Como usar a recorrência para aumentar as vendas de ticket médio mais alto no seu e-commerce

Se há um nicho dentro do comércio eletrônico que está em plena expansão é o clube de assinatura: o segmento pulou de 300 empresas em 2014 para 4 mil em 2020, somando um faturamento de R$ 1 bilhão. Com base no modelo de pagamento recorrente, essa oferta contínua de produtos e serviços garante a sustentabilidade do negócio. Porém, você sabia que pode usar essa recorrência para aumentar as vendas de outras mercadorias do seu e-commerce?

É isso mesmo. Um clube de assinatura online não precisa restringir suas entregas, necessariamente, aos pacotes fixos. Ele pode disponibilizar aos clientes ou futuros clientes produtos e serviços de maneira avulsa, como uma forma de apresentar a marca para quem ainda não conhece ou proporcionar diferentes experiências para quem já conhece, mas não provou tudo o que sua loja online oferece.

Usando esse artifício é possível expandir as vendas e ampliar os ganhos do e-commerce, especialmente se trabalhar com um portfólio mais refinado e de ticket médio mais alto nas vendas avulsas. Siga com a gente e veja as dicas que separamos para ajudar você a usar a recorrência para aumentar as vendas do seu clube de assinaturas.

O que é pagamento recorrente

Sei que já falamos aqui no blog sobre pagamento recorrente, também chamado de venda recorrente ou compra recorrente. Clicando aqui você vai encontrar um artigo completo sobre o assunto. No entanto, é sempre bom fazer uma revisão rápida sobre o assunto, para não ficar nenhuma dúvida sobre o que estamos falando.

O pagamento recorrente é aquele feito por um período determinado, que pode ser mensal, bimestral, semestral, entre outros, conforme o tipo de serviço ou produto oferecido. O comprador, ao concordar com a recorrência na primeira compra, terá que fazer os pagamentos de acordo com a periodicidade estipulada.

Para o objetivo do nosso texto, o clube de assinaturas é o melhor exemplo de recorrência, mas a venda recorrente acontece em diversos tipos de produtos ou serviços, como nos planos das operadoras de internet, nas assinaturas de streamings, nas mensalidades de colégios e até nos contratos de academias. 

Inclusive, para auxiliar você a ampliar esse modelo no seu e-commerce, elencamos 5 práticas que vão ajudar, e muito, em todo o processo. Confira:

1 – Desenvolva perfis para os consumidores

Classificar os consumidores possibilita fazer uma comunicação mais eficiente e barata. Você pode começar pelo básico: idade, gênero, localização, ticket médio, total comprado, data da última compra, qualidade das compras, entre outros. Só lembre de, ao reter determinados dados, pedir a permissão do usuário, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

2 – Defina uma rotina de comunicação geral e categorizada

Estabeleça uma frequência e escolha por quais mídias seus clientes serão abordados. Com os dados em mãos, crie uma agenda de comunicação com todas as mídias disponíveis para sua realidade. Faça uma programação que intercale mensagens gerais com aquelas baseadas na classificação do público, pois isso ajuda a manter a audiência ativa e melhora os índices de qualidade.

3 – Categorize seus produtos a fim de ter filtros cada vez mais específicos

Categorizar os produtos auxilia na criação de landing pages mais efetivas, aumentando a assertividade da comunicação com grupos de clientes mais específicos.

4 – Estimule a recompra

Como é de conhecimento de grande parte dos empresários, a aquisição de um novo cliente é um processo mais caro que a manutenção e fidelização daqueles que estão ativos. Por isso, desenvolver ações de relacionamento com os clientes que você já tem reduz os custos gerais e aumenta o lifetime value. Por isso, parte da comunicação deve ser voltada a esse relacionamento, dando um estímulo, como um desconto ou um brinde, para que o cliente entre na recorrência.

5 – Tenha um pós-venda ativo

Na venda presencial, saber sobre a satisfação do cliente é instantâneo, pode ser feita na loja mesmo. Já no e-commerce, esse processo é um pouco mais delicado e precisa de atenção. Muitas lojas online, assim que registram a entrega de um pedido, já mandam e-mail pedindo uma avaliação do processo, para verificar se tudo correu bem. E se, por acaso, recebem uma reclamação antes da finalização do processo, destacam alguém para resolver a situação. Isso cria uma relação de confiança que o faz lembrar de você na próxima necessidade de compra.

Agora que refrescamos a memória sobre o que é o pagamento recorrente e vimos algumas dicas para consolidar o modelo no e-commerce, vamos ao assunto principal do nosso artigo.

Como usar a recorrência para aumentar as vendas

A prática de oferecer um produto ou serviço complementar no encerramento de uma venda é comum no dia a dia do comércio, certo? A iniciativa de ofertar mercadorias avulsas relacionadas a um clube de assinaturas segue o mesmo princípio, só que aqui a ideia é selecionar itens especiais, que podem ou não fazer parte de um pacote e geralmente têm um ticket médio mais elevado.

Para entender melhor, vamos a um exemplo. Digamos que você tenha um clube de vinhos e entregue, todos os meses, 4 garrafas na casa de seu assinante, que são selecionadas conforme o perfil que ele preencheu no momento da assinatura. Porém, para instigar os apreciadores da bebida, seu e-commerce também faz o lançamento de novos rótulos ao longo do ano, mas que somente entram no catálogo dos kits após 12 meses. Até lá, esse produto fica disponível para venda avulsa, só que pelo preço normal, um pouco mais alto do que seria pelo clube, pois se trata de algo novo.

