Por William Franklin

Marketplace é um modelo de negócio em ascensão que vem chamando a atenção de muita gente dentro e fora do território nacional. No Brasil apenas em 2012, as vendas dos marketplaces atingiram cerca de 7 bilhões de reais, estima-se que o faturamento até 2018 consiga bater os R$ 115 bilhões, um crescimento de 130% só nesse período. Números muito significativos, não concorda?

Com uma proposta muito similar à de um shopping físico, esse modelo de negócio surge para unir forças e otimizar o marketing, campanhas e promoções.

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Abastecido de forma colaborativa, é conhecido por conectar diretamente cliente e fornecedor, onde ambos têm a possibilidade de conseguir valores mais acessíveis e uma maior margem de lucro.

Um ótimo negócio para quem está começando, ao fechar parcerias com marketplaces, pequenas empresas conseguem unir forças com marcas já escaladas, o que diante de um cenário altamente competitivo pode ser o empurrãozinho necessário para a visibilidade e construção da cartela de clientes.

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A monetização acontece a partir de um percentual acordado sobre as transações realizadas que são processadas pelo operador do marketplace.

Existe uma grande diferença entre abrir um marketplace e vender em um. Fazendo parte de um marketplace você se torna um lojista, onde fica responsável apenas pelos seus preços e promoções se beneficiando da estrutura.

Quando pensamos em abrir um marketplace, as responsabilidades são diferentes e existem pontos importantes que todo empreendedor que pensa em investir nesse modelo de negócio precisa se atentar. Se esse é o seu caso, acompanhe o nosso post e fique por dentro de todas as peculiaridades e desafios que esse modelo de negócio possui.

Crescimento sustentável

Todo empreendedor busca estruturar o seu negócio e vê-lo funcionando o quanto antes, porém buscar um equilíbrio entre oferta e demanda é fundamental para o crescimento do seu negócio. Os clientes só sentirão interesse pelo serviço se houver variedade de ofertas. Já os fornecedores buscam oportunidades de crescimento onde existe um mercado a ser explorado.

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O grande ponto é gerenciar o crescimento do seu negócio para evitar sustos e filtrar os problemas. Conheça agora alguns tipos de marketplaces bastante aderentes:

Associações / sindicatos

Quando um sindicado toma a iniciativa de ajudar os associados, surge uma possibilidade de crescimento. Os Marketplace de associações e sindicatos existem para usar da força e credibilidade que já possuem para vender produtos, em geral de nichos, já que grande parte dos associados estão voltados a um único segmento, assim, o sindicato possibilita que uma pequena indústria limitada de investimentos consiga desenvolver o seu negócio.

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Franquias

Uma grande preocupação entre as franquias é de não promover o conflito de canais aos seus associados nas lojas físicas.

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Para evitar esse atrito, as franquias oferecem a possibilidade para que todos os seus franquiados consigam oferecer os seus produtos no mesmo projeto de e-commerce. O e-commerce descentralizado, resolve essa solução quando todos os franqueados são privilegiados.

Marcas/Indústrias

Esse modelo bastante aderente de marketplace, surge quando indústrias responsáveis por inúmeras marcas, decidem agrupa-las em um único modelo de e-commerce. marketplaceFonte: Slideshare E-commerce Brasil

Essa atitude, facilita a gestão, possibilitando uma visão geral da performance comercial de todas as suas marcas, fazendo com que cada marca some relevância à principal.

Lojas Multi Setores

Esse é o caso de um empreendedor que pensa no marketplace como uma oportunidade de agrupar lojistas de diversos setores e segmento de produtos, proporcionando aos consumidores uma experiência muito próxima ao ambiente físico.

 

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Oferecer um Split de pagamento diferenciado com um único checkout se torna fundamental para esse modelo de maketplace.

Setorizados

Esse segmento é composto por um único segmento de produto. Embora a concorrência entre os vendedores seja mais aparente, já que todos pertencem a um mesmo nicho de mercado, ao mesmo tempo surgem grandes oportunidades. Ganhar relevância, propriedade dentro de um segmento específico pode ser muito importante para escalar um negócio, e é justamente nesse ponto que os marketplaces setorizados se beneficiam.

