Como o checkout transparente impacta diretamente o seu negócio

O momento atual do setor de e-commerce é de muita competitividade, o que vem impulsionando a demanda por recursos que promovam uma boa experiência aos consumidores. Para se ter ideia, somente em 2020, 13 milhões de brasileiros realizaram sua primeira compra online. Apesar de ser um mercado promissor e em constante crescimento, é fundamental estar atento a soluções que destaquem o empreendimento da alta concorrência, como é o caso do checkout transparente. 

Se você tem dúvidas sobre o conceito, ele consiste basicamente no processamento do pagamento de um e-commerce realizado dentro do próprio site, ao contrário do processo padrão que redireciona para outra plataforma, gerando desconfiança e insatisfação, o que acaba por afastar clientes. 

Aliás, essa não é uma tarefa difícil. Para se ter ideia, conforme pesquisa da Ve Interative, a taxa média de abandono de carrinho no Brasil é de 83%. Ou seja, se a sua loja virtual não estiver bem preparada, no que envolve o checkout, as chances de perder consumidores para a concorrência é grande. 

Como a falta de um checkout transparente afeta as vendas de um negócio

Imagine que você está navegando em um e-commerce e, ao finalizar a compra e ir para o carrinho, precisa preencher um formulário extenso ou é direcionado para uma página que já não faz parte da loja. Muito provavelmente, iria se questionar sobre a questão, ou mesmo desistiria do site, concorda? 

Pois é justamente isso que acontece com grande parte dos consumidores. Nesse contexto, a falta de um checkout transparente pode acarretar negativamente em diferentes aspectos. Alguns deles são:

Desconfiança da credibilidade e segurança da loja: por mais que as pessoas estejam cada vez mais acostumadas ao universo online, é muito comum que desconfiem de sites onde os processos não são bem claros, o que desfavorece a vontade de se tornar cliente;

Maior abandono de carrinho: se a taxa de abandono de carrinho já é grande entre os consumidores, quando um e-commerce deixar de investir em um checkout transparente, o qual impacta diretamente no receio sobre a segurança dos dados pessoais, ela tende a se tornar cada vez maior; 

Experiência ruim do cliente: nunca foi tão importante priorizar as percepções dos consumidores como nos dias de hoje. Afinal, a concorrência só aumenta, na mesma medida em que as exigências por uma ótima experiência acompanham essa tendência. Se uma loja virtual não tem isso em mente, a satisfação dos seus clientes fica comprometida;

Baixa conversão de vendas: ao se oferecer uma boa experiência de compra, automaticamente o abandono de carrinho é minimizado e as conversões de vendas aumentam. Ou seja, isso significa lucratividade.

Como o Moip potencializa os processos de pagamento do seu negócio

O Moip foi pioneiro na tecnologia de checkout transparente e trouxe essa inovação para o mercado. O sistema oferece a opção de integrar diretamente o seu site por meio da própria API ou das plataformas parceiras. Isso significa uma melhor experiência para o seu cliente e maior conversão para o negócio. Para saber mais sobre a solução, entre em contato com a nossa equipe.

Nova call to action

Por que o split de pagamento transacional é ideal para o meu marketplace?

Os marketplaces são conhecidos por proporcionar flexibilidade aos consumidores e vendedores, o que se estende para os meios de pagamento. Além da necessidade de satisfazer os clientes quanto à facilidade e comodidade no checkout, as plataformas precisam receber as taxas cobradas dos lojistas, na mesma medida em que estes esperam pelo montante devido de forma rápida, organizada e confiável. Nesse cenário, o split de pagamento transacional pode ser uma boa solução, já que esse processo se torna totalmente automatizado.

Essa ferramenta permite aos marketplaces dividirem uma mesma transação em diversos pagamentos de forma automática, em tempo real e sem a necessidade de intermediadores. Ou seja, a gestão dos valores a serem recebidos pelas partes envolvidas, bem como os processos em si passam a ser realizados com mais eficiência, precisão e agilidade. 

Os splits de pagamento são divididos em pós transacional e transacional. O primeiro modelo é possível apenas para transações com cartão de crédito e pode ser realizada dentro de um período de 20 dias se o marketplace possuir um regime padrão de pagamentos, o segundo realiza o comissionamento e repasse automaticamente para os agentes da transação, excluindo a figura do marketplace como agente de pagamento.

Split de pagamento e marketplace: um caminho menos complexo para realizar a divisão de pagamentos

Segundo a Ebit|Nielsen, o mercado de marketplace cresceu 52% em 2020, o que gerou um faturamento de R$72,3 bilhões para o segmento. As plataformas estão se tornando cada vez mais robustas, envolvendo um número grande de lojistas, o que por sua vez gera a necessidade de organizar a gestão de processos. Entre eles estão os relacionados à dinâmica de divisão de pagamentos entre os marketplaces e as marcas que lá se encontram.

É dentro dessa realidade que o split de pagamento pode ajudar. Trata-se de uma ferramenta que tem grande valor, tanto para as plataformas de produtos quanto de serviços. Veja nessa representação como ela funciona na prática:

Isso, atrelado a criação de regras personalizadas, coloca o split de pagamento como um recurso que melhora as etapas de compra, gerando mais inteligência e redução de tempo gasto por empreendedores em processos administrativos. 

Entre os benefícios a destacar estão: evitar bitributação, integração mais simples para lojistas, melhor organização de recebimentos e satisfação do cliente final.

As regras do split de pagamento

As regras e o modo de funcionamento do split de pagamento podem ser definidos pela empresa que administra o marketplace. Vale ressaltar que, para atrair cada vez mais vendedores e se tornar uma grande plataforma, é preciso estabelecer taxas e comissões por transação justas e satisfatórias para ambos os lados, conforme o modelo de negócios.

Normalmente, para marketplaces de produtos, a média de taxas de comissionamento fica entre 10% a 20%, variando conforme o ticket médio dos consumidores. Já quando se trata dos marketplaces de serviços, uma porcentagem adequada varia de 15% a 25%. Isso porque serviços geralmente têm uma margem de lucro maior em função de não haver necessidade de comprar produtos para revenda.

Outro aspecto a ser considerado pelos empreendedores é o estorno ou chargeback. Conforme o Art. 49 do Código de Defesa do Consumidor, qualquer pessoa possui o direito de se arrepender de uma compra pela internet e devolver o item comprado em até 7 dias. Se isso ocorre, o marketplace precisa devolver o dinheiro para o cliente.  Ao fazer o estorno, como o gateway já realizou o pagamento, cobrando uma taxa da plataforma, o custo normalmente fica em cerca de 3,5% do valor do produto ou serviço. 

Como esses encargos são inevitáveis, o gestor da plataforma deve decidir quem deverá arcar com os mesmos. Geralmente, o custo é dividido entre marketplace e vendedor. No entanto, é possível ao operador do marketplace arcar com a despesa sozinho, oferecendo como um dos diferenciais. 