Essa é uma das formas de usar a recorrência para aumentar as vendas de produtos ou serviços com ticket médio mais alto no seu e-commerce, mas não é o único. Aqui, separamos mais alguns exemplos que podem ajudar você a ter boas ideias no seu negócio. Veja:

1 – Diferente de um lançamento que vai entrar no catálogo dos kits depois, como o vinho do nosso exemplo, você também pode trabalhar a venda avulsa de um lançamento que não vai entrar para os pacotes do clube, como um lançamento exclusivo da loja online. Para chamar a atenção dos associados para um produto mais caro, no entanto, é preciso oferecer alguma vantagem, como um desconto em relação a quem não faz parte do clube.

2 – Para quem trabalha com clubes de alimentos, uma alternativa de como usar a recorrência para aumentar as vendas de produtos de ticket médio mais alto é, em alguns momentos e para alguns clientes selecionados de acordo com o perfil, que citamos antes, oferecer amostras de itens específicos. E, claro, apresentar o catálogo do e-commerce com as opções que ele pode comprar para abastecer a cozinha.

3 – Abra a possibilidade do associado trocar ou incluir um novo produto no seu kit padrão. Por exemplo, no mês de aniversário dele, você informa que ele pode incluir um item diferente no kit, sem custo extra. Essa é uma forma de você conhecer melhor os gostos e desejos do seu cliente e abre a possibilidade de oferecer outros produtos avulsos do e-commerce para ele.

4 – Pense em promoções voltadas exclusivamente para os membros do clube de assinatura. Lembre-se que, na maioria dos casos, uma pessoa opta por esse tipo de compra recorrente porque quer um tratamento diferenciado, afinal, fazer parte de um clube a torna membro de uma comunidade, de algo especial. Então, quanto mais você fizer ela sentir isso, mais ela vai se integrar e querer participar, o que significa, também, adquirir os produtos que são oferecidos. Se for algo pensado de modo exclusivo, é melhor ainda.

Esses são alguns exemplos que podem ser aplicados nos mais variados tipos de clubes de assinaturas, desde vinhos e alimentos, como citamos, até produtos de beleza e livros. O mais importante, na verdade, é conhecer a fundo seus clientes e entender quais são seus desejos e necessidades.

Não esqueça de oferecer uma solução de pagamentos eficiente!

Trabalhar com pagamento recorrente no e-commerce exige uma ferramenta de cobrança adequada, como a solução de pagamentos do Moip. Com ele, você cria planos personalizados, faz a gestão de clientes, controla as finanças e até recupera pagamentos. Para saber mais, acesse nosso site ou entre em contato com a gente. Nossa equipe está pronta para atendê-lo e tirar suas dúvidas.

Como enfrentar a pandemia de ataques de fraude em compras online na crise do novo coronavírus

Um levantamento da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), mostra que dois em cada dez brasileiros foram vítimas de alguma fraude financeira entre novembro de 2018 e novembro de 2019, e uma parte considerável dessas pessoas (27%) sofreu clonagem no cartão de crédito. Quase um terço (30%) desses golpes foram aplicados em compras ou transações feitas pela internet.

Em 2018, o Brasil já era o segundo país com maior registro de fraudes em cartões no mundo, perdendo apenas para o México. Esse problema fica ainda maior quando levamos em conta o aumento das compras online realizadas por antigos e novos usuários durante o distanciamento social imposto pela pandemia da Covid-19.

Muitos consumidores que não tinham o costume de fazer compras na internet passaram a comprar online. A falta de experiência desses usuários com o mundo digital é prato cheio para criminosos que exploram vulnerabilidades, como, por exemplo, a facilidade na aplicação de golpes por meio de engenharia social, ou seja, a manipulação das pessoas para roubar dados e infectar seus computadores e dispositivos. Com todos esses riscos, em uma transação pela internet, a chance de fraude chega a ser dez vezes maior do que em uma compra presencial.

A gestão de riscos em transações eletrônicas é essencial para qualquer comércio, pequeno ou grande, desde os que já nasceram digitais até aqueles que estão se vendo obrigados a mudarem sua estratégia para o mundo online e sobreviverem à pandemia. Ninguém está imune às tentativas de golpe, mas a tecnologia proporciona grandes avanços nesse combate.

Para entender como funciona esse processo, em geral, vale destacar dois tipos de criminosos: aqueles que utilizam conhecimentos de programação para invadir sistemas e roubar dados, e aqueles que compram esses dados na deep web ou emredes sociais, que utilizam esses cartões comprometidos para fazer compras na internet. E é aqui, no momento da compra, que entra a gestão de risco.  

Com o avanço do poder computacional, combinado com métodos estatísticos, a gestão de risco cria espaço para que a inteligência artificial seja capaz de prever o comportamento de fraudadores. Existem ferramentas que são capazes de analisar mais de 100 características de uma transação em segundos, desde a relação entre valor, horário, produto e tipo de loja, até a velocidade na digitação dos dados do cartão e informações do comprador. Essa análise é realizada durante o fluxo da transação que envolve o emissor do cartão, bandeira e adquirente.