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Fonte: Site E-commerce Brasil

Conheça agora algumas diferenças entre marketplaces B2B e B2C:

Políticas comerciais

Normalmente no marketplace B2C, todos os consumidores se beneficiam da mesma política comercial onde o modelo comercial de pagamento é único. O cliente final tem a possibilidade de pagar com o boleto à vista ou cartão de crédito e mesmo com o split financeiro, o produto fica disponível para pagamento de diversas formas sem alterar o preço final, podendo assim, padronizar as opções de pagamento a todos os demais clientes.
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Já no modelo B2B existem algumas complexidades. Se você pensa em abrir um marketplace saiba que se faz necessário uma tecnologia bastante robusta para atender esse modelo de negócio. As indústrias normalmente vendem com boleto a faturar e diferente do varejo, não pode ser padronizado, cada empresa possui suas particularidades. Alguns pontos como análise de crédito e um checkout onde o boleto a faturar seja personalizado às necessidades da empresa, são fundamentais para que o negócio se torne palpável.

Limite de produtos

No marketplace B2B se faz necessário um limite mínimo de produtos para justificar a lucratividade da operação. Existe também uma tabela de preços distinta para cada produto e perfil de clientes, definidos de acordo com o volume do pedido. Bem diferente do varejo onde não são feitas exigências de quantidade de produtos e não existe variação de preço.

Impostos

O Brasil possui particularidades na tributação dos impostos como o ICMS que precisam ser gerenciados quando se pensa em abrir um marketplace.

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Ao finalizar uma compra em um marketplace B2B é importante disponibilizar o cálculo de substituição tributária, levando em consideração a origem do produto e onde esse cliente está. Não é possível simplesmente copiar o modelo varejista e replicar para o atacado pois existem diferenças cruciais que necessitam de atenção para evitar dores de cabeça no futuro.

Conhecer todas as particularidades desse modelo de negócio, possibilita um planejamento mais assertivo e focado em um crescimento sustentável. Ficou com alguma dúvida? Deixe seu comentário e assine nossa newsletter para receber todas as novidades diretamente da sua caixa de entrada.

Comentários

  • rodolfo

    Realmente criar um marketplace parece ser uma opção bastante interessante e desafiadora.
    Minha maior dificuldade em entender esta questão é no fator financeiro, questões como cobrança do cliente, envio de valores ao lojista parceiro e impostos são bastante difíceis de se esclarecer, não encontrei materiais a respeito.

    • laercionicolau

      Oi, Rodolfo.
      Eu acho que as suas primeiras dúvidas estão relacionadas ao sistema de split de pagamento, e nisso o Moip é expert!
      Nossas ferramentas de Mkt Place fazem toda essa divisão entre você e o lojista, manda um e-mail para nossa equipe e podemos te ajudar mais com esse assunto: marketplace@moip.com.br
      Ahhh, aqui no nosso site você também consegue ter uma ideia do que podemos fazer pelo seu projeto: https://moip.com.br/solucoes-marketplace/

      ABRAÇÃO E SUCESSO! 😉

  • Pingback: O que é split de pagamento? - MoIP()

  • Herbert Stanley Finger

    Bom dia, a minha dúvida está na questão dos impostos em torno do split de pagamento. É tributado do marketplace ou somente do logista? Quando o MOIP faz a transferência para o logista há tributos ou somente os tributos que o logista já paga de acordo com o produto? OBS: Para B2C.

    • Thiago Maboni

      Olá Herbert! Obrigado pelo comentário. O Moip emite notas fiscais das taxas que cobramos no split de pagamentos, ele recebe as notas mensalmente no e-mail cadastrado aqui com a gente. Não é cobrado nada de imposto dele em relação a isso.
      Quanto a tributação dele nós não temos acesso a essas informações, é preciso que ele consulte um advogado.
      Abraços e sucesso!