Com a evolução do varejo online, os vendedores podem alcançar mais pessoas e contar com processos menos complexos, elemento importante para fazer com que as empresas cresçam.  

O Moip é uma plataforma de serviços financeiros pensada para ajudar varejistas a facilitarem seus processos de pagamento com segurança e inteligência. Para saber mais sobre o split de pagamento e outras soluções, entre em contato com um dos especialistas.

Dicas e erros a evitar para configurar o split de pagamentos em sua empresa

Com o aumento considerável no número de marketplaces, aplicativos de serviços e demais plataformas que envolvem diferentes fornecedores, a escolha de um bom produto de split de pagamentos é cada vez mais necessária. Afinal, trata-se de uma ferramenta que facilita o processo tanto para os gestores dos sistemas quanto para quem os utiliza como vendedor ou cliente, e precisa ser sólida e confiável para todos.

Apesar de saber da importância do produto, é comum que os empreendedores deixem de aproveitá-lo completamente , em função de alguns problemas de configuração e implantação.

 Este artigo,  pode te ajudar com dicas e o que fazer para evitar erros  ao utilizar o split de pagamentos em seu negócio. Assim, você vai aproveitar ainda mais benefícios da ferramenta.  Confira!

Como utilizar o split de pagamento da melhor maneira

De modo geral, o split de pagamento permite que o pagamento que os consumidores fizeram para um ou mais vendedores, com ou sem comissão para o marketplace, seja dividido no ato da transação da maneira combinada entre as partes envolvidas.

A partir da autorização pelas instituições bancárias, o recurso faz a divisão dos valores de forma automatizada, conforme as regras determinadas pelos gestores. Veja algumas dicas de como garantir que o split de pagamento funcione corretamente para seu e-commerce:

– Mantenha atualizados todos os dados de fornecedores, vendedores, franquias e demais envolvidos, de forma com que ambos possam receber corretamente;

– Utilize o split de pagamento para seguir em conformidade com a regulamentação do Banco Central (BACEN) para os marketplaces, pois com o uso da ferramenta se elimina o fluxo financeiro da gestão do negócio;

– Saiba que a tecnologia de split de pagamento é indicada para qualquer tipo de empresa cuja gestão financeira envolve mais de um recebedor, independentemente de formato, segmento ou nicho. O que vale, neste caso, é o modelo de negócio.

Trata-se de um recurso simples de ser implantado, na mesma medida em que traz automatização e otimização dos processos de pagamento, gerando organização, agilidade e satisfação para todos os envolvidos na compra e venda.

Erros a serem evitados com o split de pagamento

Por si só, o split de pagamento segue a premissa de gerar menos erros possíveis. Porém, como citamos, a má configuração pode atrapalhar o seu funcionamento. Os principais erros a evitar são:

Configurar além da porcentagem indicada

As regras de divisão são configuradas por pedido. A divisão pode ser feita: 

1) por meio de um valor percentual de 0 a 100% (exemplo: 20%);

2) por meio de um valor fixo (exemplo: R$5,00).

Não incluir corretamente os dados de fornecedores e vendedores

A inserção de informações corretas sobre os vendedores e fornecedores é um fator básico para o bom funcionamento do split de pagamento. Do contrário, por mais que o sistema realize os processos automaticamente, torna-se impossível finalizá-los. Na prática, os procedimentos de repasse podem ser interrompidos.

No entanto, ao contar com uma solução eficiente como a do Moip, caso ocorram falhas é possível acionar o time de integração, o qual prontamente presta suporte ao cliente. Apoiamos as empresas na otimização de seus processos de pagamento, estando dentro das diretrizes do Banco Central. 

Para saber mais sobre os nossos serviços, entre em contato com um de nossos especialistas.

Gestão de riscos e antifraude para marketplaces: por que é importante adotar

Riscos sempre fizeram parte do mundo dos negócios. No entanto, com a constante digitalização e grande procura por compras online, novos tipos de brechas podem afetar os lucros e, principalmente, a segurança. E isso interfere na empresa e também nos consumidores. Para evitar essas vulnerabilidades, como é a sua gestão de riscos atualmente?

Como o material criado pelo PagSeguro destaca: “a insegurança ainda é presença constante na vida de quem escolhe vender pela internet, afinal, as fraudes, invasões de conta e roubos de dados continuam sendo um risco muito grande, representando prejuízos consideráveis para o e-commerce.”

Por isso, vamos ajudar você a entender como a gestão de riscos e antifraude em espaços online é necessária. Acompanhe!

Por que uma gestão de riscos é necessária no comércio online 

Com a necessidade de contar com processos seguros nos marketplaces, a gestão de riscos é uma abordagem que deve ser considerada pelas empresas o quanto antes. Quem escolhe vender pela internet, acaba se arriscando a ser vítima de fraudes, invasões e até mesmo roubo de dados, o que pode acarretar em grandes prejuízos.

Diferente do ambiente físico, o varejo online (ainda mais agora do que anos atrás) possui diversos players e intermediários, como marketplace, site, redes sociais, etc. Em muitos casos, o que acontece é que as empresas não possuem times dedicados de análise de riscos e prevenção a fraudes, contando com os serviços que as plataformas oferecem.

Isso provoca a necessidade de pensar sobre a importância da gestão de riscos que é adotada, já que se trata de uma estratégia que pode criar caminhos a serem seguidos em diversas situações. Dessa forma, é preciso saber sobre os impactos que o e-commerce pode sofrer para que as estratégias de prevenção e detecção de fraudes sejam adotadas.

É válido considerar que as ameaças no ambiente virtual não são visíveis quando comparadas com uma loja física. Enquanto na loja física o cliente e o cartão estão presentes em sua frente, na virtual eles estão atrás da tela do computador, aumentando a exposição e a necessidade de conhecer melhor o cliente e as características da transação.

Principais riscos em marketplaces para ficar atento

Embora seja impossível a redução das ameaças a nível zero, é possível identificá-las, avaliá-las e traçar estratégias para que causem menos impactos. Nesse sentido, é preciso focar em, sobretudo, minimizar os prejuízos que essas situações podem causar, garantindo mais segurança para quem compra e para o crescimento da empresa.

Em relação a isso, algumas das condições em que um negócio pode ser submetido, ao se ver vulnerável a ataques virtuais, são: indisponibilidade da loja, perda da confiança dos clientes, problemas na transação em operações de venda, queda significativa de taxa de conversão e na reputação da marca.

Por isso, é importante se manter atento aos principais riscos em um marketplace, como:

  • Invasão e comprometimento de dados;
  • Chargebacks;
  • Abusos;
  • Inadimplência;
  • Golpes, fraudes e extorsões.

Vale lembrar que não são apenas lojas online que vendem produtos caros ou de marca renomada que estão sujeitas aos riscos. Lojistas que possuem faturamento de baixo a médio também não estão livres de ameaças, podendo, inclusive, serem usados, sem saber, para teste de cartões (para saber se estão válidos e ativos).