Diante desse cenário, os seguintes pontos devem ser considerados na estratégia de gestão de riscos:

  • Informação: o elemento chave para uma gestão de risco é conhecimento; portanto, quanto mais informações disponíveis sobre a transação, mais se pode transformá-las em conhecimento e, assim, aumentar o poder de discriminar uma transação legítima de uma transação fraudulenta. Desse modo, é preciso buscar informações adicionais de bureaus e outras fontes externas para enriquecer a análise de risco;
  • Histórico: informações históricas aceleram a análise de clientes já conhecidos, pois já se tem uma validação anterior de dados cadastrais, tais como endereço de entrega e e-mail;
  • Device fingerprint: captura informações do device e pode ser utilizado em regras e modelos de scoring. É como se fosse um DNA do dispositivo. Um fraudador pode, por exemplo, utilizar várias contas e cartões diferentes para realizar compras, mas provavelmente utilizará o mesmo dispositivo para isso, o que é identificado na análise da transação;
  • Machine Learning: utilizar de métodos e modelos estatísticos, como modelo de regressão logísticas e redes neurais, para analisar as informações obtidas anteriormente e classificar as transações como suspeitas ou legítimas. São imprescindíveis ajustes frequentes nos modelos, principalmente no peculiar cenário que estamos vivendo;
  • Dashboard/relatórios: forma de acompanhar em tempo real a aderência das estratégias de risco e performance de modelos e regras.

Contudo, todo esse aparato tecnológico e estatístico só terá sua eficácia garantida se o olhar humano estiver presente. Portanto, dado o cenário imposto pelo novo coronavírus, o cuidado e acompanhamento da saúde física e mental das pessoas deve ser priorizado.

Vivemos um momento de muitas incertezas, no qual grande parte da população e das empresas passa por dificuldades financeiras. O combate às fraudes precisa ser uma das prioridades para quem vende na internet, seja para garantir a própria saúde do negócio, seja para proteger os consumidores dos ataques cada vez mais frequentes.  É uma busca do equilíbrio em prevenção a fraudes e experiência de compra do cliente.

Por Fidel Beraldi, Diretor de Risco da Wirecard

Antecipação de recebíveis melhora fluxo de caixa, mas exige planejamento

Manter o fluxo de caixa sadio é uma necessidade de todas as empresas. Mas, diante das adversidades, o fluxo de caixa pode ficar comprometido. Por isso, a antecipação de recebíveis se mostra como uma alternativa atraente para as empresas, dentro de um curtíssimo prazo, injetarem capital, permitindo que vendas a prazo se tornem recursos líquidos imediatos. 

A antecipação tem sido habitual no mercado do e-commerce por se apresentar como uma maneira oportuna e menos onerosa para o negócio . Como o empreendedor recebe imediatamente o valor das vendas a prazo, ele passa a contar com recursos para arcar com suas obrigações financeiras imediatas.

Isso dá um respiro para o fluxo de caixa do e-commerce, que pode ficar comprometido quando os gastos ocorrem em prazos menores do que o recebimento das vendas a prazo. A antecipação permite acertar este desequilíbrio pontual. Mesmo com alguns custos atrelados para a empresa, que variam em porcentagem e quantidade, dependendo da instituição que adianta os valores, ela me parece a melhor alternativa. Assim, rapidamente é possível levantar quantias para as empresas honrarem seus compromissos, com taxas menores e mais facilidade de contratação do que um empréstimo. 

Contudo, qualquer movimentação dessa natureza exige planejamento. A opção de recorrer à antecipação deve fazer parte da gestão financeira das empresas como uma alternativa; e não como uma operação recorrente. É importante frisar que esse é um recurso que deve ser usado com moderação, para cobrir necessidades pontuais de caixa e com base em um plano estratégico.

Como a antecipação traz para o presente valores a serem recebidos no futuro, aportando uma liquidez imediata às empresas, o empreendedor deve contar com estratégias para repor o dinheiro antecipado, uma vez que deixará de recebê-lo nos dias ou semanas seguintes.

Definir valores que serão antecipados e analisar o impacto que eles terão no fluxo da companhia são ações fundamentais para manter o caixa sadio. Acompanhar diariamente o que entra e sai e o controle da inadimplência com a realização de cobranças também é relevante para a saudabilidade do negócio neste momento. Com planejamento, consciência e suporte, as soluções financeiras podem ser suas grandes aliadas. 

Por Marcelo D’Alfonso, CEO Wirecard Brasil.

A gestão dos recursos humanos em tempos de crise e a ressignificação do trabalho

Pudemos observar empresas e organizações de todo o mundo promovendo a transformação digital de modo lento e gradual, principalmente na área de Recursos Humanos. A pandemia do novo coronavírus e a necessidade do isolamento social inverteram essa lógica de cautela e aceleraram os investimentos: a digitalização tornou-se obrigatória para manter o funcionamento e a competitividade das companhias.

A Covid-19 está ressignificando o trabalho no mundo inteiro e quebrando velhos paradigmas, mudando para sempre a maneira como trabalhamos. A inovação não é mais uma opção: de agora em diante, ela deve estar na agenda das empresas, buscando antecipar cenários, tendências e comportamentos. Gestores resistentes e céticos em relação a práticas como o home office, por exemplo, passaram a serem obrigados a adotá-las.

Já está comprovado que o home office aumenta a produtividade dos colaboradores. Uma pesquisa da Harvard Business Review estimou esse aumento em 4,4%. Durante minha trajetória profissional na área de Recursos Humanos, fica nítida a diferença positiva que a flexibilidade no local de trabalho traz para a motivação das pessoas, o equilíbrio com questões pessoais e consequentemente para a produtividade.

