A importância da gestão financeira em tempos de crise

Na hora de tocar uma empresa, é verdade que prestar um serviço de qualidade ou vender um bom produto é fundamental para quem quer bons resultados. Mas isso é apenas parte da jornada: um bom processo administrativo também faz toda a diferença, especialmente quando analisamos o poderoso impacto da gestão financeira em tempos de crise para a saúde do negócio.

Mais do que nunca, esses períodos de desafio econômico exigem que boas práticas saiam do papel e, claro, que um cuidado especial seja tomado com o caixa da empresa. A boa notícia é que, com o controle adequado das finanças e um planejamento detalhado, é possível criar um cenário mais positivo para o futuro e ter os recursos adequados para fazer o empreendimento crescer e passar tranquilo pelas turbulências no caminho.

Gestão financeira em tempos de crise: o que você precisa levar em consideração para o seu negócio

Basta uma pesquisa rápida na internet e você vai ver que não faltam conselhos, recomendações e manuais para acertar na gestão financeira em tempos de crise. Contudo, algumas boas práticas merecem um destaque especial, pois são as bases para qualquer meta ou projeto que o gestor queira aplicar ao negócio e, por isso, não podem passar batidas na hora de montar um planejamento. Confira:

1 – Tenha seus dados organizados

É preciso ter consciência de que trabalhar com finanças exige números claros. Não é segredo que o responsável pelo controle financeiro da empresa deve ter todos os valores registrados com o máximo de exatidão e, de preferência, organizados de forma clara e objetiva. Só que, em tempos de crise, esse tipo de organização precisa ir além e considerar outras variáveis. 

Aqui, o uso de um software de gestão, por exemplo, pode ajudar bastante na rotina de controle. Lembre-se que, para fazer a gestão financeira em tempos de crise, o ideal é que se estabeleça uma estrutura prática e fácil de ser atualizada, registrando serviços realizados, entradas e saídas, gastos e despesas e todos os demais indicadores que ajudem a montar o planejamento financeiro em médio prazo.

2 – Estude o cenário e as suas opções

Com seus dados organizados, é hora de estudar melhor as suas alternativas. Veja como é possível reduzir os custos e as despesas, coloque na ponta do lápis quais são as atividades indispensáveis e calcule o mínimo necessário para quitar as contas essenciais da empresa. Tenha em mente que, se essa conta fechar no vermelho, talvez uma boa ideia seja segurar os investimentos.

Isso porque, em uma comparação bem prática, fazer o planejamento financeiro do negócio não é tão diferente de analisar as contas pessoais. Você sabe quais são os gastos inevitáveis e o que é possível segurar. Por isso, se as contas apertarem, é provável que os investimentos extras precisem esperar um pouco até que seja possível colocar tudo no lugar!

3 – Mantenha um olho no passado e outro no presente

Cedo ou tarde, toda empresa vai enfrentar algum tipo de desafio. Nesse sentido, uma boa dica é voltar os olhos ao passado e estudar como as crises passadas se desenrolaram. Se a sua empresa já passou por uma fase ruim antes, vale levantar qual foi o principal motivo, quanto tempo aquilo durou, quais foram as estratégias que ajudaram a mitigar os efeitos da crise e como o comportamento do seu consumidor mudou.

Com isso, é possível verificar se existe alguma uniformidade entre os períodos mais complicados. Quando se tratar de um déficit da economia, pode-se perceber que há uma tendência de as crises terem a mesma duração, por exemplo. Embora essa não seja uma tarefa simples, ela é fundamental quando se busca adequação à situação do momento e adoção de estratégias para fugir desse padrão.

4 – Analise suas opções de pagamento e recebimento

Fazer uma boa gestão financeira em tempos de crise também envolve muito jogo de cintura na hora de equilibrar o caixa da empresa. Até porque, quando falamos em períodos de recessão econômica, é natural que bancos e instituições financeiras ofereçam opções tentadoras de empréstimo e financiamento — modalidades que nem sempre são as mais indicadas para períodos difíceis.

Nesse contexto, uma boa saída pode ser trabalhar com valores que já são seus, mantendo as rédeas do negócio nas suas mãos! Estamos falando da antecipação de recebíveis, alternativa que transforma as vendas a prazo em recursos líquidos imediatos para a empresa. Em outras palavras, os valores que o seu negócio receberia ao longo de um determinado período podem ser convertidos em caixa imediatamente.

Desse modo, o empreendedor pode arcar com obrigações financeiras que possuem um prazo mais apertado sem perder o controle do fluxo de caixa! Por isso, o ideal é trabalhar com uma instituição séria que oferte esse tipo de procedimento, como o Moip, que não só contribui para a antecipação desses valores como também orienta a sua empresa sobre as melhores modalidades e que tipo de verbas podem ser adiantadas sem comprometer o seu faturamento em longo prazo!

Por fim, acompanhe os resultados e mantenha-se positivo!