Fraudes mais comuns em produtos do e-commerce

É de se esperar que alguns produtos sejam mais cotados por fraudadores e ameaças virtuais. Provavelmente, o motivo para que estejam na lista dos mais comuns de sofrerem fraude seja a revenda relativamente fácil no que diz respeito ao mercado. Por exemplo, um celular possibilita mais facilidade de ser revendido do que um móvel.

Para ilustrar alguns dos tipos de produtos mais visados por fraudadores, temos: eletrônicos, celulares, jóias, bebidas, games, vestuários, entre outros no qual tenham uma revenda mais rápida.

Por que você deve investir na gestão de riscos e antifraude 

A importância para que marketplaces garantam um ambiente seguro e operante está justamente em evitar as chances reais de perda de negócios e de ter sua imagem comprometida.

Segundo o Mapa da Fraude 2020, publicado pela Clearsale, no Brasil houve incidência de R$3,6 bi em tentativas de fraude. Além disso, em 2020, setores de e-commerce, mercado financeiro, vendas e telecomunicações foram vítimas de 403 tentativas de fraude por hora ou 7 tentativas por minuto.

Além disso, ao realizar uma boa gestão de riscos, que é essencial para negócios de todos os segmentos, é possível:

Oferecer mais segurança quanto aos dados dos clientes

Os ativos mais importantes em uma loja virtual são os consumidores. E cada vez mais os ataques virtuais têm predominado em capturar informações sobre os clientes. Isso afeta diretamente a credibilidade do e-commerce, influenciando ainda mais na insegurança de compradores em relação a realizar compras online.

Impactar os indicadores de performance da empresa

Chargebacks de fraude impactam diretamente a saúde financeira da empresa, criando instabilidade no fluxo de caixa e resultando em prejuízos. No entando, ao identificar e conhecer as ameaças, é possível prever os meios de ataques. Isso possibilita um melhor preparo para o enfrentamento, por meio da gestão de riscos.

Gerenciar melhor as operações e otimizá-las

Ao investir em uma eficiente gestão de riscos e antifraude, torna-se possível otimizar as operações da loja. Isso porque, ao controlar melhor as ameaças e ter noção dos perigos ao redor, os sustos que podem ocorrer durante a atuação do negócio são minimizados, o que confere aos gestores maior tranquilidade, produtividade e eficiência.

Defesa contra inadimplência dos sellers

Contar com processos seguros nos marketplaces exige também uma boa gestão de risco contra a inadimplência de sellers. Um exemplo disso são aqueles que não possuem capital de giro para atender a demanda de venda e solicitaram a antecipação do pagamento das vendas realizadas. Então, ele usa esse dinheiro para comprar, posteriormente, os produtos que vendeu.

No entanto, nada garante que ele vai enviar o produto para o consumidor. Caso isso não ocorra, o comprador vai abrir um processo de chargeback para pedir o dinheiro de volta, já que não recebeu o que comprou.

Assim, acaba comprometendo não só o faturamento do marketplace em si, como também a organização do negócio, já que ele precisa devolver o valor de um produto que não foi entregue, porém, o saldo já foi adiantado para o seller.

Uma forma de tratar este risco é investindo em uma gestão que crie gatilhos de venda no início da vida do seller, determinando um volume X para as vendas. Isso permite testar o comportamento do lojista quanto à inadimplência desse tipo.

Concluindo…

Por fim, entender como o marketplace está sujeito a fraudes e precisa de uma boa gestão de riscos é o primeiro passo rumo à garantia de mais segurança. O segundo, portanto, é sobre o quanto você está disposto a investir e ter seu negócio protegido.

O Moip tem o objetivo de ajudar você a reduzir não só as transações fraudulentas como também as complexidades na hora de realizar a gestão de riscos.

Com experiência no mercado, além de expertise em promover processos de qualidade para grandes clientes do país, o Moip oferece a você gestão de riscos para seller e compradores,  além da possibilidade de resolver tudo em um só contrato. Conheça agora mesmo a solução de pagamentos mais completa para a sua empresa!

Como usar a recorrência para aumentar as vendas de ticket médio mais alto no seu e-commerce

Se há um nicho dentro do comércio eletrônico que está em plena expansão é o clube de assinatura: o segmento pulou de 300 empresas em 2014 para 4 mil em 2020, somando um faturamento de R$ 1 bilhão. Com base no modelo de pagamento recorrente, essa oferta contínua de produtos e serviços garante a sustentabilidade do negócio. Porém, você sabia que pode usar essa recorrência para aumentar as vendas de outras mercadorias do seu e-commerce?

É isso mesmo. Um clube de assinatura online não precisa restringir suas entregas, necessariamente, aos pacotes fixos. Ele pode disponibilizar aos clientes ou futuros clientes produtos e serviços de maneira avulsa, como uma forma de apresentar a marca para quem ainda não conhece ou proporcionar diferentes experiências para quem já conhece, mas não provou tudo o que sua loja online oferece.

Usando esse artifício é possível expandir as vendas e ampliar os ganhos do e-commerce, especialmente se trabalhar com um portfólio mais refinado e de ticket médio mais alto nas vendas avulsas. Siga com a gente e veja as dicas que separamos para ajudar você a usar a recorrência para aumentar as vendas do seu clube de assinaturas.

O que é pagamento recorrente

Sei que já falamos aqui no blog sobre pagamento recorrente, também chamado de venda recorrente ou compra recorrente. Clicando aqui você vai encontrar um artigo completo sobre o assunto. No entanto, é sempre bom fazer uma revisão rápida sobre o assunto, para não ficar nenhuma dúvida sobre o que estamos falando.

O pagamento recorrente é aquele feito por um período determinado, que pode ser mensal, bimestral, semestral, entre outros, conforme o tipo de serviço ou produto oferecido. O comprador, ao concordar com a recorrência na primeira compra, terá que fazer os pagamentos de acordo com a periodicidade estipulada.

Para o objetivo do nosso texto, o clube de assinaturas é o melhor exemplo de recorrência, mas a venda recorrente acontece em diversos tipos de produtos ou serviços, como nos planos das operadoras de internet, nas assinaturas de streamings, nas mensalidades de colégios e até nos contratos de academias. 

Inclusive, para auxiliar você a ampliar esse modelo no seu e-commerce, elencamos 5 práticas que vão ajudar, e muito, em todo o processo. Confira:

1 – Desenvolva perfis para os consumidores

Classificar os consumidores possibilita fazer uma comunicação mais eficiente e barata. Você pode começar pelo básico: idade, gênero, localização, ticket médio, total comprado, data da última compra, qualidade das compras, entre outros. Só lembre de, ao reter determinados dados, pedir a permissão do usuário, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

2 – Defina uma rotina de comunicação geral e categorizada

Estabeleça uma frequência e escolha por quais mídias seus clientes serão abordados. Com os dados em mãos, crie uma agenda de comunicação com todas as mídias disponíveis para sua realidade. Faça uma programação que intercale mensagens gerais com aquelas baseadas na classificação do público, pois isso ajuda a manter a audiência ativa e melhora os índices de qualidade.

