LGPD e e-commerce: entenda o que muda para o comércio eletrônico com a nova lei

A expectativa da maioria dos empresários era que, por conta da pandemia do coronavírus, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) fosse adiada para 2021. Só que isso não aconteceu e ela entrou em vigor em setembro de 2020. Com isso, as empresas precisam agilizar o seu processo de adequação interna. Porém, na prática, quando o assunto é LGPD e e-commerce, quais são as medidas a serem tomadas?

É para responder essa pergunta e tirar outras dúvidas sobre essa nova legislação que estamos aqui. Então, siga com a gente e entenda tudo o que precisa ser feito para o seu e-commerce ou marketplace não sofrer as penalidades previstas na LGPD.

Do que trata a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais

A LGPD veio para regulamentar o tratamento de dados pessoais de clientes e usuários por parte de empresas públicas e privadas em todo o território nacional. O objetivo dessa ação é proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade de qualquer cidadão, independentemente de etnia, cor, classe social, religião, gênero, entre outras características.

Segundo a lei, tratamento significa toda operação realizada com dados pessoais, como as que se referem a coleta, produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição, processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação, transferência, difusão ou extração.

Basicamente, quer dizer que as empresas vão precisar seguir novas regras na hora de coletar e usar as informações pessoais de seus clientes. A principal delas é que esses dados somente serão manipulados mediante o consentimento e a autorização explícitos dos usuários. Além disso, ainda é necessário deixar claro para qual finalidade os dados serão usados e como isso ocorrerá.

O que pode e o que não pode quando o assunto é LGPD e e-commerce

Diante do que falamos até aqui, já deu para perceber que a LGPD afeta diretamente os e-commerces e marketplaces, uma vez que os dados são a matéria-prima para as estratégias de marketing e vendas desses negócios, certo? Mas não encare isso como uma notícia ruim, não! Agora no início pode dar um pouco de trabalho fazer todas as adequações necessárias. Porém, depois, será possível colher os frutos desse ambiente mais transparente e seguro criado tanto para a empresa quanto para o cliente.

Só há um ponto que é totalmente desaconselhado: obrigar o cliente a ceder seus dados. Então, deixar um formulário com campos obrigatórios para exigir um consentimento geral está vetado. A nova lei proíbe a obrigatoriedade de informar dados pessoais para acessar serviços e produtos. Dados essenciais para o uso do serviço, como e-mail para fazer o login ou endereço para receber o produto, são uma exceção.

Mas se, por exemplo, o formulário de cadastro obriga o consumidor a colocar o estado civil para comprar, isso deve ser alterado para opcional ou ser retirado, pois não interfere diretamente no negócio. Da mesma forma, se o seu e-commerce ou marketplace tem um aplicativo gratuito, não será mais possível exigir que o usuário compartilhe a privacidade para acessar as funções do app.

Também é importante ficar atento aos Termos de Uso e à Política de Privacidade da sua empresa. Esses documentos continuarão sendo essenciais, mas, mesmo com todas as informações disponíveis neles, ainda será proibido forçar a aceitação do usuário no que diz respeito aos dados pessoais.

Como adequar o e-commerce à LGPD

Já que citamos os Termos de Uso e a Política de Privacidade, fazer a atualização desses dois documentos é um bom ponto de partida para começar a adequar o e-commerce ou o marketplace à LGPD. Desse modo, você pode deixar claro como o seu negócio está lidando com a nova lei e como vai ser feito o tratamento de dados a partir de agora, dando total transparência ao processo.

Outro procedimento que deve ficar mais claro é a utilização de cookies. Se você ainda não indicava o uso dessa ferramenta, agora precisa fazê-lo e também pedir a permissão do usuário para usá-la. É interessante que essa solicitação venha com explicações de como os cookies funcionam, assim pode ficar até mais fácil para o usuário dar uma resposta afirmativa.

Além desses procedimentos iniciais, ainda tem mais algumas medidas que precisam ser tomadas conforme os usuários avançam no relacionamento com o seu e-commerce ou marketplace. O que você precisa ter em mente é que, sempre que pedir para um cliente deixar uma informação no site, ela deve ser realmente necessária e precisa ser autorizada.