Empresas que adotam o home office há algum tempo, e que possuem mentalidade e processos digitais, tiveram mais facilidade para se adaptar às medidas de isolamento, cuidando de suas pessoas e mantendo seus negócios funcionamento. Essa, porém, não é a realidade da maioria das companhias no Brasil. Por isso, trago alguns pontos que considero importantes para a adoção do trabalho remoto de maneira eficiente.

É preciso lembrar que o ser humano é o que realmente importa em qualquer empresa. Portanto, cuidar das pessoas e do seu bem-estar é imperativo. Num contexto de pandemia, a melhor pergunta a se fazer é: como a área de Recursos Humanos vai apoiar os colaboradores?

A resposta a essa pergunta vai depender muito da realidade de cada empresa. Para quem adotou o trabalho remoto, a necessidade primordial é oferecer um suporte técnico aos funcionários, garantindo condições de se conectar e realizar suas atividades de casa. Mas o apoio não pode parar por aí. Em uma situação completamente atípica e turbulenta, é normal que as pessoas se sintam ansiosas, receosas e confusas, seja com a mudança na rotina, seja com o medo de contrair a doença, seja com a convivência familiar diária, ou com o receio de perder seus empregos.

Na Wirecard, por exemplo, abrimos um canal de comunicação exclusivo para facilitar a troca de ideias e experiências entre todos nesse período. Além disso, foi disponibilizado um canal com profissionais especializados em sete áreas (financeiro, social, jurídico, psicológico, nutrição, educação física e fisioterapia) para ajudar os funcionários em suas necessidades.

Outro fator fundamental é o timing. As empresas devem saber quando se comunicar e devem fazê-lo de maneira transparente com os colaboradores, sabendo dar notícias boas e ruins de modo honesto e genuíno, promovendo a confiança e a colaboração entre os times, agora distantes fisicamente, e também aprendendo a ouvir mais. Quais são as percepções, as angústias, as esperanças de cada colaborador nesse período? Quais sugestões ele tem para que o trabalho remoto e a gestão melhorem? Como podemos contribuir com a sociedade?

Empresas são orgânicas, feitas de pessoas que estão, cada uma, assimilando o momento à sua maneira. Alguns funcionários podem estar com familiares doentes, outros podem estar se dividindo entre o trabalho e o cuidado com os filhos. Tolerância e flexibilidade são duas palavras-chave para lidar com todas essas variáveis. Acredito, portanto, que a figura da liderança neste momento é crucial para que empresas avancem com confiança, cuidando de seus colaboradores e identificando oportunidades em meio ao caos.

Novos tempos exigem novas soluções, mas acima de tudo uma mentalidade aberta ao novo e a novos normais cada vez mais incertos.

Por Michael Citadin, Head de Gente e Gestão da Wirecard

Como o open banking vai modernizar o sistema financeiro brasileiro

Em janeiro de 2018, entrava em vigor na Europa a diretiva PSD2, abrindo o sistema bancário da União Europeia e permitindo a criação de novos serviços aos consumidores, em um conceito conhecido como open banking. Desde então, uma cultura de inovação passou a tomar conta do sistema financeiro europeu, gerando novos produtos e dando mais autonomia aos clientes.

No open banking, os dados são propriedade do próprio cliente, e não mais dos bancos. Com isso, o consumidor pode autorizar o compartilhamento dos seus dados entre diversas instituições financeiras de acordo com seus interesses.

Para o Brasil, um país com sistema bancário extremamente concentrado no qual três entre dez pessoas não possuem uma conta bancária, o open banking surge como uma grande oportunidade de modernização. De fato, é algo extremamente disruptivo para o mercado brasileiro, estimulando a competitividade e oferecendo outras opções aos clientes.  A regulamentação do sistema adaptado à realidade brasileira já está em discussão no Banco Central, e os principais participantes estão avaliando os desafios estratégicos e operacionais. As novidades chegarão ao consumidor de maneira gradual nos próximos meses. Mas, afinal, por que essa ferramenta é tão importante para trazer o sistema financeiro do Brasil ao futuro?

Em primeiro lugar, o open banking representa uma mudança de cultura. Nos bancos e instituições financeiras, isso representa uma maior abertura a novos modelos de negócio. O ambiente bancário se torna mais dinâmico e a concorrência aumenta, melhorando a experiência do consumidor.

A inovação se torna, como na Europa, palavra-chave para as grandes empresas financeiras. Produtos tradicionais e pouco flexíveis não são mais atraentes ao consumidor num modelo de open banking. Portanto, inovar é sobreviver. Grandes bancos podem, por exemplo, fazer parcerias com startups para criar novos serviços de crédito e investimentos, um movimento muito comum na União Europeia.

Para um país marcado pela desigualdade, como o Brasil, o open banking dá ao cidadão mais autonomia e a capacidade de gerir melhor seu dinheiro. Por meio de um único aplicativo de gestão financeira, pequenos empresários ou profissionais autônomos conseguem ter uma visão geral da sua situação financeira, com as despesas correntes, investimentos, pagamento de contas e faturas, independente do banco ou instituição financeira onde cada uma dessas operações é realizada. No Reino Unido, grandes bancos como HSBC e ING já possuem seus aplicativos de gestão financeira em parceria com empresas de tecnologia e inovação, que têm acesso às informações financeiras dos clientes e organizam todos os dados em uma única interface.