3 – Categorize seus produtos a fim de ter filtros cada vez mais específicos

Categorizar os produtos auxilia na criação de landing pages mais efetivas, aumentando a assertividade da comunicação com grupos de clientes mais específicos.

4 – Estimule a recompra

Como é de conhecimento de grande parte dos empresários, a aquisição de um novo cliente é um processo mais caro que a manutenção e fidelização daqueles que estão ativos. Por isso, desenvolver ações de relacionamento com os clientes que você já tem reduz os custos gerais e aumenta o lifetime value. Por isso, parte da comunicação deve ser voltada a esse relacionamento, dando um estímulo, como um desconto ou um brinde, para que o cliente entre na recorrência.

5 – Tenha um pós-venda ativo

Na venda presencial, saber sobre a satisfação do cliente é instantâneo, pode ser feita na loja mesmo. Já no e-commerce, esse processo é um pouco mais delicado e precisa de atenção. Muitas lojas online, assim que registram a entrega de um pedido, já mandam e-mail pedindo uma avaliação do processo, para verificar se tudo correu bem. E se, por acaso, recebem uma reclamação antes da finalização do processo, destacam alguém para resolver a situação. Isso cria uma relação de confiança que o faz lembrar de você na próxima necessidade de compra.

Agora que refrescamos a memória sobre o que é o pagamento recorrente e vimos algumas dicas para consolidar o modelo no e-commerce, vamos ao assunto principal do nosso artigo.

Como usar a recorrência para aumentar as vendas

A prática de oferecer um produto ou serviço complementar no encerramento de uma venda é comum no dia a dia do comércio, certo? A iniciativa de ofertar mercadorias avulsas relacionadas a um clube de assinaturas segue o mesmo princípio, só que aqui a ideia é selecionar itens especiais, que podem ou não fazer parte de um pacote e geralmente têm um ticket médio mais elevado.

Para entender melhor, vamos a um exemplo. Digamos que você tenha um clube de vinhos e entregue, todos os meses, 4 garrafas na casa de seu assinante, que são selecionadas conforme o perfil que ele preencheu no momento da assinatura. Porém, para instigar os apreciadores da bebida, seu e-commerce também faz o lançamento de novos rótulos ao longo do ano, mas que somente entram no catálogo dos kits após 12 meses. Até lá, esse produto fica disponível para venda avulsa, só que pelo preço normal, um pouco mais alto do que seria pelo clube, pois se trata de algo novo.

Essa é uma das formas de usar a recorrência para aumentar as vendas de produtos ou serviços com ticket médio mais alto no seu e-commerce, mas não é o único. Aqui, separamos mais alguns exemplos que podem ajudar você a ter boas ideias no seu negócio. Veja:

1 – Diferente de um lançamento que vai entrar no catálogo dos kits depois, como o vinho do nosso exemplo, você também pode trabalhar a venda avulsa de um lançamento que não vai entrar para os pacotes do clube, como um lançamento exclusivo da loja online. Para chamar a atenção dos associados para um produto mais caro, no entanto, é preciso oferecer alguma vantagem, como um desconto em relação a quem não faz parte do clube.

2 – Para quem trabalha com clubes de alimentos, uma alternativa de como usar a recorrência para aumentar as vendas de produtos de ticket médio mais alto é, em alguns momentos e para alguns clientes selecionados de acordo com o perfil, que citamos antes, oferecer amostras de itens específicos. E, claro, apresentar o catálogo do e-commerce com as opções que ele pode comprar para abastecer a cozinha.

3 – Abra a possibilidade do associado trocar ou incluir um novo produto no seu kit padrão. Por exemplo, no mês de aniversário dele, você informa que ele pode incluir um item diferente no kit, sem custo extra. Essa é uma forma de você conhecer melhor os gostos e desejos do seu cliente e abre a possibilidade de oferecer outros produtos avulsos do e-commerce para ele.

4 – Pense em promoções voltadas exclusivamente para os membros do clube de assinatura. Lembre-se que, na maioria dos casos, uma pessoa opta por esse tipo de compra recorrente porque quer um tratamento diferenciado, afinal, fazer parte de um clube a torna membro de uma comunidade, de algo especial. Então, quanto mais você fizer ela sentir isso, mais ela vai se integrar e querer participar, o que significa, também, adquirir os produtos que são oferecidos. Se for algo pensado de modo exclusivo, é melhor ainda.

Esses são alguns exemplos que podem ser aplicados nos mais variados tipos de clubes de assinaturas, desde vinhos e alimentos, como citamos, até produtos de beleza e livros. O mais importante, na verdade, é conhecer a fundo seus clientes e entender quais são seus desejos e necessidades.

Não esqueça de oferecer uma solução de pagamentos eficiente!

Trabalhar com pagamento recorrente no e-commerce exige uma ferramenta de cobrança adequada, como a solução de pagamentos do Moip. Com ele, você cria planos personalizados, faz a gestão de clientes, controla as finanças e até recupera pagamentos. Para saber mais, acesse nosso site ou entre em contato com a gente. Nossa equipe está pronta para atendê-lo e tirar suas dúvidas.

LGPD e e-commerce: entenda o que muda para o comércio eletrônico com a nova lei

A expectativa da maioria dos empresários era que, por conta da pandemia do coronavírus, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) fosse adiada para 2021. Só que isso não aconteceu e ela entrou em vigor em setembro de 2020. Com isso, as empresas precisam agilizar o seu processo de adequação interna. Porém, na prática, quando o assunto é LGPD e e-commerce, quais são as medidas a serem tomadas?

É para responder essa pergunta e tirar outras dúvidas sobre essa nova legislação que estamos aqui. Então, siga com a gente e entenda tudo o que precisa ser feito para o seu e-commerce ou marketplace não sofrer as penalidades previstas na LGPD.

Do que trata a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais

A LGPD veio para regulamentar o tratamento de dados pessoais de clientes e usuários por parte de empresas públicas e privadas em todo o território nacional. O objetivo dessa ação é proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade de qualquer cidadão, independentemente de etnia, cor, classe social, religião, gênero, entre outras características.

Segundo a lei, tratamento significa toda operação realizada com dados pessoais, como as que se referem a coleta, produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição, processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação, transferência, difusão ou extração.

Basicamente, quer dizer que as empresas vão precisar seguir novas regras na hora de coletar e usar as informações pessoais de seus clientes. A principal delas é que esses dados somente serão manipulados mediante o consentimento e a autorização explícitos dos usuários. Além disso, ainda é necessário deixar claro para qual finalidade os dados serão usados e como isso ocorrerá.