Esperamos que, com essas dicas, fique mais simples tirar um bom planejamento financeiro do papel para manter a sua empresa cada vez mais fortalecida durante os tempos difíceis. Sabemos que estamos enfrentando um período delicado e acreditamos que existem formas do seu negócio passar por ele sem prejudicar ou abrir mão da segurança das pessoas.
Reforçamos nosso compromisso com os clientes e deixamos nosso time à disposição para ajudar você nesse momento.

Gestão Financeira: Os 6 maiores erros que você não pode cometer

Parece mentira, porém, mais de 90% das pequenas empresas não sabem dizer ao fim de cada mês, ou ano, se a empresa deu lucro ou prejuízo. Pensando nisso é preciso ficar de olho para que o seu negócio não feche nos primeiros meses. Veja abaixo alguns dos maiores erros de gestão financeira que você não pode cometer no seu e-commerce ou negócio:

#1 Não saber registrar as transações da empresa

 Antes de mais nada é preciso ter em mente que registrar as transações da empresa sempre será a regra número 1 de qualquer gestão financeira bem sucedida. É a partir desses registros que você tomará decisões de investimento ou corte de gastos, por exemplo. Sem ter informações corretas como saldo do caixa, valor de estoque das mercadorias, volume das despesas fixas é impossível saber quanto e quando investir em determinada área da sua empresa.

#2 Não saber se a empresa dá lucro

Você sabe a diferença entre lucro e saldo de caixa? Em termos simples o lucro é a diferença entre os ganhos e as perdas. Se os ganhos forem maiores que as perdas temos lucro, se forem menores temos prejuízo. No entanto, o lucro não é necessariamente o dinheiro que você tem “sobrando”. Por exemplo: Você comprou um produto por R$ 10 (desconsidere outros gastos) e o vendeu por R$ 14. Você teve um lucro de R$ 4, só que se a compra não foi à vista, na verdade você ainda não recebeu esse valor do seu cliente. O lucro também pode estar em formas de ativo como investimento em estoque, bens e equipamentos, etc.

meios de pagamento online mais usados

Já o saldo é o dinheiro físico ou “visível” no caixa da empresa, o resultado da entrada e saída de todo o dinheiro naquele dia, semana, mês. Isso significa que a sobra de dinheiro em caixa não é sinônimo da obtenção de lucro e falta de dinheiro em caixa não é sinônimo de prejuízo. Para a administração financeira ambos são importantes e complementam um ao outro. Uma ferramenta bastante usada para ver se a empresa está gerando lucro é o Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE).

#3 Não calcular corretamente o preço de venda dos produtos

Para calcular o preço de venda dos produtos é necessário conhecer os custos e despesas da empresa. Os custos são os gastos de aquisição ou produção de mercadorias, como matéria-prima, mão de obra e gastos de produção e podem ser fixos (como as contas de aluguel, luz e água) ou variáveis (como frete, impostos e comissões de funcionários).

O controle do fluxo de caixa, o registro do custo das mercadorias vendidas e das despesas fixas são outros processos importantes a serem considerados na Gestão Financeira de uma empresa.

#4 Não conhecer corretamente o volume e a origem dos recebimentos

Registrar o volume e a origem dos recebimentos é uma prática muito importante no controle de fluxo de caixa. O fluxo de caixa é o principal “termômetro” da empresa, pois mostra em tempo real todas as movimentações financeiras (entradas e saídas) de um período (geralmente um mês) ajudando a avaliar o desempenho e  fazer o planejamento da empresa para os próximos meses. Lembre-se de fazer esses registros separadamente em categorias, como por exemplo: impostos, funcionários e pró-labore., Outra dica é fazer o registro do recebimento e não da venda. Por exemplo: Se você vendeu um produto em três parcelas de R$ 20, lembre-se de fazer três registros, ao invés de um único registro no valor total (R$ 60), assim você terá um registro mais “real” de quanto você tem em caixa.

marketing digital para empreendedores

#5 Não conhecer corretamente o custo das mercadorias vendidas

O registro errado das mercadorias no estoque pode prejudicar o cálculo sobre o custo das mercadorias vendidas e também influenciar os balanços financeiros. Se você não possui softwares ou ferramentas automáticas de controle e registro de estoque vale a pena adotar práticas simples como não esquecer de registrar a data, a quantidade e o preço do produto no momento em que você o recebe do fornecedor e encerrar suas fichas de estoque anotando o saldo em estoque e o total do custo das mercadorias vendidas no fim de cada mês.

#6 Não saber corretamente o valor das despesas fixas

Fazer a separação das despesas pessoais dos sócios em relação às despesas da empresa é fundamental para saber o valor correto das despesas fixas. Conhecer as despesas fixas, por sua vez é importante na hora de fazer o cálculo correto do preço dos seus produtos. Como despesas fixas você deve considerar gastos como aluguel, IPTU, folha de pagamento (impostos), pró-labore, despesas de manutenção do prédio, despesas comescritório de contabilidade ou prestadores de serviços, depreciações e amortizações, material de escritório, tarifas de água, telefone, energia, propaganda e seguros.

meios de pagamento online mais usados