O processo no Brasil vem sendo bem conduzido pelo Banco Central, e de maneira gradual. A instituição reguladora tem um papel central na definição de regras que beneficiem todos os players envolvidos e tragam segurança a esse novo ecossistema financeiro. Com esse tempo de maturação, bancos e instituições financeiras vêm realizando testes para a criação de sistemas seguros e criptografados, que evitem vazamentos de dados e fraudes. Vale ressaltar que o modelo brasileiro de open banking estará em plena conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

O open banking é um divisor de águas para a vida financeira dos brasileiros e para a Economia do país em geral. Ele representa mais concorrência, mais liberdade e autonomia, dando solidez ao mercado e incentivando as pessoas a cuidarem melhor do seu dinheiro. Para os grandes bancos, o momento é de pensar fora da caixa e se abrir a essa evolução.

Por Susanne Steidl, CPO da Wirecard

Clientes da Wirecard juntos em solidariedade contra a COVID-19

Com a crise mundial da COVID-19, a solidariedade se tornou algo ainda mais essencial para a nossa vida em sociedade, e a tecnologia tem um papel crucial ao possibilitar que boas ações impactem positivamente a vida das pessoas e as ajudem a passar por esse momento difícil. Várias organizações e empresas vêm se mobilizando para ajudar de alguma forma, e temos o prazer de divulgar aqui algumas dessas iniciativas, que contam com o apoio e a parceria da Wirecard no recebimento e gestão das doações:

Confira os projetos:

Brinde do bem, com a Abacashi: apoiando uma iniciativa do Grupo Heineken, a empresa, que ajuda a viabilizar encontros, presentes, projetos, causas, entre outros, está vendendo vouchers para ajudar os bares da cidade com o apoio das soluções de pagamento da Wirecard. Depois que tudo passar, as pessoas poderão consumir o valor da sua contribuição no bar escolhido e a Heineken dobra essa quantia e a destina para o bar, ajudando a manter a saúde financeira dos estabelecimento e os empregos que ele gera.

A rede de shoppings Iguatemi está arrecadando doações para garantir alimentos para o Fundo Emergencial de Apoio à População Ameaçada pela COVID-19, que distribui os mantimentos em comunidades vulneráveis de São Paulo.

O Governo do Pernambuco criou o programa “Pernambuco Solidário contra o Coronavírus”, que tem como objetivo reforçar as ações de amparo a pessoas em situação de vulnerabilidade social e abastecer a rede pública de saúde com EPIs e equipamentos hospitalares.

A startup Tagme Food Solutions criou um sistema de delivery próprio para ajudar os restaurantes durante este período de crise a não fecharem as portas. A iniciativa incentiva as pessoas a ficarem em casa, respeitando o isolamento social, e ajuda os estabelecimentos a não sofrerem tanto com a queda no faturamento.

Essas, como tantas outras iniciativas, mostram que a solidariedade é o melhor remédio para diminuir os impactos dessa crise na vida de todos os brasileiros e brasileiras. E a Wirecard está ao lado de cada uma delas, fornecendo um ambiente inovador e estável para empoderar a solidariedade e a saúde dos negócios.

Dicas de como manter as contas em ordem durante a crise da COVID-19

Estamos vivendo um momento delicado e inesperado e isso afeta também a economia mundial. Nós da Wirecard estamos comprometidos no mundo inteiro não só com a saúde, por isso estamos trabalhando remotamente há algumas semanas, mas com a continuidade do seu negócio, por isso nosso time se uniu para criar soluções que permitam a venda rápida e fácil pela internet.

Esse artigo é para ajudar você a passar por essa crise de uma forma mais estruturada e pé no chão. Por isso, algumas dicas e ferramentas para você vender mesmo com o fluxo habitual de clientes reduzidos. Confira:

Use as redes sociais como suas aliadas

Com as pessoas em casa por mais tempo , as redes sociais se tornam um ponto de contato especialmente útil com para falar com os seus clientes. Esse é um momento para se aproximar do seu público, garantir que eles estão em segurança e garantir a continuidade do seu negócio.

Se você já tem sua loja e usa o Instagram ou Facebook para divulgar seus produtos, essa é a hora de começar  a conversar diretamente com os clientes que engajam com suas postagens e usar o link de pagamento para cobrar sem precisar trocar de aplicativo. Se o processo de entrega e novidade para você, vale a pena conferir algumas dicas de estratégias de frete.

Agora, se você já tem um e-commerce rodando, pode usar até mesmo o WhatsApp para ter mais canais de venda e aproveitar ainda mais o fluxo de compradores online, dando mais comodidade para seus clientes que estão em casa.

Delivery é uma solução para quem ainda não está na internet

Se você tem um negócio, mas ainda não está na internet, aproveite para vender por delivery ou entrega sem contato direto com o cliente. E para te ajudar nessa empreitada, o nosso time desenvolveu o Link de Pagamento, uma ferramenta que te permite enviar cobranças para seus clientes utilizando e-mail, WhatsApp, Facebook, Instagram ou qualquer outra rede social, sem precisar de muito conhecimento tecnológico.

Essa é uma solução super simples e que pode ser uma ótima saída para as vendas presenciais  sem precisar desenvolver um site, ou até uma nova forma de vender para quem já tem um e-commerce.

Antecipação de recebíveis pode ser uma saída para o seu fluxo de caixa

Se você tem um ponto de venda físico e está com dificuldades para manter seu fluxo de caixa, antecipar valores que têm a receber pode ajudá-lo a seguir cumprindo com suas obrigações (fornecedores, funcionários, aluguel ou outros custos fixos), mesmo em um momento de faturamento reduzido.

Mas o que é a antecipação de recebíveis? Basicamente, quando você faz uma venda parcelada, muitos meios de pagamento te repassam o dinheiro no fluxo, ou seja, conforme seu cliente paga as parcelas. Aqui na Wirecard, por padrão, nossos clientes recebem de forma antecipada.