O que pode e o que não pode quando o assunto é LGPD e e-commerce

Diante do que falamos até aqui, já deu para perceber que a LGPD afeta diretamente os e-commerces e marketplaces, uma vez que os dados são a matéria-prima para as estratégias de marketing e vendas desses negócios, certo? Mas não encare isso como uma notícia ruim, não! Agora no início pode dar um pouco de trabalho fazer todas as adequações necessárias. Porém, depois, será possível colher os frutos desse ambiente mais transparente e seguro criado tanto para a empresa quanto para o cliente.

Só há um ponto que é totalmente desaconselhado: obrigar o cliente a ceder seus dados. Então, deixar um formulário com campos obrigatórios para exigir um consentimento geral está vetado. A nova lei proíbe a obrigatoriedade de informar dados pessoais para acessar serviços e produtos. Dados essenciais para o uso do serviço, como e-mail para fazer o login ou endereço para receber o produto, são uma exceção.

Mas se, por exemplo, o formulário de cadastro obriga o consumidor a colocar o estado civil para comprar, isso deve ser alterado para opcional ou ser retirado, pois não interfere diretamente no negócio. Da mesma forma, se o seu e-commerce ou marketplace tem um aplicativo gratuito, não será mais possível exigir que o usuário compartilhe a privacidade para acessar as funções do app.

Também é importante ficar atento aos Termos de Uso e à Política de Privacidade da sua empresa. Esses documentos continuarão sendo essenciais, mas, mesmo com todas as informações disponíveis neles, ainda será proibido forçar a aceitação do usuário no que diz respeito aos dados pessoais.

Como adequar o e-commerce à LGPD

Já que citamos os Termos de Uso e a Política de Privacidade, fazer a atualização desses dois documentos é um bom ponto de partida para começar a adequar o e-commerce ou o marketplace à LGPD. Desse modo, você pode deixar claro como o seu negócio está lidando com a nova lei e como vai ser feito o tratamento de dados a partir de agora, dando total transparência ao processo.

Outro procedimento que deve ficar mais claro é a utilização de cookies. Se você ainda não indicava o uso dessa ferramenta, agora precisa fazê-lo e também pedir a permissão do usuário para usá-la. É interessante que essa solicitação venha com explicações de como os cookies funcionam, assim pode ficar até mais fácil para o usuário dar uma resposta afirmativa.

Além desses procedimentos iniciais, ainda tem mais algumas medidas que precisam ser tomadas conforme os usuários avançam no relacionamento com o seu e-commerce ou marketplace. O que você precisa ter em mente é que, sempre que pedir para um cliente deixar uma informação no site, ela deve ser realmente necessária e precisa ser autorizada.

Para que nada passe batido, fizemos um checklist com o que você precisa implementar no seu e-commerce para se adequar à LGPD:

  • Criar uma autorização para tratamento de dados pessoais separada das outras cláusulas contratuais. Será mais um documento que precisará ser aceito pelo usuário;
  • Incluir na autorização se os dados pessoais serão transmitidos para outras empresas, mesmo que coligadas ou pertencentes aos mesmo grupo econômico;
  • Fazer um pop-up de consentimento na hora de finalizar o pedido ou o cadastro de um cliente. Informar que os dados serão coletados e processados para questões de faturamento é suficiente;
  • Pedir a autorização para se comunicar com o usuário por e-mail, SMS e WhatsApp e lembrá-lo, sempre que enviar uma mensagem, que ele já autorizou tal ação. No entanto, é importante disponibilizar uma opção para que usuário deixe de recebê-las quando desejar;
  • Implementar uma estrutura para responder aos usuários que passarão a ter o direito de consultar qualquer empresa para saber se ela possui dados referentes a eles, quais são esses dados e como foram obtidos. As informações deverão ser repassadas via internet ou fisicamente, a critério do usuário;
  • Além da estrutura para responder, é preciso manter uma equipe para atender aos pedidos de exclusão, pois o usuário poderá requerer à empresa que exclua seus dados pessoais após a satisfação das obrigações (pagamento, entrega, troca, entre outros).

É importante ressaltar a necessidade de contratar um colaborador, ou fornecedor, com a autoridade para garantir a proteção de dados para sua empresa. Fica sob responsabilidade dessa pessoa, denominada Data Protection Officer, ou DPO, assegurar que todas as decisões tenham um embasamento legal e uma fiscalização assertiva. É ele quem deve fazer a ponte entre as empresas e a  Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), o órgão regulador da lei.

LGPD e e-commerce: fiscalização e penalidades

Paralelamente à nova legislação, também está sendo estruturada a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Entre suas funções está a de zelar pela proteção dos dados, elaborar diretrizes para a Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade e aplicar as penalidades em caso de tratamento de dados feito de modo ilícito.

Falando em penalidades, elas são bastante rigorosas, em especial para aqueles que forem reincidentes. Além de valores que podem desestabilizar qualquer fluxo de caixa, quem cometer uma falha prevista na LGPD terá que fazer um comunicado público sobre ela, ou seja, terá que expor o nome da empresa e explicar qual foi o problema que aconteceu.

Confira a lista completa das penalidades:

  • Advertência, com indicação de prazo para adoção de medidas corretivas;
  • Multa simples, de até 2% do faturamento da empresa, limitada a R$ 50 milhões por infração;
  • Multa diária, limitada ao teto de R$ 50 milhões;
  • Publicização da infração após devidamente apurada e confirmada a sua ocorrência;
  • Bloqueio dos dados pessoais a que se refere a infração até a sua regularização;
  • Eliminação dos dados pessoais a que se refere a infração;
  • Suspensão parcial do funcionamento do banco de dados a que se refere a infração pelo período máximo de 6 meses, prorrogável por mais 6 meses, até a regularização da atividade de tratamento;
  • Suspensão do exercício da atividade de tratamento dos dados pessoais a que se refere a infração pelo período máximo de 6 meses, prorrogável por igual período;
  • Proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas ao tratamento de dados.

As punições começam a ser aplicadas a partir de 1º de agosto de 2021. Então, por mais que o prazo para fazer as adequações tenha ficado curto, por enquanto o seu e-commerce ou marketplace não receberá uma multa ou qualquer outra pena. As advertências serão no sentido de educar e orientar a forma correta de implementar a LGPD.

Conte com a Wirecard

Em um primeiro momento, a LGPD pode parecer algo bastante complexo, mas, na verdade, ela é muito mais trabalhosa do que difícil, como vimos ao longo do texto. O que o seu e-commerce precisa fazer agora é montar um planejamento rápido e ágil para deixar tudo conforme exige a legislação. Se necessário, peça o auxílio de um advogado, assim, não haverá risco de algo ficar fora do padrão.

E, claro, conte sempre com o apoio da Wirecard, estamos aqui para continuar ajudando você com as melhores soluções de pagamento para o seu e-commerce e marketplace. Nossa equipe está sempre a postos para atendê-lo!

