Por André Oliveira

Fazer uma boa gestão financeira do e-commerce é essencial para que o negócio possa crescer. Porém, o que parece simples na teoria pode ser difícil de colocar em prática, especialmente por estarmos lidando com um modelo de negócio relativamente novo. Muitas vezes, o empresário precisa aprender a como administrar finanças ao mesmo tempo em que precisa lidar com aprendizados de  tecnologia e outros detalhes do universo online ou mais relacionados ao e-commerce.

Nesse contexto, é comum que alguns erros sejam cometidos e, o pior, não tenham seu real impacto analisado nos negócios. O problema é que tudo isso pode ser fatal, como indica uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ao mostrar que metade das empresas fecha as portas antes de completar 5 anos e que, entre as causas para isso, segundo o Sebrae, está o descontrole em relação às finanças.

Especificamente em relação aos e-commerces, como já falamos aqui no blog, cerca de 80% fecham as portas antes dos 18 meses de vida. E é justamente para ajudar você a fugir das armadilhas relacionadas à gestão financeira do seu negócio que estamos aqui. Neste artigo, separamos 5 dicas infalíveis sobre como administrar finanças corretamente e, assim, garantir o sucesso da sua empreitada.

#1 Planejamento é fundamental para administrar as finanças:

Se existe uma palavra-chave quando falamos sobre como administrar finanças do e-commerce, essa palavra é planejamento! Abrir uma empresa ou mesmo gerenciá-la ao longo do tempo sem entender qual é a sua capacidade de investimento, quais são seus prováveis custos e despesas e quando se pretende faturar em determinado período significa dar chance ao azar.

É claro que esses números podem sofrer variações, mas é preciso estimar esses dados para não ter surpresas que possam colocar seu negócio em risco. Nesse sentido, é importante lembrar que a área financeira está ligada diretamente a todos os outros setores e que, por isso mesmo, é preciso ter um bom planejamento também em relação a eles.

O empreendedor precisa saber, por exemplo, qual é a previsão de vendas dos seus produtos para ter uma estimativa dos gastos e de quanto será o faturamento, aspectos que influenciam diretamente a parte financeira do e-commerce.

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#2 Misturar as finanças pessoais com as empresariais não é uma boa ideia:

Infelizmente, ainda é comum que empreendedores tenham uma mesma conta para os recursos pessoais e os da empresa, usando dinheiro próprio para pagar despesas do e-commerce e vice-versa. Ou, ainda, recolhendo o lucro da empresa para si mesmo, como se fosse seu salário.

Embora pareça uma prática inofensiva, essa postura pode prejudicar tanto o caixa da empresa quanto o bolso do seu proprietário, além de pôr em risco todo o planejamento elaborado para as finanças do negócio. Por isso, é importante separar as contas e estabelecer o valor do pró-labore do empreendedor, isto é, definir o seu salário.

Isso porque, apesar do que muitos pensam, o lucro que a empresa alcança em um determinado período não é o salário do seu proprietário. O lucro serve para garantir novos investimentos e fazer melhorias na gestão da empresa e, por isso, deve ter como destino a conta empresarial. Já ao dono do e-commerce cabe estipular o pró-labore como remuneração pelas funções que exerce.

#3 É preciso entender os conceitos sobre como administrar finanças:

Você sabe o que é fluxo de caixa, ponto de equilíbrio e capital de giro? Não entender esses e outros conceitos e como eles influenciam o negócio é um dos erros mais comuns dos empreendedores e que, consequentemente, pode impactar a análise sobre a gestão financeira.

 

Para garantir que tudo esteja na ponta da língua, confira os principais termos utilizados quando falamos em como administrar finanças:

Faturamento: é o termo utilizado para denominar o total de recursos arrecadado pela empresa em um determinado período. Não deve ser confundido com o lucro.

Despesas e custos: são os gastos com a manutenção do negócio, abrangendo salários, manutenção de equipamentos e serviços terceirizados de marketing e logística, por exemplo.

Lucro: é o valor que se refere ao saldo positivo do negócio após o desconto de todos os gastos. É o valor que resta do faturamento após descontadas as despesas e custos.

Capital de giro: é o recurso necessário para manter a operação da empresa. Além dos custos e despesas, deve levar em conta características como manutenção de estoque e vendas a prazo.

Ponto de equilíbrio: é quando as despesas da empresa equivalem à sua receita, ou seja, quando a empresa já consegue “pagar” a sua operação. Porém, ainda sem lucro.