Nesse momento de crise, nosso time comercial também separou uma proposta com taxas de antecipação atrativas para dar uma força para o seu negócio. Para saber mais, entre em contato com nossa equipe.

Neste momento, a sua saúde e dos seus clientes é prioridade

Lembre-se que esse é um momento delicado e toda ação deve levar em conta a saúde e o bem-estar da população. Nós acreditamos que existem formas do seu negócio passar por essa crise sem prejudicar ouabrir mão da segurança das pessoas.

Temos um compromisso com nossos clientes, em especial com os pequenos negócios, e colocamos nosso time à disposição para te ajudar neste momento. Confira nossa campanha Conte com a Wirecard e saiba como podemos te ajudar neste momento desafiador.

Pandemia e quarentena trazem momento decisivo para o comércio eletrônico

O mundo passa por tempos profundamente incertos. O que é certo, no entanto, é o impacto que a COVID-19 terá na sociedade nos próximos anos. Um aspecto que vem dominando cada vez mais as manchetes do mundo todo é a tensão que o vírus causou à comunidade de varejo. Em todas as partes do planeta, as prateleiras dos mercados e lojas foram esvaziadas por consumidores preocupados em estocar certos produtos por um motivo ou outro.

Nesse cenário, quem possui experiência em compras pela internet e deseja evitar o contato com outras pessoas recorre aos grandes varejistas online. No Brasil, uma pesquisa da NZN Intelligence aponta que 71% dos consumidores pretendem comprar mais em plataformas digitais durante a quarentena.

2020: o ano em que a adoção do e-commerce quebra as barreiras etárias

Nos Estados Unidos, muitos especialistas apontavam que o comércio eletrônico representaria cerca de um oitavo (12,8%) do total de vendas anuais no varejo do país, uma tendência que deve ser refletida em muitos outros países desenvolvidos. No entanto, a mudança generalizada no comportamento de compra do consumidor que vimos neste trimestre certamente fará com que esse percentual aumente consideravelmente.

Essa situação será encarada como um acelerador improvável para toda a indústria e provará ser um verdadeiro catalisador para a mudança, seja bem-vinda ou não. Ou seja, estes são tempos importantes.

Se o setor varejista conseguir gerenciar esse processo com eficiência, a confiança do consumidor com as compras online aumentará em todas as idades, entre jovens e idosos. Atualmente, as compras online estão atreladas ainda ao domínio do conhecimento técnico. No Reino Unido, 97% das pessoas de 25 a 34 anos compram online, enquanto apenas 54% das pessoas com mais de 65 anos o fazem. 2020 pode ser o ano em que as taxas de adoção do comércio eletrônico vão quebrar as barreiras da idade.

Até os maiores varejistas estão sentindo a tensão

Falar é fácil, mas fazer é difícil. Até os maiores varejistas estão sentindo a tensão. A gigante do comércio eletrônico Amazon suspendeu recentemente remessas de comerciantes independentes, além de suprimentos médicos ou produtos de “alta demanda”. Embora os produtos que já estão a caminho dos armazéns sejam aceitos e enviados, nenhum produto novo será aceito por algumas semanas. Para ajudar no aumento da demanda, a empresa está contratando 100 mil trabalhadores para armazenagem e entrega somente nos EUA.

A demanda sem precedentes por mercadorias é realmente um problema global. Os varejistas começaram a limitar a quantidade de certos produtos que podem ser comprados a qualquer momento para aliviar a pressão na cadeia de suprimentos.

Com os provedores de Internet relatando um aumento surpreendente de 30% no tráfego da Internet, é importante que os varejistas otimizem suas práticas de negócios online. Agora pode ser a hora de reduzir também as taxas de remessa, especialmente para itens essenciais, como mantimentos ou remédios.

Grande potencial para o desenvolvimento do comércio eletrônico global

Há uma década, o varejo teria sido muito menos capaz de lidar com um aumento acentuado dos consumidores que recorriam aos ambientes de compras digitais. Não apenas a infraestrutura tecnológica teria sido incapaz de lidar, mas também os sistemas de pagamento em uso na época.

O comportamento do consumidor nos últimos tempos tem sido fortemente influenciado pelos avanços tecnológicos. O sucesso de plataformas como Spotify e Uber é uma prova disso e não teria acontecido sem a onipresença do telefone celular. No entanto, o comportamento do consumidor também é influenciado por fatores ambientais, econômicos e sociológicos – todos os três são evidentes na COVID-19.

É justo dizer que o que está acontecendo no mundo mudará permanentemente o comportamento dos consumidores no futuro. Embora seja verdade que a situação atual esteja apresentando à comunidade de varejo vários desafios, não há razão para acreditar que nem todos possam ser superados. De fato, as empresas teriam que resolver todos esses problemas ao mesmo tempo para continuar a sobreviver. É claro que ainda há um enorme potencial para o comércio eletrônico global se desenvolver para melhor na próxima década.

A segunda onda do comércio eletrônico é agora

A rápida mudança para o comércio eletrônico provocada pela crise da saúde pública está longe de ser suave e certamente foi imprevisível. No entanto, é o que acontece nesta segunda onda que definirá o varejo dos próximos anos. À medida que a experiência de comércio eletrônico se torna mais intuitiva e onipresente, o lado digital do varejo será forçado a acelerar a um ritmo mais rápido do que as projeções anteriores.