Como o open banking vai modernizar o sistema financeiro brasileiro

Em janeiro de 2018, entrava em vigor na Europa a diretiva PSD2, abrindo o sistema bancário da União Europeia e permitindo a criação de novos serviços aos consumidores, em um conceito conhecido como open banking. Desde então, uma cultura de inovação passou a tomar conta do sistema financeiro europeu, gerando novos produtos e dando mais autonomia aos clientes.

No open banking, os dados são propriedade do próprio cliente, e não mais dos bancos. Com isso, o consumidor pode autorizar o compartilhamento dos seus dados entre diversas instituições financeiras de acordo com seus interesses.

Para o Brasil, um país com sistema bancário extremamente concentrado no qual três entre dez pessoas não possuem uma conta bancária, o open banking surge como uma grande oportunidade de modernização. De fato, é algo extremamente disruptivo para o mercado brasileiro, estimulando a competitividade e oferecendo outras opções aos clientes.  A regulamentação do sistema adaptado à realidade brasileira já está em discussão no Banco Central, e os principais participantes estão avaliando os desafios estratégicos e operacionais. As novidades chegarão ao consumidor de maneira gradual nos próximos meses. Mas, afinal, por que essa ferramenta é tão importante para trazer o sistema financeiro do Brasil ao futuro?

Em primeiro lugar, o open banking representa uma mudança de cultura. Nos bancos e instituições financeiras, isso representa uma maior abertura a novos modelos de negócio. O ambiente bancário se torna mais dinâmico e a concorrência aumenta, melhorando a experiência do consumidor.

A inovação se torna, como na Europa, palavra-chave para as grandes empresas financeiras. Produtos tradicionais e pouco flexíveis não são mais atraentes ao consumidor num modelo de open banking. Portanto, inovar é sobreviver. Grandes bancos podem, por exemplo, fazer parcerias com startups para criar novos serviços de crédito e investimentos, um movimento muito comum na União Europeia.

Para um país marcado pela desigualdade, como o Brasil, o open banking dá ao cidadão mais autonomia e a capacidade de gerir melhor seu dinheiro. Por meio de um único aplicativo de gestão financeira, pequenos empresários ou profissionais autônomos conseguem ter uma visão geral da sua situação financeira, com as despesas correntes, investimentos, pagamento de contas e faturas, independente do banco ou instituição financeira onde cada uma dessas operações é realizada. No Reino Unido, grandes bancos como HSBC e ING já possuem seus aplicativos de gestão financeira em parceria com empresas de tecnologia e inovação, que têm acesso às informações financeiras dos clientes e organizam todos os dados em uma única interface.

O processo no Brasil vem sendo bem conduzido pelo Banco Central, e de maneira gradual. A instituição reguladora tem um papel central na definição de regras que beneficiem todos os players envolvidos e tragam segurança a esse novo ecossistema financeiro. Com esse tempo de maturação, bancos e instituições financeiras vêm realizando testes para a criação de sistemas seguros e criptografados, que evitem vazamentos de dados e fraudes. Vale ressaltar que o modelo brasileiro de open banking estará em plena conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

O open banking é um divisor de águas para a vida financeira dos brasileiros e para a Economia do país em geral. Ele representa mais concorrência, mais liberdade e autonomia, dando solidez ao mercado e incentivando as pessoas a cuidarem melhor do seu dinheiro. Para os grandes bancos, o momento é de pensar fora da caixa e se abrir a essa evolução.

Por Susanne Steidl, CPO da Wirecard

O que é pesquisa por imagem e como ela pode ser útil para o e-commerce

Que o uso da tecnologia transforma os hábitos dos consumidores online de forma constante não é nenhuma novidade para quem atua no e-commerce. Primeiro, os consumidores procuravam as lojas físicas. Em seguida, passaram a buscar os produtos que precisam na internet. Depois, começaram a fazer pesquisas a partir da voz e, agora, a pesquisa por imagem é a tendência da vez.

E é claro que, se os hábitos, comportamentos e preferências dos clientes mudam, cabe às lojas online se adaptarem a essas mudanças e oferecerem uma boa experiência aos seus compradores, seja qual for o canal escolhido por eles. É por isso que, atualmente, entender o impacto da pesquisa por imagem no e-commerce é tão importante.

Mas, afinal, o que é pesquisa por imagem?

Se uma imagem vale mais que mil palavras, a pesquisa por imagem evita que o consumidor precise usar palavras para encontrar aquilo que busca. E acredite, é isso que grande parte dos usuários quer. Pelo menos esse é o resultado de um estudo em que 74% das pessoas disseram que as pesquisas tradicionais em texto não são eficientes para ajudá-las a encontrar o produto correto na internet.

A pesquisa por imagem abre a possibilidade para que os usuários façam buscas a partir de imagens ou fotos tiradas pelas próprias câmeras. Imagine que você gostou do tênis que uma pessoa está usando no ônibus e quer saber qual é a marca e quanto custa para comprá-lo. Você pode perguntar para o passageiro ou, simplesmente, fazer uma foto do tênis e buscar o produto online.

Não é necessário pensar muito para ver como esse método pode ser muito mais eficiente do que a busca tradicional por texto. Afinal, quais seriam os resultados para “tênis preto e vermelho com uma listra vertical”, por exemplo? Provavelmente, não exatamente iguais aqueles que seriam encontrados com a pesquisa por foto e nem tão precisos.

É por isso que cada vez mais pessoas têm utilizado esse tipo de pesquisa para fazer suas buscas: além de mais rápidas, elas oferecem resultados mais próximos daquilo que os usuários esperam. E é aí que surge a oportunidade para que os e-commerces aproveitem essa nova tendência para ajustar as suas operações e aumentar as vendas.

Google Lens: mais uma prova de que a pesquisa por imagem é uma tendência

Outra prova de que a pesquisa por imagem da câmera é um método que veio para ficar e que já está impactando o e-commerce é que a gigante Google investiu em uma ferramenta exclusiva para isso: o Google Lens. Trata-se de um aplicativo em que os usuários podem fazer fotos ou usar uma imagem pronta de alguma coisa para encontrar mais informações sobre ela.

É possível tirar fotos de livros, cartazes de filme ou trechos de músicas para obter comentários e mais detalhes sobre as obras ou fazer pesquisa por imagem da câmera para encontrar endereço, horário de funcionamento e outros dados sobre um edifício. Além disso, com apenas um clique você pode fazer foto de uma planta ou animal e descobrir a raça ou espécie dele.

E é claro que a ferramenta também tem vantagens para o e-commerce. Com a foto de um produto, o usuário encontra o nome dele e as lojas online que têm o item disponível para compra. Com o código de barras isso também é possível, já que o Google Lens traz mais informações sobre o artigo e indica os e-commerces em que ele está sendo vendido.