Para que nada passe batido, fizemos um checklist com o que você precisa implementar no seu e-commerce para se adequar à LGPD:

  • Criar uma autorização para tratamento de dados pessoais separada das outras cláusulas contratuais. Será mais um documento que precisará ser aceito pelo usuário;
  • Incluir na autorização se os dados pessoais serão transmitidos para outras empresas, mesmo que coligadas ou pertencentes aos mesmo grupo econômico;
  • Fazer um pop-up de consentimento na hora de finalizar o pedido ou o cadastro de um cliente. Informar que os dados serão coletados e processados para questões de faturamento é suficiente;
  • Pedir a autorização para se comunicar com o usuário por e-mail, SMS e WhatsApp e lembrá-lo, sempre que enviar uma mensagem, que ele já autorizou tal ação. No entanto, é importante disponibilizar uma opção para que usuário deixe de recebê-las quando desejar;
  • Implementar uma estrutura para responder aos usuários que passarão a ter o direito de consultar qualquer empresa para saber se ela possui dados referentes a eles, quais são esses dados e como foram obtidos. As informações deverão ser repassadas via internet ou fisicamente, a critério do usuário;
  • Além da estrutura para responder, é preciso manter uma equipe para atender aos pedidos de exclusão, pois o usuário poderá requerer à empresa que exclua seus dados pessoais após a satisfação das obrigações (pagamento, entrega, troca, entre outros).

É importante ressaltar a necessidade de contratar um colaborador, ou fornecedor, com a autoridade para garantir a proteção de dados para sua empresa. Fica sob responsabilidade dessa pessoa, denominada Data Protection Officer, ou DPO, assegurar que todas as decisões tenham um embasamento legal e uma fiscalização assertiva. É ele quem deve fazer a ponte entre as empresas e a  Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), o órgão regulador da lei.

LGPD e e-commerce: fiscalização e penalidades

Paralelamente à nova legislação, também está sendo estruturada a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Entre suas funções está a de zelar pela proteção dos dados, elaborar diretrizes para a Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade e aplicar as penalidades em caso de tratamento de dados feito de modo ilícito.

Falando em penalidades, elas são bastante rigorosas, em especial para aqueles que forem reincidentes. Além de valores que podem desestabilizar qualquer fluxo de caixa, quem cometer uma falha prevista na LGPD terá que fazer um comunicado público sobre ela, ou seja, terá que expor o nome da empresa e explicar qual foi o problema que aconteceu.

Confira a lista completa das penalidades:

  • Advertência, com indicação de prazo para adoção de medidas corretivas;
  • Multa simples, de até 2% do faturamento da empresa, limitada a R$ 50 milhões por infração;
  • Multa diária, limitada ao teto de R$ 50 milhões;
  • Publicização da infração após devidamente apurada e confirmada a sua ocorrência;
  • Bloqueio dos dados pessoais a que se refere a infração até a sua regularização;
  • Eliminação dos dados pessoais a que se refere a infração;
  • Suspensão parcial do funcionamento do banco de dados a que se refere a infração pelo período máximo de 6 meses, prorrogável por mais 6 meses, até a regularização da atividade de tratamento;
  • Suspensão do exercício da atividade de tratamento dos dados pessoais a que se refere a infração pelo período máximo de 6 meses, prorrogável por igual período;
  • Proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas ao tratamento de dados.

As punições começam a ser aplicadas a partir de 1º de agosto de 2021. Então, por mais que o prazo para fazer as adequações tenha ficado curto, por enquanto o seu e-commerce ou marketplace não receberá uma multa ou qualquer outra pena. As advertências serão no sentido de educar e orientar a forma correta de implementar a LGPD.

Conte com a Wirecard

Em um primeiro momento, a LGPD pode parecer algo bastante complexo, mas, na verdade, ela é muito mais trabalhosa do que difícil, como vimos ao longo do texto. O que o seu e-commerce precisa fazer agora é montar um planejamento rápido e ágil para deixar tudo conforme exige a legislação. Se necessário, peça o auxílio de um advogado, assim, não haverá risco de algo ficar fora do padrão.

E, claro, conte sempre com o apoio da Wirecard, estamos aqui para continuar ajudando você com as melhores soluções de pagamento para o seu e-commerce e marketplace. Nossa equipe está sempre a postos para atendê-lo!

Política de cancelamento para serviços e assinaturas no seu e-commerce

Há alguns assuntos que são bastante sensíveis quando falamos de e-commerce, como a política de cancelamento para serviços e assinaturas. Afinal, trata-se de uma questão que pode resultar na queda da rentabilidade do negócio.