Sobre a Wirecard

A Wirecard (GER:WDI) é uma das plataformas digitais na área de comércio financeiro que mais crescem no mundo. Oferecemos a empresas e consumidores um ecossistema com valor integrado em constante expansão, construído em torno de pagamentos digitais inovadores por meio de uma abordagem B2B2C integrada. Esse ecossistema concentra-se nas áreas de pagamento e risco, serviços bancários de varejo e transações, fidelidade e cupons, análise de dados e aprimoramento da taxa de conversão em todos os canais de vendas (online, celular e ePOS). A Wirecard opera instituições financeiras regulamentadas em vários mercados importantes, além de deter licenças de todas as principais redes de pagamentos e cartões. Além disso, a Wirecard está listada na Bolsa de Valores de Frankfurt (DAX and TecDAX, ISIN DE0007472060). Visite nosso site www.wirecard.com.br e nos siga no Facebook @WirecardBrasil e no Linkedin @wirecardbrasil

Marca na sua agenda: nos vemos nesses eventos em 2020!

Estaremos presentes em eventos importantes para os mercados de e-commerce e marketplace. Confira a nossa agenda (*) em 2020, aproveite nossos códigos de desconto com os parceiros e venha tomar um café conosco!

5 e 6
FEV
Conferência E-Commerce Brasil – Santa Catarina
Florianópolis, SC
28, 29 e 30
JUL
Fórum E-Commerce Brasil
São Paulo, SP

Voltado ao e-commerce, o evento recebe palestrantes nacionais e internacionais que são referências em suas áreas.

Cupom de desconto: 🏷️Em breve

Site do evento

26
AGO
The Future of E-commerce PAYMENTS
Online

Os principais player locais irão compartilhar seus conhecimentos e mostrar em primeira mão suas novas funções no campo de pagamentos.

🏷️ Evento gratuíto

Site do evento

2 e 3
SET
VTEX Day
São Paulo, SP

O evento de encontro de negócios digitais e vendas multicanal da América Latina conta com palestrantes nacionais e internacionais.

Cupom de desconto: 🏷️WIRECARD35 (válido apenas para ingresso MULTI)

Site do evento

21 e 22
SET
Conferência E-Commerce Brasil – Paraná
Curitiba, PR

Além de especialistas e de palestras com as últimas novidades no setor, o evento oferece oportunidade para realizar networking e fechar parcerias.

Cupom de desconto: 🏷️Em breve

Site do evento

7 e 8
OUT
Conferência E-Commerce Brasil – Rio Grande do Sul
Porto Alegre, RS

Além de especialistas e de palestras com as últimas novidades no setor, o evento oferece oportunidade para realizar networking e fechar parcerias.

Cupom de desconto: 🏷️Em breve

Site do evento

14
OUT
Marketplace Conference
São Paulo, SP

O evento promove networking e conteúdo voltado para o modelo de negócio marketplace.

Cupom de desconto: 🏷️ M25WIRECARD

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Saiba como desenvolver promoções na Black Friday para vender mais

Que as promoções na Black Friday são o grande atrativo para os compradores na data mais esperada pelo e-commerce não há dúvida. Prova disso é que, segundo levantamento realizado pela BigData Corp., em 2018, mais de 96% das lojas online brasileiras promoveram suas ofertas nesse período. Isso é ótimo para os consumidores, mas deve acender um alerta para os lojistas!

Afinal, é importante desenvolver promoções na Black Friday para aumentar as vendas e até mesmo ganhar visibilidade e competitividade em um momento tão acirrado. Porém, é preciso muito cuidado para que o desejo de se sobressair entre os concorrentes não acabe levando o e-commerce ao prejuízo em vez de trazer os resultados esperados.

Pensando nisso, neste artigo, nós elencamos algumas dicas sobre como desenvolver promoções na Black Friday para que você se prepare para essa data com eficiência e possa aproveitar o crescimento previsto para este ano, em que o faturamento deve aumentar 4%, conforme pesquisa da GFK. Acompanhe!

Planejamento é fundamental para as promoções na Black Friday

Quando se fala em Black Friday, planejamento é fundamental em todas as operações, inclusive em se tratando do desenvolvimento de promoções. Isso porque simplesmente baixar aleatoriamente todos os preços ou escolher os produtos que terão desconto sem uma avaliação prévia pode prejudicar e muito a sua loja, com reflexos mesmo após o fim do período de ofertas.

Podemos dizer que o planejamento correto dessas promoções ajuda em três aspectos: primeiro, em não amargar prejuízo com ações mal pensadas; depois, em aproveitar essas promoções para ganhar visibilidade e competitividade em um momento forte para o e-commerce; e, por último, em otimizar as operações com ofertas estratégicas para o negócio.

Tenha cuidado com o prejuízo

Vamos começar pelos cuidados com o prejuízo: como você bem sabe, a comercialização de produtos e serviços envolve vários custos e despesas, desde a compra ou fabricação dos itens até a entrega deles ao consumidor. Por isso, vender uma mercadoria por um preço menor do que o total de gastos que você tem para vendê-lo é prejuízo na certa.

O que você pode fazer é reduzir a sua margem de lucro em alguns produtos, conforme o crescimento de vendas que você prevê para eles. Por exemplo, imagine que uma loja online de roupas venda uma camisa por R$ 50. Desse total, R$ 35 representam os custos e despesas com a comercialização dela e os outros R$ 15 se referem à margem de lucro, que é de 30%.