Como a pesquisa por imagem pode beneficiar o e-commerce?

Quando as lojas online se adaptam à pesquisa por imagem, oferecendo uma boa experiência para os consumidores que optam por esse tipo de busca, elas têm resultados mais positivos. Prova disso é a pesquisa divulgada pela Slyce, empresa especializada em busca e reconhecimento visual, que mostra alguns números de e-commerces já preparados para essa tendência.

De acordo com o estudo, em uma loja de departamentos com mais de 30 milhões de visitas, usuários que utilizaram a pesquisa por foto viram 48% mais produtos e passaram 51% mais tempo no site. Em outra loja, dessa vez de vestuário, os visitantes que usaram a pesquisa por imagem consultaram 37% produtos a mais, iniciaram 68% mais visitas de retorno e tiverem valor médio de pedidos 11% maior.

Só aqui já podemos observar benefícios como o aumento de tráfego e permanência no site, de páginas visitadas, de retorno ao e-commerce e de ticket médio. Quem está acostumado a avaliar KPIs no e-commerce sabe o quanto esses resultados são positivos. Assim, a pesquisa por imagem é uma oportunidade de otimizar o desempenho de toda a loja.

Como implementar a pesquisa por foto no e-commerce

A pesquisa por imagem no e-commerce demanda cuidados parecidos com aqueles que você já têm em relação ao SEO na sua loja online, uma vez que é justamente ele o responsável por ranquear também as imagens nas buscas do Google. Por isso, essas dicas vão soar parecidas com as que você viu antes quando o assunto é SEO, mas são essenciais em se tratando das imagens.

É indispensável, por exemplo, nomear as imagens com palavras-chave que o consumidor pode ter interesse em buscar. Um tênis branco e preto com listras não deve ser nomeado apenas como tênis, mas como tênis branco e preto, tênis com listras ou tênis Adidas. É necessário que a palavra-chave traga detalhes sobre o tipo de produto do qual estamos falando.

Essas informações também devem constar na descrição do produto, outro ponto essencial para obter bons resultados tanto na pesquisa por imagem como de forma geral. Escreva um texto contando as características, detalhes e diferenciais da peça na linguagem do seu cliente para encantá-lo e ainda alcançar um bom ranqueamento no Google.

Por fim, não esqueça que as imagens precisam ter uma boa qualidade, afinal, os buscadores devem conseguir identificar as características e detalhes dos produtos para indicar os resultados parecidos com aquilo que o usuário está pesquisando. Cuide apenas para que as fotos não sejam muito pesadas e comprometam a navegação e a experiência do cliente.

Utilize a pesquisa por imagem e melhore o desempenho do seu e-commerce

Deu para perceber que a pesquisa por foto já é realidade, não é? E se os seus consumidores já estão utilizando esse método, você não pode perder tempo! Saia na frente da concorrência e prepare o seu e-commerce para essa tendência. Como vimos, lojas online que estão atentas a essa novidade estão obtendo resultados ainda melhores!

E como o assunto é otimizar o desempenho do seu e-commerce, aproveite para conferir o nosso webinar sobre gestão eficiente do catálogo de produtos com ERP. Com ele, você vai ter dicas para melhorar a administração das mercadorias no seu site, desde o cadastro até a formação de preço! Assista agora mesmo o webinar Gestão eficiente do catálogo de produtos com um ERP

Automatização no atendimento para e-commerce: como acertar nesse processo?

Gal, Bia, Joice, Aura: você provavelmente já ouviu esses nomes em algum comercial de TV. Todas elas são atendentes virtuais, também chamadas de chatbots, que automatizam o suporte aos clientes nos canais de grandes marcas no Brasil. Esse recurso tem sido implementado por empresas de diversos segmentos, mas de que forma utilizar essa automatização no atendimento para e-commerce?

Essa dúvida surge porque, apesar de o uso da inteligência artificial ter crescido e ser uma tendência, considera-se que muitos consumidores ainda olham com desconfiança para essa tecnologia. Para uma parte do público, isso até faz sentido, mas, neste artigo, vamos ver que é possível fazer a automatização no atendimento para e-commerce na medida certa para vencer esse desafio.

Por que automatizar o atendimento é uma boa opção

A automatização no atendimento não tem sido implementada apenas porque é o assunto da vez no suporte ao cliente. Ela pode trazer diversos benefícios para negócios de todos os portes e segmentos, inclusive no e-commerce, é claro. Uma pesquisa realizada pela empresa Cedro Technologies mostra que 90% das tarefas corriqueiras no atendimento podem ser resolvidas por um chatbot.

Isso demonstra que uma ferramenta como essa possibilita um ganho de tempo e de dinheiro enorme para as empresas. Afinal, a equipe deixa de responder perguntas repetitivas e pode ocupar o tempo antes gasto nessa tarefa para se dedicar a outras atividades mais estratégicas e motivadoras, o que, inclusive, contribui para quando um atendimento humano for realmente necessário.

Segundo o mesmo estudo, 74% dos usuários conseguiram resolver suas dúvidas em até dois minutos com o atendimento dos bots e 87% consideraram a experiência boa ou ótima. A rapidez e a eficiência na resolução de problemas são benefícios de chatbots bem estruturados e mostram que, além da redução de custos, outra vantagem é a otimização da experiência do cliente.

O que os clientes pensam sobre a automatização no atendimento

Uma pesquisa realizada pela IDC, líder em inteligência de mercado, indica que os consumidores estão abertos às experiências com atendentes virtuais. Porém, querem que essa tecnologia seja uma forma de facilitar o atendimento e não mais um obstáculo para a conversa com um profissional da empresa quando isso for necessário.

Um aspecto interessante trazido pelo estudo é que as pessoas com menos de 45 anos preferem as marcas que contam com a tecnologia para otimizar o atendimento. Por outro lado, quem tem idade acima dessa faixa quer ter a opção de escolher entre a tecnologia e o suporte com um profissional, usando os bots apenas quando entendem que essa escolha faz sentido.

Ou seja, a maioria dos consumidores não vê problemas em conversar com atendentes virtuais, mas deixa claro que, nesse caso, os problemas devem ser solucionados com ainda mais rapidez. Além disso, é preciso proporcionar um contato fácil e ágil com um especialista na questão que pretende solucionar caso isso seja necessário.

Como acertar na automatização no atendimento para e-commerce

A pesquisa da IDC indica que, para mais de 75% das pessoas entrevistadas, a qualidade e o tempo do atendimento são dois dos fatores mais importantes na decisão por uma marca. Dessa forma, para acertar na automatização no atendimento para e-commerce é preciso partir desses aspectos durante o planejamento dessa ação e o treinamento da ferramenta.

Tudo começa na escolha pelo modelo de chatbot, que pode funcionar com linguagem natural ou por meio de comandos. O primeiro tipo é aquele que permite que a pessoa escreva como quiser e que é treinado para entender essa linguagem. Já o segundo possui instruções predefinidas que devem ser escolhidas pelo usuário, sem a possibilidade de escrever outra opção.

