributária, levando em consideração a origem do produto e onde esse cliente está. Não é possível simplesmente copiar o modelo varejista e replicar para o atacado pois existem diferenças cruciais que necessitam de atenção para evitar dores de cabeça no futuro.

Conhecer todas as particularidades desse modelo de negócio, possibilita um planejamento mais assertivo e focado em um crescimento sustentável. Ficou com alguma dúvida? Deixe seu comentário e assine nossa newsletter para receber todas as novidades diretamente da sua caixa de entrada.