Para uma promoção dessa camisa, não é recomendado que o lojista faça um preço abaixo de R$ 35, que é o preço de custo, pois assim ele teria prejuízo em vez de lucro, mesmo que dezenas de vendas fossem feitas. O que ele poderia fazer é diminuir a margem de lucro para 20%, por exemplo, vendendo o item por R$ 45. Porém, isso só é indicado para artigos com boa expectativa de venda.

Dê atenção à competitividade

Como vimos, as promoções na Black Friday também são uma chance de ganhar mais visibilidade e competitividade neste segmento e isso tem relação com o preço também. Ao mesmo tempo em que um valor muito baixo pode trazer prejuízo, um valor com uma boa margem de lucro, mas que não se destaca entre a concorrência, pode não resultar no aumento de vendas que você espera.

Por isso, além de fazer uma gestão de custos eficiente para não comprometer as finanças do seu e-commerce, também é importante avaliar o mercado ao criar as promoções. Se você percebe que, mesmo com o desconto, um produto estratégico para essa data ainda está com preço mais alto que o dos concorrentes, vale pensar em uma maneira de torná-lo mais competitivo.

Com isso, você consegue atrair mais consumidores, aumentar as vendas na Black Friday e aproveitar esse período para conquistar os novos clientes a partir de um ótimo atendimento pós-venda. Porém, vale lembrar que esse resultado também depende de um bom investimento em marketing. Afinal, só assim o seu e-commerce conquistará a visibilidade necessária para que os usuários cheguem até ele.

Avalie a otimização das atividades internas

É claro que, quando falamos em promoções na Black Friday, o principal objetivo dos lojistas é criar ofertas capazes de aumentar as vendas e o faturamento. Porém, essa também é uma oportunidade para otimizar a operação do e-commerce, principalmente em relação ao estoque, um departamento que precisa estar super preparado para essa data.

O ideal é que você faça um inventário de todos os produtos disponíveis ainda antes da Black Friday. Desse modo, é possível identificar a necessidade de compra de mercadorias com boa previsão de vendas e que serão objeto de promoções, a fim de adquiri-las em tempo para o início desse período e garantir que nenhum item falte justamente na hora H.

Essa também é uma boa oportunidade para conferir quais itens estão encalhados no estoque. Com isso, você pode aproveitar a Black Friday para colocá-los em promoção ou, ainda, fazer vendas conjuntas entre esses artigos e produtos que têm mais procura pelos consumidores. Dessa forma, as ofertas ajudam você a otimizar o estoque e a aumentar o faturamento mesmo com peças menos vendidas.

Como desenvolver promoções na Black Friday

Considerando todo o planejamento sobre o qual falamos, desenvolver as promoções na Black Friday se torna uma tarefa mais assertiva e eficiente. Mas o trabalho não para por aí: para criar as ofertas, é importante que você analise todas as informações sobre as vendas dos seus produtos para verificar quais são os mais vendidos, os mais bem avaliados e aqueles que estão parados no estoque.

O primeiro grupo, o das mercadorias mais vendidas, é excelente para promoções. Como elas vendem bem, é possível baixar um pouco mais a margem de lucro e tornar o preço competitivo, atraindo os usuários e aumentando as vendas. Você pode, inclusive, negociar com os fornecedores um preço de custo melhor para uma compra maior, otimizando a sua margem de retorno.

Já o grupo dos produtos mais bem avaliados também se sai bem em promoções na Black Friday. De acordo com dados do EConsultancy, Search Engine Land e Bright, a avaliação de itens pode aumentar as vendas em até 18%, o que representa uma boa oportunidade para os artigos que contam com esse recurso. Por isso, aposte em ofertas com essas peças também!

Por fim, temos o grupo dos produtos encalhados no estoque que, apesar dessa característica, podem ajudar a impulsionar as vendas. Para isso, como já vimos, basta fazer promoções atrativas ou, ainda, combiná-los a mercadorias mais procuradas para promover uma venda conjunta. Assim, você vende mais e ainda libera espaço no estoque.

Além de oferecer descontos nos produtos, outra maneira de fazer boas promoções na Black Friday é oferecer benefícios, brindes ou condições vantajosas para o consumidor. Frete grátis, compre 1 e leve 2 e presentes especiais para a compra acima de determinado valor ou número de peças são alguns exemplos disso. É preciso apenas ter cuidado para não comprometer as finanças com essas ofertas.

O lançamento de produtos também pode ser destaque na sua Black Friday, principalmente se você destacar que o preço de lançamento é promocional e limitado, criando um senso de urgência para a compra. Com isso, os visitantes se sentem ainda mais motivados a adquirir as mercadorias e a sua loja aumenta as vendas nesse período importante.

Conte com a Wirecard na Black Friday 2019

A Black Friday 2019 ocorre no dia 29 de novembro, mas sempre é tempo de se preparar para que a data seja um sucesso! E isso vale tanto para o desenvolvimento de promoções como para os outros processos que fazem parte da rotina do e-commerce, como a etapa de finalização e de pagamento das compras.

Aqui na Wirecard, nós oferecemos uma solução de pagamentos eficiente e com funcionalidades que ajudam você a receber os valores com mais praticidade e a controlar melhor os recebimentos, além de aumentar as vendas com todas as facilidades disponíveis para os clientes. Acesse o nosso site e conheça o nosso meio de pagamento! Nós estamos à disposição para ajudar o seu e-commerce.

E se você ficou com alguma dúvida sobre como desenvolver promoções na Black Friday, deixe seu comentário para conversarmos!