Aqui no blog, por mais que a gente busque sempre entregar um conteúdo que ajude o dono do comércio eletrônico a prosperar, precisamos falar sobre este assunto. Isso porque é essencial que você entenda a importância da política de cancelamento e como ela deve funcionar para quem trabalha com a oferta de serviços e assinaturas na internet, assim como já fizemos como a política de troca para quem vende produtos online.

E fique atento! É sempre bom lembrar que, no Brasil, não temos bons exemplos quando o assunto é cancelar um serviço ou uma assinatura. Provavelmente você já passou por uma experiência dessa.

No último relatório da Anatel, de fevereiro de 2020, as reclamações relativas a cancelamento corresponderam a 9,2% de todas as demandas registradas na agência em 2019. Reclamações deste tipo tiveram aumento em todos os serviços e para todas operadoras, com exceção da telefonia fixa. No celular pré-pago o problema foi o cancelamento indevido. Nos outros serviços, a questão era o não cancelamento mesmo após a solicitação.

Para reverter essa primeira impressão muitas vezes nebulosa, uma boa iniciativa é apresentar uma política de cancelamento de serviços e assinaturas clara e objetiva, que mostre respeito pelo cliente. Siga com a gente e veja o que não pode faltar em seu conteúdo e confira algumas dicas de como estruturá-la!

O que não pode faltar em uma política de cancelamento

Para começar, se a intenção é mostrar respeito e atenção ao cliente, é importante que todas as informações úteis a ele sejam fáceis de encontrar, como a política de cancelamento, a política de privacidade e a política de troca. Para ficar bem organizado, você pode colocar todas elas em uma mesma página, separadas por assuntos ou tópicos, como achar melhor.

Focando na política de cancelamento, é primordial que você entenda que não há uma legislação específica que trate do cancelamento de uma assinatura do clube de vinho ou do serviço de hospedagem de software. Mas há uma legislação rigorosa para as empresas de telefonia (apesar de, muitas vezes, ela não ser cumprida) que prestam serviços e trabalham com assinatura.

Por isso,  para iniciar a montagem da sua política de cancelamento, é necessário conhecer quais são as leis que podem atingir o e-commerce que trabalha com serviços e assinaturas e quais são os direitos dos consumidores em relação a eles. Pode acontecer, inclusive, dessas legislações nem tratarem especificamente do comércio virtual. De qualquer forma, todos os itens do documento que você vai construir devem ser baseados nisso.

Pode ter certeza que o volume de informação vai ser bastante grande e, na dúvida, vale consultar um especialista, como um advogado. O importante é ter uma política completa, que dê segurança jurídica para o seu e-commerce e deixe seus clientes tranquilos para adquirirem seus serviços ao saber que terão respaldo caso ocorra algum problema.

Para você não começar do zero, separamos alguns tópicos que são imprescindíveis para ter uma política de cancelamento eficiente. Confira!

1 – Direito de arrependimento

Um tópico que não pode faltar na sua política de cancelamento é o direito de arrependimento, assegurado pelo artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor. Segundo ele, o consumidor pode desistir de um contrato no prazo de 7 dias a contar da sua assinatura ou do início da prestação do serviço, sempre que a contratação ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.

A legislação não cita o e-commerce porque foi redigida em 1990, quando o segmento não existia, mas já foi entendido que hoje é uma das principais normas que rege as operações de comércio eletrônico. Então, é fundamental que o direito de arrependimento conste na política e, inclusive, tenha uma explicação sobre como ele evoluiu para atender às demandas dos serviços online.

2 – Período de testes e degustação gratuito

Uma ação muito comum hoje em dia são sites que oferecem períodos de testes ou de degustação gratuitos de seus serviços antes do cliente realmente fechar negócio. Porém, nem todos explicam exatamente como tudo funciona.

Alguns e-commerces, de má fé, no momento do registro para a teste, pedem o cadastro de um cartão de crédito, mas não avisam da necessidade do cancelamento caso o cliente não queira mais usar o serviço. Muitas vezes, o consumidor só descobre que está pagando por algo que não quer depois de 2 ou 3 meses e se vê de mãos atadas porque a política de cancelamento não estava clara.