Fluxo de caixa: refere-se à movimentação financeira da empresa, ou seja, suas despesas e receitas. Para que o fluxo de caixa possa funcionar de forma eficiente, é importante que toda despesa e receita, por menores que sejam, fiquem registradas, oferecendo um panorama completo e fidedigno do negócio.

O fluxo de caixa é importante pois oferece informações para que o empreendedor faça uma análise completa da situação do negócio. Imagine, por exemplo, que a empresa faturou R$ 50 mil a mais em um determinado mês em relação ao período anterior. Parece um bom resultado, não é? Porém, o fluxo de caixa pode mostrar que, ao mesmo tempo em que o faturamento aumentou, as despesas também cresceram, propiciando uma análise mais assertiva sobre o negócio.

Para ter clareza em tudo isso, utilize a planilha Modelo Fluxo de Caixa elaborada pelos especialistas do Moip. Com ela, você conseguirá obter melhor controle financeiro do seu negócio e, consequentemente, poderá focar em estratégias de vendas mais assertivas. Clique no botão abaixo e baixe gratuitamente:

 

 

#4 Saber gerir os custos é essencial:

A gestão de custos tem papel fundamental na manutenção da saúde financeira de uma empresa. Afinal, os custos têm impacto sobre várias atividades, como a formação de preços e a elaboração do orçamento empresarial e, por isso, devem ser levados a sério quando falamos em como administrar finanças em um e-commerce.

Para começar, é preciso ter em mente que os custos dividem-se em variáveis e fixos. Os primeiros são aqueles relacionados ao que é gasto para comercializar o seu produto ou serviço, como impostos sobre mercadoria e comissão de vendedores, por exemplo. Já os segundos dizem respeito aos gastos recorrentes, como pagamento de contas, de fornecedores e de funcionários.

Sabendo disso, faça sempre um registro de todos os gastos do seu e-commerce. Com esse controle, você conseguirá identificar investimentos desnecessários ou outros pontos que mereçam uma atenção especial para resultarem em mais qualidade e, é claro, em mais vendas.

Uma boa forma de manter tudo sob controle é estabelecer um calendário mensal e, por meio dele, acompanhar as informações que influenciarão nas suas tomadas de decisões. Imagine, por exemplo, que os custos não estejam sendo calculados corretamente e o preço do produto que você comercializa esteja abaixo ou acima do que deveria estar. Nos dois casos há problemas: se o preço não está pagando pelos custos, você está tendo prejuízo. Já se ele estiver acima do que deveria, pode não ser competitivo em relação aos concorrentes.

Sobre isso, inclusive, temos mais uma recomendação: um e-book que preparamos com dicas valiosas para ajudar a reduzir os custos do seu e-commerce. Clique no botão a seguir e leia mais sobre como reduzir seus custos:

 

#5 Investir em tecnologia é um bom negócio:

Gerenciar as finanças do e-commerce não é tarefa fácil, mas o empreendedor não precisa fazer isso sozinho. Atualmente, existem várias soluções automatizadas que podem apoiá-lo neste desafio. Um exemplo são os softwares que oferecem funcionalidades que facilitam a gestão de custos, o fluxo de caixa e a análise sobre o panorama do negócio.

Assim, ninguém precisa passar horas preenchendo planilhas ou gerenciando a empresa com lápis e papel na mão. No caso dos e-commerces, por exemplo, os sistemas de pagamento online podem simplificar a rotina, já que com eles é possível unificar os dados sobre as transações, tornando mais fácil o controle financeiro.

Quando o assunto são as finanças do e-commerce, todo cuidado é pouco

Administrar as finanças de uma empresa pode ser trabalhoso, mas é essencial para manter a saúde do negócio e possibilitar seu crescimento. Por isso, é importante que o empreendedor dê atenção especial ao planejamento dessa área, que saiba separar as suas finanças pessoais daquelas da empresa, que entenda os conceitos e a importância da gestão de custos e que invista em tecnologia para apoiá-lo nessa administração. Dessa forma, fica muito mais fácil gerir os recursos e investir com segurança!

Esperamos que este artigo auxilie você sobre como administrar finanças do seu negócio e, consequentemente, faça ele crescer e se consolidar no mercado. Aproveitando, convidamos você a assinar a newsletter do Blog do Moip e continuar acompanhando as novidades do mercado de e-commerce.

Se tiver alguma dúvida ou quiser compartilhar alguma experiência sobre o assunto, deixe um comentário no espaço abaixo!

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