Por exemplo, um chatbot para e-commerce com comandos poderia ter alternativas como “rastreio do pedido” e “troca de produto”. Nesse caso, o chatbot responderia de forma automática, conforme a opção escolhida pelo usuário. Trata-se uma alternativa rápida, mas que limita a escolha pelo cliente e afeta a humanização do atendimento.

O chatbot com linguagem natural, por outro lado, permite que as pessoas escrevam suas mensagens, dando mais liberdade a elas no atendimento. Isso, inclusive, gera uma aproximação maior entre o cliente e a ferramenta tecnológica, tornando essa experiência ainda melhor. Vale ressaltar que você também pode usar as duas funcionalidades no seu chatbot para e-commerce.

O importante é que o atendente virtual seja treinado para identificar o tipo de linguagem que a sua persona costuma utilizar. Para isso, é preciso pensar com empatia, imaginando como os seus clientes utilizariam o chatbot. Em vez de “quero rastrear o meu pedido”, algumas pessoas poderiam escrever “quero saber onde tá o produto que eu comprei” — e a ferramenta deve identificar essa frase.

Antes de iniciar a conversa, também é indicado que o bot explique o que ele é e como funciona para que o usuário não pense que está falando com um humano. Há alguns casos, inclusive, em que as empresas avisam que o atendente está em treinamento e que é possível falar com uma pessoa em determinado número de telefone ou e-mail.

Se você está implementando um chatbot para e-commerce, não se preocupe em colocá-lo no ar somente quando tiver respostas para todas as perguntas. Isso é quase impossível e é provável que você perca tempo. Por isso, quando o funcionamento da ferramenta estiver estruturado, deixe-a disponível para as pessoas e faça as otimizações em etapas, conforme as lacunas no atendimento forem sendo percebidas.

Programe o bot para responder claramente que não entendeu algo quando a linguagem utilizada pela pessoa não for compreendida. Dessa forma, ela pode tentar reescrever ou, ainda, optar por falar com um humano, uma opção que precisa ser disponibilizada nesse caso. Também é importante que o bot não pergunte coisas que o cliente já respondeu.

Isso acaba desestimulando o usuário, que pode abandonar a ferramenta. Dessa forma, é essencial que o chatbot para e-commerce possa “lembrar” das informações que já foram fornecidas. Isso torna a experiência dos clientes ainda melhor, com qualidade e pouco tempo de espera, que são aspectos indispensáveis para que ele confie na sua marca e volte a comprar com você.

Como usar o chatbot para e-commerce

Como vimos, a automatização no atendimento para e-commerce traz ganhos de tempo e de recursos para a loja on-line e ainda pode tornar a equipe mais produtiva. Mas é importante entender que isso só é possível quando o chatbot para e-commerce é estruturado com foco na experiência do cliente, que deve ser o maior beneficiado por essa ferramenta.

É fundamental saber quem é a sua persona, que tipo de linguagem ela utiliza, quais são as suas principais dúvidas, entre outros aspectos que ajudem a treinar o bot para que ele funcione de forma eficiente. Além disso, é preciso analisar os dados periodicamente para identificar de que maneira é possível otimizar ainda mais o atendente virtual de acordo com os atendimentos que ele faz.

Com essas dicas e uma equipe capacitada para criar o chatbot para e-commerce, a sua loja online vai oferecer uma ótima experiência aos consumidores e conquistar ainda mais clientes!

E então, gostou do artigo? Compartilhe-o com a sua equipe para tirar as ideias do papel!

Como as fintechs podem beneficiar os e-commerces?


Texto produzido por Leonardo Ramos – Marketing de Performance na Creditas, São Paulo

A adesão ao comércio eletrônico está cada vez mais comum entre os diferentes públicos e não é novidade que o mercado de e-commerces cresce exponencialmente.

De acordo com um estudo realizado pelo Ebit em uma parceria com a Nielsen, o mercado brasileiro de e-commerces cresceu 12,1% somente no primeiro semestre de 2018, deixando claro todo o potencial do comércio eletrônico.

Vale lembrar que esse crescimento não se refere apenas ao volume de vendas e transações online, mas também à disponibilidade de serviços que atendem este segmento.

Sabendo disso, o mercado financeiro desenvolveu inovações tecnológicas que facilitam a gestão financeira do e-commerce, criando-se as fintechs. O termo surgiu da junção entre as palavras em inglês “Financial” e “Technology”, e se refere a empresas que fornecem serviços digitais voltados ao universo financeiro.

Existem diversos tipos dessas empresas, que atuam de maneiras diferentes, como meios de pagamento para lojas virtuais, fintech de empréstimo online, sistemas de gestão financeira, entre outros.

As fintechs e seus diferenciais para o e-commerce

Diferentemente das instituições financeiras tradicionais, as fintechs buscam inovar não somente na tecnologia, mas nos processos, ferramentas e métodos utilizados.

Ou seja, além de criarem um novo espaço no mercado financeiro, essas empresas prezam por oferecer uma boa experiência, agilidade e, até mesmo, condições de pagamento mais favoráveis. E isso impacta diretamente no empreendedor de e-commerce que busca soluções financeiras mais inteligentes para o seu negócio.

As fintechs também crescem em ritmo acelerado no mercado brasileiro, e o sucesso dessas empresas se dá por diversos fatores, como as altas taxas de juros do Brasil, a popularização do fator digital e a entrega de experiências customizadas para seus clientes.

E como dito anteriormente, existem diversos tipos de fintechs no mercado e alguns exemplos de serviços que facilitam o progresso financeiro de um e-commerce são:

Meios de pagamento online: essas plataformas são responsáveis por receber os pagamentos no e-commerce, além de facilitar toda a gestão e controle financeiro da loja online. A Wirecard, por exemplo, é uma fintech deste tipo.

Fintechs de empréstimo: empresas de empréstimo online (como a Creditas, por exemplo) oferecem modalidades de crédito com juros mais baixos. Elas facilitam a captação de recursos para empreendedores que buscam abrir ou investir em seu próprio negócio.

Fintechs de gestão financeira: são plataformas que incluem desde o controle de despesas e fluxo de caixa até como ser eficiente ao utilizar crédito. Elas auxiliam os e-commerces com ferramentas de controle fiscal, folhas de pagamento e contabilidade.

Como você viu, as facilidades oferecidas por essas empresas se tornou o principal diferencial competitivo em relação às instituições financeiras tradicionais.

E este tipo de inovação traz diversas possibilidades aos lojistas que buscam receber pagamentos de maneira segura e assertiva, exercer um melhor controle financeiro de seus negócios ou captar recursos para investir no negócio.

Como sempre, o ideal é que se avalie a disponibilidade de serviços a fim de buscar os mais adequados para a necessidade e realidade atual do negócio.