O serviço pode até ter lucrado, mas com certeza perdeu um cliente e um pouco da sua reputação. O certo é expor o passo a passo de como fazer o teste, acompanhar o cliente para saber se ele está indo bem e, quando estiver chegando no fim, perguntar se ele quer continuar ou não. Em caso negativo, o certo é indicar a forma correta de cancelar, de acordo com a política. 

3 – Forma de fazer o cancelamento

É fundamental que fique explícito a maneira como o cliente deve proceder para fazer o cancelamento do serviço ou da assinatura. Se for necessário preencher um formulário, deixe o link para download em um local de fácil acesso. Caso seja por telefone, indique os números e tenha um bom canal de atendimento para isso ― não tente enrolar o cliente para que ele desista.

Também explique todas as questões relacionadas a multas e reembolsos, quando ocorre um ou outro. E como são os procedimentos na hora de cancelar para quem usa cartão de crédito e débito automático. Mais à frente teremos outra dica que pode ajudar bastante nessa situação.

4 – Cancelamento pelo fornecedor

É uma atitude que pode acontecer, então é importante que esteja bem definido na política de cancelamento em quais situações o fornecedor pode cancelar o fornecimento do serviço ou cortar a assinatura e como deve fazer isso. Geralmente, envolve questões como falta de pagamento, violação dos termos de uso e alterações no produto original sem permissão do fornecedor.

Essa é uma parte que precisa estar bem alinhada à legislação vigente no país, especialmente às leis que protegem a propriedade intelectual e os direitos autorais.

5 – Mudanças dos termos da política de cancelamento

Se você usa o computador ou o celular, já teve que atualizar a versão de um sistema e precisou aceitar os termos de uso novamente, certo? Quem assina um serviço ou faz uma assinatura possivelmente também já precisou consentir com alterações em alguns documentos, como na política de cancelamento ou nos termos de cessão de direitos. É algo natural.

Esses documentos contêm muita informação baseada em leis, que aqui no Brasil mudam bastante. Mas não é só isso. As alterações ocorrem para o aprimoramento do e-commerce, para que ele alcance patamares mais altos. O importante é que, sempre que você alterar um desses arquivos, avise o seu cliente da mudança e explique do que se trata.

6 – Foro para resolução de problemas

O comércio eletrônico tem essa característica incrível de poder ser acessado de todos os lugares. Vemos um produto que gostamos, acessamos um site e compramos. Precisamos de um software especializado, assinamos o serviço e temos ele em nossa empresa para otimizar a gestão. No entanto, quando surge algum problema, o e-commerce também consegue ter um endereço fixo — e é nele que tudo deve ser resolvido.

Por isso, na política de cancelamento é fundamental constar o foro eleito para resolução de quaisquer problemas. Assim, caso algum cliente se sinta lesado ou tenha questionamentos perante a Justiça, pode direcioná-los corretamente.

Como orientar o cancelamento do serviço ou assinatura no seu e-commerce

Depois de montar um documento com tudo o que é necessário para ter uma política de cancelamento completa para o seu e-commerce, o ideal é disponibilizar uma página com um passo a passo de como fazer o cancelamento. Assim, você mostra que tem um compromisso com o seu cliente mesmo que a situação não seja tão favorável assim ao seu negócio.

Quanto mais simples for essa página, melhor. Faça tópicos com instruções claras e objetivas do que o assinante deve fazer em cada etapa para poder cancelar o serviço ou assinatura. E também o que vai acontecer a cada passo que ele avançar. Se o cliente precisar entrar em contato com o banco ou a operadora de cartão dele para dar algum aviso, deixe isso claro.

Caso seja preciso esperar alguns dias para algum processamento ou para aguardar alguma etapa que envolva terceiros, também deixe registrado neste passo a passo e aponte que o cliente deve verificar se tudo deu certo após o prazo estipulado. Muitas vezes, o processo de cancelamento depende das duas partes envolvidas para ser finalizado com sucesso.

E, claro, nunca deixe de disponibilizar um espaço para que o assinante do seu e-commerce tire dúvidas, como uma página de perguntas e respostas, ou peça ajuda para cancelar o serviço ou a assinatura. Como estamos falando de comércio eletrônico, o ideal é ter um chat online ou mesmo um chatbot para as dúvidas mais comuns. No entanto, para esse tipo de situação, há muitas pessoas que ainda preferem o telefone, então é algo a se pensar.

Para finalizar o cancelamento, sempre envie um e-mail para o cliente confirmando a operação. Assim, tem-se a garantia de que o processo foi encerrado com sucesso. Você ainda pode aproveitar esse espaço para fazer uma pesquisa de satisfação para saber a opinião do cliente sobre o seu serviço e o que poderia melhorar tanto em relação à oferta quanto ao processo de cancelamento.

Defina sua política de cancelamento e aumente suas vendas

Falar sobre política de cancelamento não é nada agradável. Porém, é algo extremamente necessário, já que é a uma forma de demonstrar respeito ao cliente, qualidade no atendimento, credibilidade ao mercado e, consequentemente, aumento da renda. E tudo o que o dono de um negócio quer é ver ele prosperar, certo?

Por isso, lembre-se do que não pode faltar na hora de elaborar uma política de cancelamento e também das orientações que você precisa dar ao consumidor para que ele possa fazer o processo sem problemas. Muito mais do que cumprir a legislação, assegurar que os clientes tenham seus direitos respeitados é uma forma de conquistar sua confiança.

No seu e-commerce, como você lida com a política de cancelamento? Pense em como ela pode ser positiva para a sua loja online! Enquanto isso, continue acompanhando os artigos do nosso blog para saber mais sobre como otimizar as operações no seu negócio. E, claro, conte sempre com a Wirecard e nossas soluções de pagamento para seu e-commerce!

Google Ads para e-commerce: o caminho para fazer uma campanha de sucesso

Com resultados positivos nos últimos anos ― só em 2019, segundo a 41ª edição do WebShoppers, cresceu 16% em relação a 2018 ―, a previsão é que o comércio eletrônico se consolide de vez com a pandemia do coronavírus. Por isso, os negócios online precisam estar preparados para investir e se destacar. Uma forma de fazer isso é por meio de campanhas de Google Ads para e-commerce.

Para ajudar você nesse desafio, criamos um tutorial de como fazer esse tipo de campanha, com todas as informações e detalhes necessários para a criação de um anúncio de sucesso. Siga com a gente e confira!

Como fazer uma campanha de Google Ads para e-commerce

Acompanhe o nosso passo a passo para começar uma campanha de Google Ads agora mesmo:

1º passo: Crie uma conta no Google Ads

Para começar a anunciar, você pode utilizar uma conta que já tem no Google ou cadastrar uma nova somente para gerenciar a publicidade do seu e-commerce. É importante definir a forma de pagamento que você pretende utilizar, sendo possível trocá-la sempre que necessário. Hoje, o Google Ads disponibiliza o pagamento em boleto, cartão de crédito e pelo Mercado Pago.

2º Passo: Defina os objetivos

Para montar uma campanha de Google Ads para e-commerce, listar os objetivos é o princípio mais básico de todos. Então, escolha os produtos que deseja anunciar, qual público quer atingir, quais são as metas de venda, quanto tempo vai durar a ação e qual será o investimento disponível.

Ao definir os produtos que farão parte da campanha, você já pode criar alguns instrumentos que serão usados nas campanhas. Veja alguns deles:

  • Landing pages (LPs): se a proposta da campanha é promover determinados tipos de produtos, crie LPs específicas para eles. Dessa forma, os usuários serão direcionados exatamente para o anúncio sem precisar pesquisar, evitando assim que se distraiam com o restante do site. Garanta, no entanto, que a LP tenha um forte apelo à ação.
  • CTAs: para assegurar que esse chamado à ação funcione, devem entrar em cena os CTAs, que são os botões que levam o usuário para mais perto do fechamento do negócios, como os de Compre, Experimente e Assine.

3º passo: Impacte seu cliente

Com os objetivos e as landing pages definidas, está na hora de focar no público que será impactado pela sua campanha. Para isso, você precisa saber para quem está segmentando, usando palavras-chaves relevantes, e como afetar essas pessoas com uma mensagem forte.

As palavras-chaves do Google Ads para e-commerce precisam abordar cada fase da jornada do comprador, serem específicas sobre o seu produto e fazerem referência à sua LP. O ideal, sempre que possível, é ter uma lista entre 10 e 20 palavras-chave para cada produto que você vai anunciar. Dessa forma, os resultados da sua campanha serão muito melhores.

Para quem ainda não está muito acostumado com esse processo, o próprio Google tem uma ferramenta de planejamento de palavras-chave: o Keyword Planner (gratuita para quem tem conta no Google Ads). Com ela, você consegue achar novos termos para serem usados nos anúncios e também avaliar buscas mensais feitas por uma palavra, além da concorrência por ela. Quanto mais alta a concorrência, mais caro será o anúncio ― falaremos sobre valores daqui a pouco.

Em relação às mensagens, não espere o momento de cadastrar a campanha para pensar nelas. Do mesmo modo que parou para construir as landing pages e os CTAs e para listar as melhores palavras-chaves, tire um tempo para escrevê-las. Foque em destacar sua proposta de valor, aquilo que o diferencia da concorrência e que mais vai chamar atenção do seu público.

4º passo: Estabeleça o orçamento e as formas de anunciar

Podemos dizer que chegamos ao último passo referente à parte mais estratégica de uma campanha de Google Ads para e-commerce: a definição do orçamento. Também é uma parte que está diretamente ligada aos objetivos da ação, pois o investimento depende da quantidade de pessoas que se pretende alcançar ou do volume de produtos que quer vender.

É importante ter claro que você pode começar com um valor baixo e ir aumentando conforme o desempenho dos resultados. Dessa maneira, é possível investir o seu dinheiro de forma cautelosa, buscando a otimização do ROI.

Para definir o valor do orçamento, também é preciso determinar qual será o lance escolhido para cada anúncio, ou seja, de que modo pretende pagar pela sua campanha. O Google Ads usa quatro formas para calcular esses custos:

  • CPC (custo por clique): é a opção em que você paga por cada clique que ocorre em seu anúncio. Normalmente é usado para campanhas que têm o objetivo de levar um grande números de usuários para a página de destino (landing page do produto, por exemplo). É um dos lances mais usados, pois costuma trazer mais retorno.
  • CPM (custo por mil impressões): é utilizado, geralmente, quando o objetivo é a mensagem ser vista por um grande número de pessoas. Neste caso, o anunciante só paga quando o anúncio recebe mil impressões (visualizações), independentemente do número de cliques.
  • CPA (custo por aquisição ou custo por ação): é usado para aumentar a execução dos objetivos da campanha, podendo ser uma compra, um download, uma inscrição, entre outros. O anunciante somente vai pagar quando o usuário fizer a ação determinada na landing page, por exemplo.
  • CPV (custo por visualização): este é um lance usado para campanhas que utilizam vídeo. A cobrança ocorre somente quando o vídeo é assistido.  

5º passo: Configure a campanha do Google Ads para e-commerce

Agora que já estamos com as questões estratégicas resolvidas, está na hora de irmos para a ferramenta e colocarmos mãos à obra. Se você nunca trabalhou com o Google Ads, fique tranquilo, pois ele é bem intuitivo. Caso preciso, há menus com ajuda e textos bem explicativos. Mas com esse nosso artigo, você vai tirar de letra, temos certeza.

Então, acesse a sua conta, vá até a guia Campanhas e clique no botão com o sinal de mais (+) para criar uma nova. Existem vários tipos de anúncios disponíveis na plataforma. Você deve escolher aquele que melhor se encaixa com a proposta da sua campanha, com os seus recursos e a realidade do seu negócio. Esses são alguns deles:

  • Rede de pesquisa: é o mais comum. É aquele resultado que aparece nas primeiras posições com o aviso de “anúncio” destacado. Acontece quando o anunciante, no lugar de depender do ranqueamento orgânico para um termo, patrocina palavras-chaves específicas no Google para que o seu e-commerce apareça em uma posição de destaque e consiga mais visitas.
  • Google Shopping:  é um serviço que permite a oferta de produtos de sites de compras online, sendo que os consumidores podem ver e comparar os preços mesmo antes de clicar no anúncio e ser direcionado para a página do e-commerce.
  • Rede de display: são os anúncios que podem ser exibidos em outros produtos do Google, como o Youtube, Google Maps, e em sites afiliados à empresa. Uma das grandes vantagens aqui é a possibilidade de fazer esse patrocínio usando elementos gráficos e audiovisuais.
  • Remarketing: é o anúncio que resgata o cliente para o seu e-commerce após a visita inicial. A partir da instalação de um código especial nas páginas dos produtos vendidos na sua loja online, é possível segmentar campanhas de anúncios específicos para as pessoas que saíram da página sem concluir a compra. Dessa forma, o usuário receberá por um tempo um reforço da sua campanha.
  • Anúncios em aplicativos: essa é outra oportunidade de Google Ads para e-commerce. Se a sua loja virtual tem um app, essa pode ser uma ótima alternativa para estimular as pessoas a baixarem e usarem o recurso. Caso ainda não tenha um aplicativo, você divulgar seus produtos em apps de terceiros, relacionados com o seu segmento de atuação.

Com isso entendido, vamos ver as etapas para configurar uma campanha do tipo rede de pesquisa, já é uma das mais comuns e que traz bons resultados.

Etapa 1 – Selecione seu objetivo

Lembrando do objetivo que falamos lá em cima, chegou a hora de pontuarmos ele dentro da plataforma. Antes de selecionar o tipo de campanha, faça a opção do objetivo do seu anúncio com base nos resultados que você deseja alcançar. Se você escolheu um produto e quer ter mais vendas, então deve escolher esse objetivo. Caso seja atrair mais visitantes para seu site, deixe isso claro.

Ao longo do processo, o próprio Google fará recomendações. Analise se elas fazem sentido com tudo o que você planejou. Se a resposta for positiva, você pode acatar. Um bom exemplo são os campos das configurações gerais, que podem ser preenchidos quando você tem informações relevantes para colocar ali.

Etapa 2 – Escolha os locais de destino

Na sequência, é necessário escolher os locais de destino do seu anúncio. É possível incluir e excluir pessoas com base no país, estado, cidade e região. Para segmentar pessoas de determinados países, basta escolher quais deseja e adicioná-los. Isso significa que os usuários das localidades escolhidas verão seus anúncios.

Já se você quer que algumas regiões não tenham acesso a sua campanha, basta digitar o nome do país, estado ou cidade e clicar em excluir.

Etapa 3 – Defina a estratégia de lances

Você já conhece os tipos de lances que podem ser dados, então, é só escolher o que melhor se encaixa com os seus objetivos. Lembre-se, no entanto, que não é necessário começar com o valor máximo do seu investimento. É possível iniciar com uma cota mais baixa, avaliar um período e ir aumentar conforme os resultados.

Etapa 4 – Produza extensões para os anúncio

Antes de criar o anúncio em si, você ainda precisa escrever as extensões de anúncio para a campanha, como sitelinks, frases de destaque e análises de produtos. Essas extensões agregam mais profundidade aos anúncios do que o título padrão e as duas linhas de texto. Segundo o próprio Google, exibir esse tipo de informação adicional aumenta a taxa de cliques em até 15%.

Etapa 5 – Escreva seus anúncios

Quanto mais claros e diretos forem seus anúncios, melhor. No Google Ads para e-commerce, você tem três títulos com 30 caracteres e duas linhas com 90 caracteres cada uma para convencer o público que o seu produto tem mais valor que o do concorrente. Então, aproveite o espaço com inteligência e estratégia. E não esqueça de providenciar uma URL amigável para a sua página, com o nome da sua empresa ou do seu produto bem exposto e legível.

Para que não haja erros, crie sempre de 3 a 5 cinco anúncios para cada um dos grupos de palavras-chaves e faça testes com eles para descobrir qual têm uma performance mais compatível com os resultados esperados. Avaliar é essencial para o sucesso das suas campanhas e nos obriga a ficar de olho no que está dando certo ou não.

6º passo: Acompanhe os resultados

Depois de publicar o anúncio é hora de aguardar os resultados. Monitore o desempenho e busque maneiras de otimizá-lo sempre que possível. Somente desse modo é possível garantir que a estratégia de Google Ads para e-commerce está sendo realmente eficiente e causando o impacto desejado no seu negócio virtual.

Esperamos que este conteúdo seja bastante útil para o seu dia a dia e você possa voltar a ele sempre que tiver dúvidas sobre como fazer uma campanha no Google Ads para seu e-commerce. E, como você já sabe, conte sempre com a Wirecard e nossas soluções de pagamento para seu e-commerce.

A importância das landing pages no e-commerce

Dentre as vantagens de se utilizar landing pages no e-commerce, podemos citar a facilidade para atrair mais clientes, a melhora de apresentação dos produtos e o aumento das taxas de conversão.

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